Coisas Boas em Alta
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    Treestory

    Uma lenda da Geórgia diz que, quando Deus estava a criar o mundo, fez uma pausa para comer e tropeçou nas montanhas do Cáucaso, deixando cair parte da comida, tornando esta terra abençoada pelos restos da refeição celestial.Na impossibiliade de viajar, a curiosidade levou-me  na passada semana ao restaurante Treestory que é uma verdadeira embaixada Georgiana em Lisboa. A degustação começou por um sortido Pkhali prato tradicional georgiano de legumes picados, feito de repolho, beringela, espinafre, feijão, beterraba e combinado com nozes, vinagre, cebola, alho, e ervas. Os ingredientes comuns de todas as variações de pkhali são, um delicioso molho de nozes em purê e um “topping” de romã. De seguida, provei um delicioso Kharcho de Frango com molho de nozes e especiarias, onde sobressaía um fabuloso travo a caril, servido com arroz de cenoura e pimentos. A rega  foi feita por uma sagria extraordinária de vinho tinto georgiano com…

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    Ataskei-me na Areia

    No domingo, que pela temperatura elevada para esta época do ano já convidava a uns mergulhos no mar, desloquei-me até ao Guincho na esperança de sentir vento refrescante que costuma soprar naquela zona balnear. Como, para mim, um passeio é sempre uma excelente oportunidade para me permitir boas experiências gastronómicas e lembrando-me de uma patuscada tida naquela zona por ocasião de um aniversário de uma amiga, decidi revisitar  a tasca onde o mesmo ocorrera. Tinha a certeza de que me ia deliciar com as petiscos ali preparados e usufruir do ambiente rústico da antiga Adega do Crossas, hoje, Ataska n´ Areia. A pouco mais de 5 minutos da praia do Guincho, Duarte Brak Lamy , um jovem habituado às areias da Costa de Caparica, criou, há cerca de nove anos, o conceito do restaurante de praia virado, quase em exclusivo, para a confeção de petiscos.  Mantendo uma decoração a recriar…

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    A Floresta de Moscavide

    Há Boas Sardinhas na Floresta. Este fantástico Restaurante que vos apresento hoje, fica em Moscavide, localidade que parece ter origem no termo árabe «maskba», ou seja, sementeira. E foi nesta sementeira, que três bons amigos (Santos, Rocha e Almeida) plantaram esta floresta mágica, onde se encontram umas belas Sardinhas Assadas de Sines e um cozido simplesmente fabuloso, ex libris da casa. Uma bela iguaria, bem Portuguesa composta por uma miríade de vegetais coloridos, carnes tenras e enchidos de regalar a vista e o estômago. Frequentada por pessoas ilustres das diversas áreas, foi em tempos muito bem apelidada pelo jornalista Joaquim Letria de “…Gambrinus dos Pobres…”, titulo que lhe assenta que nem uma luva. De sobremesa uma maçã assada, um café e uma aguardente de vinho verde, que teve a grande virtude de ser também um auxiliar poderoso da digestão. Como Sportinguista nesta verdadeira toca de leões, tive que redobrar o…

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    O rico, o pobre e o do Linhó!

    Apesar dos equívocos criados por comensais incautos, este TAVARES fica no Linhó, Sintra. Sediado no local que outrora albergava uma oficina de motas, António T, como quem mete a primeira, abriu um restaurante em 1998, movido pela necessidade de trocar os fumos tóxicos dos motores pelos tachos de aromas fumegantes. É, todavia, em 2011 que o projeto, então abraçado pelo sobrinho Frederico Tavares, conhece um novo rumo, que hoje segue já em velocidade de cruzeiro na estrada dos paladares de Sintra. Num espaço agradável onde se reconhecem os vários incrementos feitos ao longo dos anos, salienta-se uma simpática esplanada “anti-covid”, onde se erguem quatro oliveiras que contribuem para uma refrescante e simpática sombra. Decidido a comer carne, depressa me rendi à variada carta de peixes que anunciava toda a frescura do mar, afinal não muito longe dali. Contudo, duas iguarias tinham-se-me fixado na ideia, mal vislumbrei as indicações escritas ainda…

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    Vamos a Alvalade? SIM, CHEF!

