Coisas Boas em Alta
  • Gastronomia em Alta

    Cachupa da Tia Alice

    Domingo com Sabor a Cabo Verde Já tinha provado a cachupa da Tia Alice, mas nunca a um domingo. A boa notícia é que agora também estão abertos nesse dia, o que faz deste restaurante mais uma excelente opção para os almoços de domingo em São Domingos de Benfica. Cheguei bastante cedo porque estava convencido de que seria difícil arranjar mesa. Afinal, por ter chegado cedo, nem foi necessário fazer reserva. A Cachupa da Tia Alice é conhecida por servir uma das melhores cachupas de Lisboa. No entanto, para ser sincero, tenho comido tanta cachupa ultimamente que me apeteceu experimentar algo diferente. O ambiente é acolhedor, com um atendimento muito simpático e funcionários sempre de sorriso aberto. Comecei a refeição com uma sopa de abóbora, já que a minha nutricionista insiste que devo comer sopa em todas as refeições… incluindo ao pequeno-almoço. Para acompanhar, pedi um jarro de vinho branco…

  • Gastronomia em Alta

    Pizzaria Luzzo, nas Laranjeiras

    Os domingos têm um encanto especial porque são sinónimo de almoço com a minha mãe. Durante muitos anos fomos sempre ao mesmo restaurante, mas, mais recentemente, passámos a explorar novos espaços. Os locais mudam, mas o mais importante mantém-se: horas de boa conversa, das histórias de família aos temas da atualidade. Desta vez escolhemos a Pizzaria Luzzo, nas Laranjeiras, mesmo junto ao Estádio Universitário e à Estrada da Luz. O espaço é muito agradável e a esplanada, sobretudo nos dias quentes e sem vento, convida a refeições longas e descontraídas. Começámos com uma bruschetta para partilhar. Estava excelente e, com a fome que trazíamos, desapareceu num instante. Nos pratos principais, optei por uma carbonara que me conquistou pela simplicidade e pela execução. A massa estava no ponto certo, verdadeiramente al dente, e os sabores muito equilibrados. A minha mãe escolheu a lasanha, bem gratinada, generosa no queijo e muito reconfortante.…

  • Gastronomia em Alta

    Talho Central Lumiar

    Onde a Carne é a Verdadeira Estrela Domingo é dia de almoçar com a mãe, pôr a conversa em dia e, de vez em quando, experimentar restaurantes que normalmente não fazem parte das nossas escolhas. Desta vez, decidimos conhecer o Talho Central, no Lumiar. O estacionamento na rua do restaurante não é dos mais fáceis. Segundo um dos funcionários, muito por causa de uma igreja que funciona nas proximidades e que atrai bastante movimento. Chegámos ao meio-dia em ponto e fomos os primeiros clientes a entrar, por isso o restaurante estava ainda vazio. Para começar, pedimos os croquetes, que são uma verdadeira especialidade da casa. A acompanhar veio o famoso chope brasileiro, muito bem tirado e na temperatura certa. Como o próprio nome indica, a carne é a grande estrela da carta, por isso não houve dúvidas na escolha. Eu pedi uma maminha mal passada e a minha mãe optou…

  • Gastronomia em Alta

    O Cardoso no coração da Graça

    Onde a Tradição Portuguesa Ainda Mora à Mesa Este jantar de amigos estava marcado há bastante tempo. O local ainda não tinha sido escolhido, por isso foi uma agradável surpresa descobrir o destino desta pequena celebração. Confesso que cheguei com fome, depois de uma sessão de ginásio particularmente intensa. Levaram-me ao Cardoso, uma tasca tradicional portuguesa situada na Rua da Graça, n.º 22, em Lisboa. Que maravilha! A tradição ainda existe. Houve tempos em que Lisboa tinha centenas de espaços como este. Com o passar dos anos, os novos hábitos e paladares foram fazendo desaparecer este conceito tão português. No Cardoso, a gastronomia é uma verdadeira viagem ao passado. Fomos recebidos pela simpática Marina que, em menos de um minuto, já nos tinha sentado à mesa e feito chegar o primeiro jarro de vinho branco. Um vinho maduro, servido diretamente da pipa. Para manter a frescura e a temperatura ideais,…

