Coisas Boas em Alta
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    Zom Reserva reserva 2021

    Depois de um excelente dia de praia, com boa água e ótimos banhos, faltava apenas um bom pitéu para terminar o dia em grande. O bacalhau estava irresistível, com um aroma que abria o apetite. E para o acompanhar, escolhi um vinho que tinha recebido na seleção trimestral da Enoteca Clube do Vinho: o ZOM Reserva 2021. Apresenta uma bonita cor vermelho-rubi intensa e um aroma marcado por frutos vermelhos maduros, notas de compota e um elegante toque de madeira. Na boca revela-se muito equilibrado, com taninos bem integrados, boa estrutura e um final longo, macio e muito agradável. Apesar de já estar num excelente momento para ser apreciado, acredito que este Douro tem um ótimo potencial de guarda e que, daqui a 10 anos, estará ainda mais interessante. Com 13,5% de álcool, conquistou-me desde o primeiro copo. Já tinha provado outros vinhos deste produtor e voltaram a confirmar a…

  • Entretenimento em Alta

    “Crónica dos Bons Malandros” de Mário Zambujal

    As férias têm-me dado tempo para ler muito mais. Por curiosidade, decidi revisitar Crónica dos Bons Malandros, de Mário Zambujal. Já o tinha lido em miúdo, mas não me lembrava praticamente de nada. Apenas guardava uma vaga memória da adaptação cinematográfica. Foi, por isso, com prazer e um sorriso nos lábios que mergulhei novamente nesta obra de Mário Zambujal. É um livro profundamente divertido, escrito com enorme inteligência e um apurado sentido de humor. Logo nas primeiras páginas, Zambujal apresenta-nos os seus “bons malandros”, personagens que, apesar da vida à margem da lei, têm muito pouco de verdadeiramente maus. A história acompanha uma quadrilha de pequenos criminosos lisboetas contratada por um misterioso italiano para executar aquele que seria o maior assalto alguma vez planeado na capital: roubar a valiosa coleção de joias de René Lalique, exposta no Museu da Fundação Calouste Gulbenkian. O plano é um autêntico disparate, improvável do…

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    Família Margaça Vinha do Furo 2020

    O Família Margaça Vinha do Furo 2020 é um vinho alentejano produzido pela Sociedade Agrícola de Pias. A marca foi lançada precisamente em 2020, como homenagem à história da família e ao legado de José Veiga Margaça. O lote combina as castas Touriga Franca, Aragonez e Sousão, resultando num vinho cheio de personalidade. Estagiou durante seis meses em barricas de carvalho, o que lhe confere elegantes notas de especiarias e um ligeiro toque de baunilha. É um alentejano vigoroso, mas muito equilibrado. No nariz, apesar da juventude, não apresenta aquela sensação de álcool que por vezes afasta quem não aprecia alguns vinhos alentejanos. Pelo contrário, mostra-se limpo, elegante e muito agradável. Apresenta uma bonita cor rubi e aromas de groselha. Na boca é harmonioso, com boa estrutura e um final muito competente. Tem 14% de álcool, mas esse teor está muito bem integrado, pelo que praticamente não se sente. É…

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    “A Convocatória” de John Grisham

    Não tenho dúvidas de que comprar o meu Kobo foi uma das melhores decisões que tomei nos últimos anos. Passo horas a ler e, agora que estou de férias, já vou no meu terceiro livro. Sou um grande fã de John Grisham. Nem sei bem como nasceu esta paixão pelos seus livros, mas acredito que já li quase toda a sua obra. Gosto da forma simples e envolvente como escreve e da capacidade que tem para nos surpreender até à última página. Há dias, na praia, terminei “A Convocatória“. A história acompanha Ray Atlee, um professor de Direito cuja vida muda completamente quando o pai, um juiz gravemente doente, o convoca, juntamente com o irmão, para discutir a herança. Mas quando chega à casa do pai, Ray encontra-o já sem vida. Antes de chamar as autoridades, decide percorrer a casa e faz uma descoberta inesperada: escondidos no escritório do juiz…

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    Herdade Aldeia de Cima Garrafeira Tinto

