Coisas Boas em Alta
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    Cilantro & Limón

    Perto de casa abriu um espaço familiar onde se serve comida mexicana. Uma família Venezuelana, arriscou e veio para Portugal. Já dominam o Português, o que deixa toda gente feliz, um bom exemplo de integração. Inauguraram em março, mas uma semana depois eram obrigados a fechar. Foram para luta e desenvolveram o conceito de  take away. A proposta é comer à Mexicana. No confinamento fui muitas vezes e ate acabei por fazer amizade com a simpática família. Agora o mundo voltou abrir,  e o que há para comer na pequena esplanada? Tacos e Margaritas, tudo feito na hora, burritos de Carne de Vaca, Frango e Vegetariano. Há ainda um chilli maravilhoso. E os preços nada caros. Tem duas mesas no interior, mas admito que só me sentei na esplanada, que ate nos dias frios acaba por ser agradável. Vale mesmo apena conhecer esta família. Cilantro & Limón

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    O bolo rei

    Aqui somos de extremos: os portugueses gostam ou detestam o Bolo Rei. Mas quando o assunto são as tradições de Natal portuguesas, é impossível deixar de mencionar o famoso Bolo-Rei, uma iguaria que já se desfaz na boca dos portugueses durante a quadra natalícia há mais de 100 anos. No entanto, desenganem-se aqueles que acreditam que o Bolo-Rei tem origem em Portugal. Apesar da receita que hoje conhecemos ser tão típica e característica do nosso povo, a verdade é que o Bolo-Rei foi adotado por nós. De acordo com a lenda, o doce representa os três reis magos – Gaspar, Belchior e Baltazar – e os presentes que estes levaram ao menino Jesus no dia do seu nascimento. Assim, a côdea do bolo simboliza o ouro, as frutas cristalizadas representam a mirra e o aroma o incenso. De forma redonda, com um buraco no centro, é feito de uma massa…

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    À Beira Mercearia

    Diz-se que em tempos de crise, só os mais “atrevidos” arriscam… E é disto mesmo que vos vou falar… Há cerca de dois meses no caminho entre casa e o trabalho, deparo-me com algum movimento dentro de uma antiga pastelaria que já estava fechada há alguns anos, e que portanto, por alguma razão não vingou naquele local. Como gosto de conhecer “In loco”, o comércio local, resolvi entrar e ver o que me esperaria naquele novo negócio. Entrei e pedi um café, e tentar perceber o que tinham para oferecer… Num espaço não muito grande, metade está ocupado por enchidos, queijos, pão e vinhos regionais. Tudo com um denominador comum, todos (ou quase) são oriundos da região das Beiras, como o próprio nome indica. Apesar de também haver pão que chega diariamente do Alentejo. Mas não só de mercearias vive o À Beira. Também há comidas…e que comidas! Lembram-se daqueles…

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    Jindungo Take Away

    Á primeira vista, pode soar a restaurante ou mesmo uma mercearia africana, mas não, nada de picante. Pelo menos se não o solicitarmos. (Jindungo Take Away) Abriu há cerca de um mês, e portanto só agora decidi escrever sobre ele, para que pudessem “limar” algumas pequenas falhas da juventude. Entramos e deparamo-nos com um espaço bonito e bem decorado. Não mais do três mesas, daí o nome, mais vocacionado para levar para casa, o chamado Take-away. Mesmo de frente para a porta, um longo balcão dividido em três áreas distintas. A primeira conta com uns maravilhosos salgados, mas com recheios inesperados. A saber, uns croquetes de osso buco, com um recheio mais escuro do que o habitual, mas com a textura que gosto nos croquetes, ligeiramente “moles”. Passando ao seguinte, umas chamussas de deixar um indiano em sentido. Ligeiramente picantes, mas com um sabor que estimula todas as papilas gustativas.…

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    Se não pode ir à Mealhada ou a Negrais, coma Leitão nos Olivais…

