-
Se não pode ir à Mealhada ou a Negrais, coma Leitão nos Olivais…
Sexta-feira à noite, com recolher obrigatório, depois de uma semana com muito trabalho, é hora de relaxar e aproveitar o pouco tempo que temos para estar fora de casa. Antes do repasto propriamente dito, “bora lá” beber a nova cerveja dos “Dois Corvos”, chamada “Cafuné” (termo brasileiro que define um carinho, uma carícia). E não é que esta nova cerveja, parece mesmo um carinho. Com um sabor forte, e aroma de café, é uma cerveja não muito pesada, mas já começa a ser uma entrada nas cervejas para homens de barba rija. É uma ipa e deve ter à volta de 6 graus de teor alcóolico. Abertas as hostilidades, onde ir jantar, na zona de Marvila e arredores? É que tal um Leitão á Beiral? é um dos mais conhecidos e reconhecidos restaurantes nos Olivais, fruto da sua cozinha honesta, sem pretensões e o mais importante, matéria-prima de qualidade, nas…
-
Ao Monte…
Onde é se pode comer bem, à segunda-feira? Será talvez um exercício difícil, mas não impossível. Desta vez, tinha mesmo de ser, e numa zona geográfica específica, resolvemos ir à aventura. Procuramos nos guias habituais e lá fomos dar ao “Ao Monte”, que como o nome indica fica numa travessa escondidado, na Freguesia do Monte Abraão, Concelho de Sintra, Lá chegados, a mesa já estava preparada e pronta(foi reservado com antecedência); Mesa e cadeiras de madeira, confortável q.b, na mesa propriamente dito já estavam os copos de água, com uma garrafa do mesmo líquido, talheres, guardanapos (papel) e uma tábua (neste caso pedra) com um saboroso queijinho alentejano, azeitonas (que não provamos), patê de porco, manteiga de alho e pão variado. Mas a verdadeira especialidade deste “Ao Monte” é mesmo o Bife à Monte, acompanhado por um molho especial (já lá vamos), ovo a cavalo e batatas fritas caseiras (parabéns!) fritas no ponto! Tudo muito…
-
K-Bob
De todas as comidas asiáticas, a Coreana, é aquela que tenho menos conhecimento e portanto, desculpem-se se vou dizer algum disparate, mas o intuito deste site é partilhar experiências sem a necessidade de sermos especialistas. Situado no chamado Bairro Azul, na Av. Ressano Garcia nº 41-A. Confesso que praticamente há 40 anos que não visitava este bairro, onde era assíduo, porque andei na Escola Preparatória de Marquesa de Alorna (ao final desta mesma rua). Como (quase) todos os restaurantes asiáticos, também este não foi construido de raíz para ser restaurante Coreano, foi sendo adaptado, visto aqui já ter sido uma casa de hamburgueres (salvo erro) e posteriormente um restaurante chinês. Como tal e para além de alguns motivos coreanos e a própria bandeira da Coreia do Sul, pouco mais fazia lembrar onde estávamos. A rever…para além da própria comida é essencial que o “freguês” se sinta no local de origem da degustação. Mas vamos ao que interessa, chegados ao restaurante ainda…
-
Pizza doce
As pizzarias começaram a crescer por todo o lado. Cada bairro nas grandes cidades tem no mínimo duas ou três casas onde se serve pizza! O custo de produção de cada não é muito elevado, acabamos por pagar 10€ por um produto que não custa mais de 3! Certo é que de vez em quando é agradável desfrutar de uma pizza! O segredo é saber escolher onde ir buscar! No Brasil há um conceito muito engraçado, que é o rodízio de pizza! Onde se come até cair, existindo pizzas para todo o gênero, a criatividade é que manda! Foi numa dessas viagens que descobri a pizza doce. No início achava estranha a mistura de paladares, salgado da massa e o doce do recheio! Certo é que fiquei rendido e da segunda visita ao rodízio de pizza, só esperava pela hora da sobremesa! A pizza doce! Há de todo o gênero, admito que…
-
Sopa de Mugango!
