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1, 2, 3 Soleils
Foi o meu disco de março. Ouvi-o várias vezes e continuei sempre encantado. Gravado ao vivo em 1998, este álbum acompanhou‑me muito noutra fase da vida. Há dias voltei a tropeçar nele e a redescobrir esta obra incrível. É tão bem tocado. Culturalmente estou distante do que é apresentado, mas aquilo que ouvimos aqui é a cultura argelina no seu maior esplendor. Três cantores e uma orquestra gigante, cheia de talento: Khaled, Rachid Taha e Faudel. 1, 2, 3 Soleils disco duplo inclui grandes sucessos como “Abdel Kader”, “Ya Rayah”, “Aïcha” e “Didi”. É curioso perceber como existe um universo musical riquíssimo no Magrebe, que entretanto conquistou também muitos ouvintes na Europa. Este álbum terá certamente ajudado a popularizar essa sonoridade um pouco por todo o mundo. O género musical é o Raï, que significa literalmente “opinião” ou “ponto de vista” em árabe. Nasceu nos anos 20, em Orã. Aqui…
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O Benefício Gin
Descobrimos um gin produzido no Marvão “O Benefício Gin” e fiquei impressionado com a força dos seus criadores, Ricardo Nunes e Paulo Fernandes. O meu entusiasmo foi tão grande que decidi conhecer esta dupla e ficar a saber um pouco mais sobre o universo do gin Como se distingue um bom de um mau gin? Um bom gin reconhece‑se antes de chegar ao copo. A lista de botânicos tem de ser clara, fazer sentido e contar uma história coerente. No nariz sente‑se definição aromática, sem álcool agressivo, e, na boca, existe equilíbrio entre álcool, botânicos e final de prova. No Benefício Gin partimos sempre de matérias‑primas reais, de origem identificada, e usamos a destilação para amplificar o carácter do ingrediente, não para o mascarar. Um mau gin, pelo contrário, perde‑se em aromas genéricos, corantes desnecessários ou numa graduação que não sustenta a complexidade aromática. O gin esteve há uns anos…
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O Predador: Primeira Presa
Tenho visto filmes todos os dias.Tento escolher ouvindo os especialistas e sigo muitas das recomendações que me vão chegando, porque há, de facto, muita coisa produzida que não tem grande valor. Um dos filmes que vi recentemente foi O Predador: Primeira Presa (Prey), que tem um diretor de fotografia extraordinário. O filme vale imenso pela sua imagem e também pelo ritmo das sequências de ação. A história leva-nos até à Nação Comanche, em 1719, onde acompanhamos Naru, uma jovem guerreira que tenta proteger a sua tribo de um predador alienígena altamente evoluído, cuja missão é caçar humanos. Há inúmeras cenas de ação, todas muito bem executadas.Além disso, o filme permite uma leitura metafórica interessante: Por um lado, representa a chegada dos colonos às terras americanas. Por outro, aborda a luta da mulher para se afirmar num mundo dominado por homens, algo que Naru simboliza de forma poderosa. Gostei imenso do…
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Nat’elier, pasteis de nata criativos
Foi no final deste verão que tivemos o prazer de conhecer o chef João Batalha. Além de criar pastéis de nata com sabores inesperados, o chef desenvolveu um conceito original e divertido:ensina os seus clientes a fazer pastéis de nata personalizados, com os sabores que mais gostam. Aqui, o limite é mesmo a imaginação. Foi numa tarde quente de verão que nos sentámos à conversa, e foi impossível não ficar inspirados. O vosso conceito é inovar sem perder a tradição. Como é que equilibram estes dois mundos na cozinha? Com muito respeito, paixão e honestidade pelo que fazemos. Quanto ao pastel de nata tradicional, tentamos sempre trazer o melhor sabor ao de cima, para isso contamos com muito bons ingredientes e muita tranquilidade durante a sua preparação.Na inovação trazemos os mesmo princípios, com o objetivo de o sabor novo nunca se sobrepor em sabor ou aspeto ao tradicional. Tentamos sempre…
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The Institute