    Adoro o Natal. E começo a pensar nesta época com muitos meses de antecedência. Não apenas nos presentes que quero oferecer, mas, acima de tudo, no vinho que vamos beber. Gosto de escolher uma garrafa que faça com que quem se sente à mesa se lembre daquela noite durante muito tempo. Esta garrafa estava guardada para o Natal. Mas a vida, por vezes, troca-nos as voltas e, nesta altura, não faço ideia de como será o próximo Natal. Por isso, nos últimos dias de julho, decidi abrir o extraordinário Herdade Aldeia de Cima Garrafeira Tinto. Um grande vinho alentejano, produzido na icónica Serra do Mendro. Com 14,5% de álcool, revela uma excelente integração da força com a elegância. No aroma destacam-se a madeira muito bem trabalhada e a fruta vermelha madura. Na boca surgem notas de compota, sempre equilibradas por uma enorme profundidade e persistência. Que vinho maravilhoso. Sem dúvida,…

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    Bellus Artesanal Syrah

    Não é todos os dias que se abre uma garrafa numerada, produzida para muito poucos. É quase um ato de coragem. Abri-a porque estamos vivos e nunca sabemos o dia de amanhã. Foi com esse pensamento que abri o Bellus Artesanal Syrah. Um vinho tinto minimalista, produzido no Alentejo por uma das suas figuras mais emblemáticas, João Tique. Um projeto que privilegia a sustentabilidade, o respeito pela natureza e a expressão mais pura da uva, sem recurso a intervenções químicas. É também um vinho vegan. Apresenta uma cor grená profunda, aromas florais e notas de fruta vermelha, onde a amora ganha destaque. Na prova revela intensidade, mas também uma elegância e suavidade que o tornam muito fácil de apreciar. Os seus 14,5% de álcool estão presentes, embora bem integrados no conjunto. Acompanhou um maravilhoso entrecosto e a harmonização revelou-se uma excelente escolha. Chega ao mercado por cerca de 30 €…

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    Baile no Bosque dos Trovante

    Fico sempre nostálgico quando desaparece alguém da dimensão de Luís Represas. Eu era ainda muito miúdo quando os Trovante surgiram na cena musical portuguesa. Numa época em que a esquerda vivia um período de afirmação e crescimento, os Trovante eram muitas vezes vistos como uma banda associada aos chamados “filhos da Revolução”. Lá por casa, era comum ouvir os seus discos. No dia da morte de Luís, decidi revisitar um dos álbuns que me deram a conhecer a banda: Baile no Bosque, lançado em 1981 e terceiro disco da carreira dos Trovante. É um álbum obrigatório na música portuguesa. Assente numa forte matriz tradicional, apresenta também sinais de modernidade, enquadrando-se naquilo que mais tarde veio a ser designado por “neotradicionalismo”. O disco é extremamente bem tocado, por músicos de enorme qualidade, e em alguns momentos há até uma abordagem quase sinfónica na construção das canções. Baile no Bosque foi um…

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    Salada de Batata com Ovo e Pepino do Lidl

    Há uns dias decidi visitar a nova loja do Lidl no Parque das Nações. Sendo um espaço recentemente inaugurado, sente-se aquela frescura típica das coisas novas: tudo está impecável, moderno e organizado. A loja dispõe ainda de um parque de estacionamento com cerca de 130 lugares, o que torna a experiência mais cómoda. Entre as várias compras que fiz, houve um produto que me surpreendeu pela positiva: a Salada de Batata com Ovo e Pepino. Trata-se de uma especialidade muito popular na Alemanha, ideal para acompanhar carnes, peixe ou até para uma refeição mais leve. Ontem resolvi experimentá-la com uns bifinhos que tinha em casa e decidi nem sequer aquecê-los. A salada acabou por ser a verdadeira protagonista da refeição. É composta por uma base de batata cozida envolvida num molho cremoso, enriquecida com ovo e pepino em conserva. O resultado é uma combinação saborosa e bastante reconfortante. Em termos…

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    O Vinho “Azulejo” (Casa Santos Lima)

    Não há dúvida de que o verão convida ao consumo de vinhos leves, frescos e fáceis de beber. No domingo, almocei num dos meus restaurantes favoritos de Marvila, O Bar das Colunas, onde a cozinha tradicional ganha um toque de autor que torna a experiência especialmente agradável. Para acompanhar uma espetada, e porque o calor apertava, pedi um vinho branco. Como não há meias garrafas, o acordo foi simples: beber o que apetecesse e, no final, fazer as contas. Chegou à mesa um Azulejo Branco, da Casa Santos Lima. Um vinho muito suave, servido à temperatura certa, bem fresco, o que aumentou ainda mais o prazer da prova. Tem um teor alcoólico relativamente baixo, abaixo dos 10%, e apresenta aromas intensos de fruta tropical. Produzido a partir de castas típicas da Região de Lisboa, Fernão Pires, Arinto, Vital e Moscatel, é esta combinação que lhe confere o seu perfil aromático…