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Lupita Pizzaria Alvalade
Há algum tempo que tinha curiosidade em entrar no Lupita Pizzaria, em Alvalade. Sempre que passava à porta, sentia uma boa energia, gente à espera, movimento, vida. Lá dentro, quem está sentado consegue ver todo o processo: a massa, o recheio, o forno sempre em ação. Ontem, ao fim da tarde, decidi finalmente ir experimentar. Estava muito calor… e entrar num espaço com um forno gigante não pareceu a melhor ideia. Valeu o vinho branco para ajudar a baixar a temperatura. Não consigo dizer qual era o vinho, de forma muito simpática, o empregado ia retirando a garrafa para a manter fresca. Sei apenas que estava muito agradável. A garrafa ficou por 24 €. Para comer, pedi uma pizza pepperoni diferente do habitual, levava um toque de mel, que suavizava o picante e tornava tudo mais equilibrado. O espaço é claramente pensado para gente jovem: mesas baixas, bancos pequenos, quase…
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“Acerto de Contas” de John Grisham
Para quem me conhece, sabe muito bem o fascínio que tenho por este autor. Talvez por ter estudado Direito, agrada-me imenso a atmosfera que John Grisham consegue criar. Afinal, é considerado o criador de um género literário muito próprio: o thriller jurídico. Já li muitos dos seus livros, mas arrisco dizer que este é, sem dúvida, um dos melhores. “Acerto de Contas” levanta uma mão-cheia de inquietações. A mais relevante para mim são as questões raciais, retratadas numa América da década de 1940, onde o racismo imperava sobretudo nos estados mais conservadores do sul do país. A história decorre em 1946, na cidade fictícia de Clanton, no Mississippi. Pete Banning é um herói da Segunda Guerra Mundial, um fazendeiro próspero e um dos pilares da comunidade local. Numa manhã aparentemente normal, entra calmamente na igreja metodista da cidade e mata o reverendo Dexter Bell com três tiros. O que terá…
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Os Maias de Eça de Queirós
No final de 2025 comprei as obras completas de Eça de Queirós. A versão digital custou-me apenas 0,99 €. São muitas horas de leitura e de descoberta de um Portugal que não conhecia. Ontem acabei de reler Os Maias, pela terceira vez. Li-o em miúdo, depois já casado, com outra maturidade, e agora novamente. Eça é um génio na forma como constrói as suas personagens, dando-lhes profundidade e dimensão emocional. Fico com a sensação de que o mundo que ele retrata não é produtivo: ninguém parece trabalhar. De que vive, afinal, a burguesia lisboeta? Em A Tragédia da Rua das Flores, Eça de Queirós já ensaia ideias e personagens que mais tarde desenvolve em Os Maias. Há figuras que transitam de um livro para o outro. O romance acompanha a trajetória e a decadência da família Maia ao longo de três gerações, constituindo uma crítica mordaz à sociedade lisboeta e…
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Almanua F Branco 2024
Estava um calor incrível e tinha um jantar marcado lá em casa. A grande questão era: o que comer com esta temperatura? E, mais difícil ainda, o que beber para acompanhar? A escolha revelou‑se certeira: Almanua F Branco 2024, servido a uma temperatura bem fresca, a rondar os 5 graus. Um vinho branco sofisticado, produzido pela VINEVINU, na região dos Vinhos Verdes, um projeto familiar dos enólogos Manuel e Luís Cerdeira. É um lote maioritariamente composto pelas castas Alvarinho e Arinto. Apresenta uma cor amarela intensa, que à primeira vista até me surpreendeu, cheguei a pensar que poderia não estar em condições… mas estava perfeito. No aroma, destacam‑se notas minerais, alguma fruta cítrica e uma ligeira presença de madeira. Na boca, revela um final longo e persistente. Tem 12,5% de álcool. Chega ao mercado por cerca de 21 € e foi, sem dúvida, uma excelente escolha para acompanhar o salmão…
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Euphoria