  • Gastronomia em Alta

    Brutti Pizzaria na José Malhoa

    Já não ia jantar com amigos há bastante tempo. Aconteceu na passada quinta-feira. Éramos cinco e o programa era completo: jantar seguido de teatro. Como íamos ao Teatro da Comuna, fazia sentido escolher um restaurante perto, e quem tratou da reserva teve esse cuidado. Fomos experimentar o Brutti, na Avenida José Malhoa, 14B. Confesso que não tinha grandes expectativas, porque imaginava um típico restaurante de bairro. Mas essa ideia desapareceu completamente mal entrei. É um espaço muito acima do conceito de “restaurante de bairro”, e nem sequer é caro, com preços bastante simpáticos. Fomos muito bem recebidos pelo staff: sempre disponíveis, bem-dispostos e com um sorriso no rosto. A certa altura, alguém na mesa decidiu pedir ajuda ao ChatGPT para escolher o que devíamos comer. Acabei “influenciado” a pedir uma massa carbonara, que segundo o empregado é feita de forma tradicional, sem natas, apenas com queijo. Estava ótima, com pequenos…

  • Gastronomia em Alta

    Lupita Pizzaria Alvalade

    Há algum tempo que tinha curiosidade em entrar no Lupita Pizzaria, em Alvalade. Sempre que passava à porta, sentia uma boa energia, gente à espera, movimento, vida. Lá dentro, quem está sentado consegue ver todo o processo: a massa, o recheio, o forno sempre em ação. Ontem, ao fim da tarde, decidi finalmente ir experimentar. Estava muito calor… e entrar num espaço com um forno gigante não pareceu a melhor ideia. Valeu o vinho branco para ajudar a baixar a temperatura. Não consigo dizer qual era o vinho, de forma muito simpática, o empregado ia retirando a garrafa para a manter fresca. Sei apenas que estava muito agradável. A garrafa ficou por 24 €. Para comer, pedi uma pizza pepperoni diferente do habitual, levava um toque de mel, que suavizava o picante e tornava tudo mais equilibrado. O espaço é claramente pensado para gente jovem: mesas baixas, bancos pequenos, quase…

  • Gastronomia em Alta

    Bar das colunas

    Há quase duas décadas que me mudei para a zona oriental de Lisboa. Admito que sou muito feliz aqui , talvez até mais do que no passado. Há muito tempo que conheço o Bar das Colunas, no Poço do Bispo. Nem sei bem porque nunca tinha escrito sobre este espaço. Já lhe conheci vários donos… e diferentes fases gastronómicas. Este fim de semana, voltei lá para almoçar e fiquei com vontade de partilhar a experiência. Ali vai‑se à procura de comida tradicional portuguesa, com um toque de autor. Com reserva feita, cheguei à hora certa, ainda bem, porque a sala principal ia receber um grupo grande.A simpatia impera: toda a equipa é atenciosa e acolhedora. Apeteceu‑me beber um copo de vinho, mas sem abrir garrafa, e ali só se paga o que se consome, o que é sempre um ponto positivo. Para comer, pedi uma espetada de novilho com batata…

  • Gastronomia em Alta

    Casa Mocambo

    Nasci em Moçambique, mas admito que não tenho uma ligação emocional forte ao país. Vim com quatro anos e guardo poucas memórias dessa fase. Ainda assim, sempre que alguém fala de um sítio onde se come comida moçambicana, fico imediatamente entusiasmado. Foi assim que, há dias, o meu primo, ao subir de carro a Rua do Vale de Santo António, descobriu um restaurante moçambicano. Avisou a família e, rapidamente, marcámos visita. Num domingo, à hora de almoço, levei a minha mãe para conhecer o espaço. Tive a sorte de estacionar a cerca de 20 metros da porta, o que, naquela zona, é um pequeno milagre. Mal entrei, a música africana fazia‑se ouvir com intensidade. O ambiente é descontraído e o empregado, muito simpático, recebeu‑nos com sentido de humor: “Subiram a rua a pé?”, pergunta justa, porque a subida não é fácil. Se quiserem visitar, aconselho mesmo irem de táxi. A…

  • Gastronomia em Alta

    A Casa de Frangos de Moscavide no Parque das Nações

    Já andava a namorar o sítio na aplicação Too Good To Go há umas semanas.Alguns amigos já me tinham dito que os frangos da Casa de Frangos de Moscavide eram de outro campeonato. Nunca tinha provado, nem sequer sabia exatamente onde ficava. É curioso que, na zona norte do Parque das Nações, exista um espaço com este nome. Ontem fiz finalmente uma encomenda e, quando cheguei, o frango já estava separado, mas ainda não tinha sido confecionado, o que permitiu levá‑lo bem quentinho. Pedi 250 gramas de frango desossado, que custaram 5 €.O simpático funcionário ainda me perguntou se queria molho. Como gosto de picante, disse que sim. Aqui confesso que errei: a caixa de papel onde o frango é colocado não aguenta tanto molho e acabou por entornar. Em casa, descasquei umas batatas‑doces, fritei‑as e servi tudo junto. O frango é delicioso, embora tenha achado o molho picante demasiado…