Estava de férias e, numa dessas noites, apeteceu-me ver uma série. Confesso que vejo cada vez menos televisão e, quando o faço, tem de ser algo que seja realmente uma referência. Sabia que esta série era baseada num livro de Stephen King e, por isso, a curiosidade aumentou. A história acompanha um grupo de crianças e jovens que vivem num local chamado “Instituto”. Estas crianças são dotadas de habilidades especiais, o que dá logo um tom misterioso à narrativa. Comecei a ver com alguma atenção, até porque os primeiros episódios me deixaram um pouco perturbado, devido à forte carga emocional. Há algo que me remete para Stranger Things, também protagonizada por crianças. É uma série que se vê muito bem, mas não fiquei com grande vontade de acompanhar a segunda temporada, que já foi anunciada recentemente. Sinto até que há alguns aspetos que poderiam ter sido melhor desenvolvidos. Encontra-se disponível…
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V Sportswear a primeira marca Portuguesa de Padel
O padel veio para ficar já não é apenas uma moda. Segundo li, é atualmente a segunda modalidade com mais praticantes em Portugal, apenas atrás do futebol. Por isso, não é de admirar que cada vez mais marcas portuguesas comecem a surgir neste mercado. Primeiro, foram as marcas de raquetes. Agora, é a vez das marcas de roupa especializada para jogar padel. Num belo dia de sol, fomos conhecer a Joana Carmo, criadora da marca portuguesa V Sportswear. Como explica o crescimento do Padel? O crescimento do Padel pode ser explicado por uma combinação de fatores que tornam este desporto aliciante e aditivo. É um jogo fácil de aprender, mesmo para iniciantes, o que atrai pessoas de todas as idades e níveis de habilidade. Além disso, é um desporto social, jogado em duplas, que promove a interação entre a comunidade dos praticantes (individual e corporativo).A presença de figuras públicas e…
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Um dos melhores professores de Padel de Portugal, António Pinheiro
Há dias conversava com um fabricante de raquetes de Padel. A modalidade tem crescido imenso, mas ele queixava-se que professores competentes existem no máximo cinco. António Pinheiro do Vive Padel é um desses cinco. Curiosos decidimos conhecer o “Rei dos campos” Como foi que entrou para o padel? Sou treinador de ténis desde 2003 e resolvi abraçar este desafio em 2020 por influência do meu grande amigo Paulo Carvalho. Por ser uma modalidade com características muito idênticas ao ténis, não foi difícil a adaptação. Está a ser uma excelente experiência! A técnica que vinha do ténis é utilizada no padel? A técnica do ténis é complementar ao padel mas alguns movimentos precisam de ser modificados ou aprendidos. Os gestos são mais curtos, o jogo com o vidro não é fácil nos primeiros tempos e acima de tudo é um jogo de paciência. Quem procura ter aulas de padel? Essencialmente pessoas…
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Lisboa 1497, o perfume deste verão
Sinto-me muito cheiroso, e quem se cruza comigo pergunta: “Que perfume é esse?” É a nova produção da equipa da Leme, o Lisboa 1497. Fiquei tão encantado com a nova fragância que decidi conhecer o seu produtor, o Luís Pereira. Como foi que se meteu no negócio dos perfumes? Desde 1997 que trabalho neste negócio tento passado por várias marcas internacionais. Como é que um português consegue ser competitivo com as marcar internacionais? Produzimos em pequena escala e com produtores portugueses que nos permitem preços atrativos . O que fazia antes da Leme? Tenho a minha empresa desde 2008 , empresa que detém várias marcas portuguesas como a Antiga Barbearia de bairro. O que é a Leme? É uma marca de perfumaria portuguesa que se inspira nos descobrimentos portugueses para criar perfumes. Surge agora Lisboa 1497. Que perfume é este? É uma homenagem á saída de Vasco da Gama de Lisboa…
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Luís Louro, quase 40 anos a rabiscar
Foi numa tarde de calor que fomos conversar com o Luís Louro, quase com 40 anos de carreira ligada à banda desenhada. Agora surge uma nova aventura “O Despertar dos Esquecidos“. Motivo para uma boa conversa Tens noção como aparece essa paixão pelo desenho? Na realidade não, desde que me lembro que gosto de desenhar… A minha mãe costumava dizer que eu adormecia debaixo da mesa com um lápis e um papel na mão… Tenho memórias da escola primária a desenhar para os meus colegas, lembro-me que na altura me fartava de desenhar os “Águias” do “Espaço 1999”. (Agora que penso nisso podia ter feito uns trocos… :):)) Desde muito novo que consumia muita BD, era a época das revistas, Falcão, Mundo de Aventuras, coleção Combate, Disney, etc… Como começa a editar? Comecei a editar em 1985, com 19 anos no Mundo de Aventuras, isto em revistas profissionais pois já…