Nunca tinha ouvido falar da série Euphoria, mas o anúncio da terceira temporada foi feito com tanta pompa que acabei por tropeçar num spot de promoção. Por curiosidade, decidi começar a ver. Estão a ver os Morangos com Açúcar? Não tem absolutamente nada a ver. A história passa‑se num liceu nos Estados Unidos e acompanha um grupo de adolescentes, mas o que vemos está longe de ser leve. É tudo muito intenso e pesado. Há droga, sexo, violência, abuso… uma realidade crua que deixa um sinal claro para quem tem filhos nesta idade. Criada por Sam Levinson e baseada numa minissérie israelita, tornou‑se um fenómeno global precisamente pela forma como retrata a adolescência contemporânea sem filtros. A narrativa centra‑se em Rue Bennett, uma jovem de 17 anos que regressa a casa após uma overdose e uma passagem por reabilitação… mas rapidamente volta a consumir. Cada episódio mergulha na história de…
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A Primorosa de Alvalade, uma noite de clássicos
Jantei em casa com amigos, com o objetivo de, depois do jantar, seguir para uma noite diferente, íamos dançar. A proposta era simples: ter uma noite agradável. No passado, sair à noite costumava significar deitar‑me muito tarde, a pista só começa a encher por volta das 2 da manhã.Na Primorosa de Alvalade, não é nada assim. Às 23h já a pequena pista de dança está animada. Ali, parece que aterramos diretamente nos anos 80: um espaço clássico, com sofás e mobiliário a condizer, que nos transporta no tempo. Só não era o mais novo na pista porque os meus amigos são ainda mais novos… O ambiente é descontraído: gente bem‑vestida, que gosta de sair, beber um copo, dançar… e ir para casa cedo. A música é muito bem escolhida, com clássicos que toda a gente conhece de cor, cantar faz parte da experiência. O DJ é talentoso e percebe-se o…
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Bar das colunas
Há quase duas décadas que me mudei para a zona oriental de Lisboa. Admito que sou muito feliz aqui , talvez até mais do que no passado. Há muito tempo que conheço o Bar das Colunas, no Poço do Bispo. Nem sei bem porque nunca tinha escrito sobre este espaço. Já lhe conheci vários donos… e diferentes fases gastronómicas. Este fim de semana, voltei lá para almoçar e fiquei com vontade de partilhar a experiência. Ali vai‑se à procura de comida tradicional portuguesa, com um toque de autor. Com reserva feita, cheguei à hora certa, ainda bem, porque a sala principal ia receber um grupo grande.A simpatia impera: toda a equipa é atenciosa e acolhedora. Apeteceu‑me beber um copo de vinho, mas sem abrir garrafa, e ali só se paga o que se consome, o que é sempre um ponto positivo. Para comer, pedi uma espetada de novilho com batata…
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Bairrada. Terras de bem-viver
No sábado decidi fazer um jantar lá em casa. A ideia era simples: preparar uma refeição saudável para amigos. E a verdade é que não faltava boa comida. Começámos com húmus, burrata, queijo feta e pesto, perfeitos para abrir o apetite. Como prato principal, optei por um bacalhau com broa, que estava, de facto, maravilhoso. A acompanhar, abri um Bairrada Terras de Bem‑Viver, um espumante português cheio de carácter. Um vinho que prova que, em Portugal, se produzem espumantes de grande qualidade, diria mesmo competitivos com a região de Champagne. Este espumante afirma‑se como um dos produtos de referência da Bairrada, tal como o famoso leitão. Apresenta uma cor citrina, com notas frutadas e florais intensas, onde se destacam a maçã, a toranja e o limão. No final, revela‑se longo, mineral e persistente. Com 12,5% de álcool, chega ao mercado por cerca de 19 €. Gostei particularmente da sua frescura…
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Casa Mocambo
Nasci em Moçambique, mas admito que não tenho uma ligação emocional forte ao país. Vim com quatro anos e guardo poucas memórias dessa fase. Ainda assim, sempre que alguém fala de um sítio onde se come comida moçambicana, fico imediatamente entusiasmado. Foi assim que, há dias, o meu primo, ao subir de carro a Rua do Vale de Santo António, descobriu um restaurante moçambicano. Avisou a família e, rapidamente, marcámos visita. Num domingo, à hora de almoço, levei a minha mãe para conhecer o espaço. Tive a sorte de estacionar a cerca de 20 metros da porta, o que, naquela zona, é um pequeno milagre. Mal entrei, a música africana fazia‑se ouvir com intensidade. O ambiente é descontraído e o empregado, muito simpático, recebeu‑nos com sentido de humor: “Subiram a rua a pé?”, pergunta justa, porque a subida não é fácil. Se quiserem visitar, aconselho mesmo irem de táxi. A…