    Sexta-feira à noite, com recolher obrigatório, depois de uma semana com muito trabalho, é hora de relaxar e aproveitar o pouco tempo que temos para estar fora de casa. Antes do repasto propriamente dito, “bora lá” beber a nova cerveja dos “Dois Corvos”, chamada “Cafuné” (termo brasileiro que define um carinho, uma carícia). E não é que esta nova cerveja, parece mesmo um carinho. Com um sabor forte, e aroma de café, é uma cerveja não muito pesada, mas já começa a ser uma entrada nas cervejas para homens de barba rija. É uma ipa e deve ter à volta de 6 graus de teor alcóolico. Abertas as hostilidades, onde ir jantar, na zona de Marvila e arredores? É que tal um Leitão á Beiral? é um dos mais conhecidos e reconhecidos restaurantes nos Olivais, fruto da sua cozinha honesta, sem pretensões e o mais importante, matéria-prima de qualidade, nas…

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    Ao Monte…

    Onde é se pode comer bem, à segunda-feira? Será talvez um exercício difícil, mas não impossível. Desta vez, tinha mesmo de ser, e numa zona geográfica específica, resolvemos ir à aventura. Procuramos nos guias habituais e lá fomos dar ao “Ao Monte”, que como o nome indica fica numa travessa escondidado, na Freguesia do Monte Abraão, Concelho de Sintra,  Lá chegados, a mesa já estava preparada e pronta(foi reservado com antecedência); Mesa e cadeiras de madeira, confortável q.b, na mesa propriamente dito já estavam os copos de água, com uma garrafa do mesmo líquido, talheres, guardanapos (papel) e uma tábua (neste caso pedra) com um saboroso queijinho alentejano, azeitonas (que não provamos), patê de porco, manteiga de alho e pão variado.   Mas a verdadeira especialidade deste “Ao Monte” é mesmo o Bife à Monte, acompanhado por um molho especial (já lá vamos), ovo a cavalo e batatas fritas caseiras (parabéns!) fritas no ponto! Tudo muito…

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    K-Bob

    De todas as comidas asiáticas, a Coreana, é aquela que tenho menos conhecimento e portanto, desculpem-se se vou dizer algum disparate, mas o intuito deste site é partilhar experiências sem a necessidade de sermos especialistas.  Situado no chamado Bairro Azul, na Av. Ressano Garcia nº 41-A. Confesso que praticamente há 40 anos que não visitava este bairro, onde era assíduo, porque andei na Escola Preparatória de Marquesa de Alorna (ao final desta mesma rua).  Como (quase) todos os restaurantes asiáticos, também este não foi construido de raíz para ser restaurante Coreano, foi sendo adaptado, visto aqui já ter sido uma casa de hamburgueres (salvo erro) e posteriormente um restaurante chinês. Como tal e para além de alguns motivos coreanos e a própria bandeira da Coreia do Sul, pouco mais fazia lembrar onde estávamos. A rever…para além da própria comida é essencial que o “freguês” se sinta no local de origem da degustação.  Mas vamos ao que interessa, chegados ao restaurante ainda…

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    Pizza doce

    As pizzarias começaram a crescer por todo o lado. Cada bairro nas grandes cidades tem no mínimo duas ou três casas onde se serve pizza! O custo de produção de cada não é muito elevado, acabamos por pagar 10€ por um produto que não custa mais de 3! Certo é que de vez em quando é agradável desfrutar de uma pizza! O segredo é saber escolher onde ir buscar! No Brasil há um conceito muito engraçado, que é o rodízio de pizza! Onde se come até cair, existindo pizzas para todo o gênero, a criatividade é que manda! Foi numa dessas viagens que descobri a pizza doce. No início achava estranha a mistura de paladares, salgado da massa e o doce do recheio! Certo é que fiquei rendido e da segunda visita ao rodízio de pizza, só esperava pela hora da sobremesa! A pizza doce! Há de todo o gênero, admito que…

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    Sopa de Mugango!

    Numa pequena aldeia alentejana, Nossa Senhora de Machede, há um Café Central que nunca tinha visitado. Cheios de fome entramos porta adentro para almoçar e lá estava anunciada a sopa ou ensopado típico da região: sopa de mugango com grão ! Mugango é um legume da família da abóbora.  A forma do fruto é globular, relativamente alargada, e em geral com gomos bem vincados que lhe conferem uma forma canelada, com um peso entre 2 e 3 kg. O fruto é aproveitado para diversos fins culinários, e também  como alimento para animais. Não conhecia!A sala de jantar toda decorada com objectos antigos, desde relógios a objectos de trabalho no campo e muito quentinha que foi um consolo. A sopa veio numa terrina e o sabor é inusitado pois é ácido e um pouco agreste. Feito com um toque de vinagre com bocados  de soltos de mugango no caldo foi uma boa…