    É por demais conhecida pelos que me são próximos a ligação afetiva que  mantenho com o bairro de Alvalade. Esta simpatia resulta não só da minha vivência naquela zona durante cinco anos, mas também  do abraçar de diferentes  projetos de incremento ao comércio local, em particular, nas redes sociais. Apesar de viver, atualmente, na vizinha freguesia do Areeiro, certo é que continuo a deslocar-me até lá para fazer compras variadas e usufruir da excelência gastronómica de uma área que claramente se tem vindo a nivelar por cima. Foi, sem dúvida, o caso, da aposta na restauração promovida pelos jovens Felipe Brito e Hugo Ambrósio. Com uma experiência ligada à indústria hoteleira, estes dois Chefs decidiram optar pela confeção de saborosos petiscos nos quais souberam imprimir o cunho da Escola de Salvaterra de Magos, dos países que visitaram e das variadas experiências por que passaram. Por sugestão do meu amigo Luis…

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    O Alentejano

    Um paraíso alentejano às portas de Lisboa! Feche os olhos. Imagine-se numa planície com terras a perder de vista e chaparros a pontuar o horizonte. Sente o calor seco do Alentejo? Está com vontade de se deliciar com a gastronomia típica daquela região e não tem oportunidade para um passeio pelas paisagens Além Tejo? Não se preocupe. Vá até Serradas, Rio de Mouro que é o mesmo que deslocar-se até Vila Boim, Elvas. Manuel Lopes, proprietário do restaurante “O Alentejano”, criou, perto de Sintra,  um espaço simples, mas muito acolhedor para onde literalmente transporta os sabores da sua terra natal. Com uma ementa de difícil escolha para um apreciador da comida desta zona, quem ali se desloca tem o prazer de desfrutar de alimentos de extrema qualidade que viajam mensalmente desde o Alentejo para a mesa dos clientes. Grande apreciador desta gastronomia, decidi dar uma oportunidade a uma casa cujas paredes…

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    Fox Coffee “O Rei da Cachupa”

    Gosto muito de uma boa Cachupa!Tinha ouvido falar num restaurante na zona da praça do Chile que tinha uma Cachupa poderosa e música ao vivo. O Fox Coffee “O Rei da Cachupa”. Por duas vezes atravessei a cidade para ir lá comer e pelas duas vezes bati com o nariz na porta.Desta vez liguei primeiro e fiz a reserva. O Restaurante tem uma generosa esplanada, mas a noite não estava quente.Decidi sentar-me lá dentro.O espaço tem onda e uma boa iluminação!Nas colunas toca a morna!Os empregados são simpáticos!A rainha é a Cachupa! Há para todos os gostos: de frango, de marisco e até vegan!Optei pela tradicional, de frango.Quando veio o tacho para dois fiquei com a impressão que daria para três.Enganei-me, comi tudo! A Cachupa é ótima, tem enchidos e muita carne que desconheço mas comi com todo o prazer.Foi-me oferecido o picante da casa, que para o funcionário cabo-verdiano…

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    Tacho da Memória

    O restaurante Tacho da Memória é um restaurante de excelência localizado na zona sul do Parque das Nações. O Tacho da Memória abriu o seu primeiro restaurante em Odivelas (Rua Francisco Relvas Marques, 2). Depois veio um novo espaço do Edifício Ecrã no Parque das Nações com duas salas interiores e uma simpática esplanada. Destaco o requinte e qualidade dos pratos, servidos num espaço cheio de bom gosto, onde nos sentimos verdadeiramente em casa. Experimentámos um excelente e picante caril de madrá (uma região na Índia) com gambas. Estava também muito especial a tranche de robalo com batata doce e legumes. Realço o original arroz de pato à Tacho, servido num finíssimo e estaladiço folhado. Para sobremesa experimente o mil folhas de morangos e creme inglês. O Tacho da Memória apresenta-nos ainda uma completa garrafeira. Um restaurante indicado para qualquer altura do ano. Simpático e acolhedor no Inverno, e com…

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    O “Moinho do Cu Torto” é mesmo uma boa surpresa

    Para levar em conta numa visita a Évora Começo por uma declaração de interesse: sendo filho e neto de alentejanos sou grande fã da culinária desta região, mas isso não afeta o meu julgamento, antes pelo contrário torna-me mais exigente. Quanto a Évora devo dizer, que conheço uma boa dúzia de locais onde comer, uns mais requintados, outros menos, mas desconhecia este Moinho. Como é tradição no Alentejo o nome deste restaurante terá a ver com uma qualquer característica do moinho, que se perde no tempo. O que não se perde é o tempo de almoço, já que este é bem empregue a começar pela entrada: um bom queijo seco alentejano acompanhado por um ótimo pão (alentejano, claro) saído do forno de lenha do moinho. Sim, o Moinho do Cu Torto tem mesmo um moinho, onde é feito o pão, que também se vende na loja anexa ao restaurante. Bom,…