Numa pequena aldeia alentejana, Nossa Senhora de Machede, há um Café Central que nunca tinha visitado. Cheios de fome entramos porta adentro para almoçar e lá estava anunciada a sopa ou ensopado típico da região: sopa de mugango com grão ! Mugango é um legume da família da abóbora. A forma do fruto é globular, relativamente alargada, e em geral com gomos bem vincados que lhe conferem uma forma canelada, com um peso entre 2 e 3 kg. O fruto é aproveitado para diversos fins culinários, e também como alimento para animais. Não conhecia!A sala de jantar toda decorada com objectos antigos, desde relógios a objectos de trabalho no campo e muito quentinha que foi um consolo. A sopa veio numa terrina e o sabor é inusitado pois é ácido e um pouco agreste. Feito com um toque de vinagre com bocados de soltos de mugango no caldo foi uma boa…
-
Sericaia
Antes da apreciação propriamente dita, vamos primeiro a um pouco de história e a sua origem. Segundo a informação que consta no press-release da “Sericaia Gourmet“, foi no século XVI, que D. Constantino de Bragança, trouxe do Oriente a receita deste doce, património da doçaria conventual de Portugal. Pensa-se que foi no Convento Chagas de Vila Viçosa a sua origem, mas foi no Convento das Clarissas em Elvas que se acrescentou a canela, o segredo do sucesso deste doce. Vamos então ao que interessa: Apresentado numa sóbria caixa branca de cartão com o símbolo da “Sericaia Gourmet”, está um prato de barro que deve pesar mais de um quilo e onde o doce é cozido. Este exemplar que chegou ao “coisasboasemalta”, deve ter sido feito neste mesmo dia, apesar de este doce aguentar seguramente mais uns 4 ou 5 dias, sem perder as suas caracteristicas. Sendo uma receita muito simples de confecionar, o truque está…
-
Fábrica de Bolos Azevedo e Vida
Gosto da Av Almirante Reis! Agora é uma das zonas mais multiculturais onde se pode encontrar lojas um pouco de todo o mundo. Esta Avenida começa na Rua da Palma, no Martim Moniz e vai até ao Areeiro. São 3 kms cheia de comércio tradicional, marisqueiras e muita gente com turbantes vindas do Nepal ou do Paquistão. Perto da Praça de Chile há a Fábrica Azevedo e Vidal, de pão e bolos muito conhecida. Abre as 9 da noite e fecha as 5 da manhã e tem muito movimento com pessoas que deixam o carro em 2. Linha e correm a comprar pão quente ou uma bola de Berlim acabada de sair do forno. Pequena fábrica que é numa cave mas sempre cheia e as compras são rápidas e a “despachar”, porque não há tempo para conversas. É um pequeno local muito castiço e faço votos que não feche. Experimentem Av Almirante Reis 149
-
Zé Pinto
Um restaurante que fascina quem gosta de comer bem. Desde o pernil assado, passando para os grelhados é tudo bom. Começa pelas batatas fritas que servem de acompanhamento. São servidas numa travessa a parte, cortadas muito fininhas soltas e temperadas com sal. Uma delícia. O restaurante não tem pretensões e está sempre cheio. A cozinha é genuína, feita por cozinheiras experientes e boa matéria prima. Tem 4 ou 5 salas com empregados diligentes e não há gente a falar muito alto. Do chão ao tecto estão muita fotografias de gente ligada ao Benfica. Apenas isso poderá ser um entrave a quem não simpatiza com o clube. Mas a família do Zé Pinto não se rala. Fica no Largo General Sousa Brandão na Buraca e depois contem.
-
Davitto
Foi por razões profissionais que conheci o Vitor Fernandes! Uma figura maior do bairro da Graça! Fez o liceu na Gil Vicente e já nessa altura fazia sucesso! Andou um pouco por toda a Europa, Suíça, Itália, Eslováquia e Eslovênia! Fruto de tantas culturas, fez do Vitor um Chef cheio de influência! Abriu há uns valentes anos uma pizzaria no Mercado de Sapadores, que batizou de uma forma pomposa: “Davitto”. O espaço é simples, a comida é tipicamente italiana! Há muito mais que pizzas, há um risoto de camarão que é do outro mundo! A garrafeira tem um pouco de tudo! Foi lá que conheci um dos melhores vinhos que bebi na vida! Agora o Vitor utiliza o forno a lenha para fazer outras iguarias! Cabrito é a sua nova paixão! Depois tem aquele hábito que tanto gosto, vem as mesas conversar com os clientes! De tal forma que é ele que escolhe o vinhos a quem desfruta do espaço ! Uma pizzaria que é muito…