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Almanua F Branco 2024
Estava um calor incrível e tinha um jantar marcado lá em casa. A grande questão era: o que comer com esta temperatura? E, mais difícil ainda, o que beber para acompanhar? A escolha revelou‑se certeira: Almanua F Branco 2024, servido a uma temperatura bem fresca, a rondar os 5 graus. Um vinho branco sofisticado, produzido pela VINEVINU, na região dos Vinhos Verdes, um projeto familiar dos enólogos Manuel e Luís Cerdeira. É um lote maioritariamente composto pelas castas Alvarinho e Arinto. Apresenta uma cor amarela intensa, que à primeira vista até me surpreendeu, cheguei a pensar que poderia não estar em condições… mas estava perfeito. No aroma, destacam‑se notas minerais, alguma fruta cítrica e uma ligeira presença de madeira. Na boca, revela um final longo e persistente. Tem 12,5% de álcool. Chega ao mercado por cerca de 21 € e foi, sem dúvida, uma excelente escolha para acompanhar o salmão…
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Bairrada. Terras de bem-viver
No sábado decidi fazer um jantar lá em casa. A ideia era simples: preparar uma refeição saudável para amigos. E a verdade é que não faltava boa comida. Começámos com húmus, burrata, queijo feta e pesto, perfeitos para abrir o apetite. Como prato principal, optei por um bacalhau com broa, que estava, de facto, maravilhoso. A acompanhar, abri um Bairrada Terras de Bem‑Viver, um espumante português cheio de carácter. Um vinho que prova que, em Portugal, se produzem espumantes de grande qualidade, diria mesmo competitivos com a região de Champagne. Este espumante afirma‑se como um dos produtos de referência da Bairrada, tal como o famoso leitão. Apresenta uma cor citrina, com notas frutadas e florais intensas, onde se destacam a maçã, a toranja e o limão. No final, revela‑se longo, mineral e persistente. Com 12,5% de álcool, chega ao mercado por cerca de 19 €. Gostei particularmente da sua frescura…
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Quinta do Monte d’Oiro
Sexta‑feira, a preparar um jantar para o meu primo. Nada mais reconfortante, depois de uma longa semana de trabalho, do que relaxar com um branco bem fresco. Adoro cozinhar, conversar e ir bebicando um copo de vinho. Desta vez, escolhi um Quinta do Monte d’Oiro branco, um vinho que faz parte do portefólio da Enoteca Clube do Vinho. Produzido em Alenquer, este vinho destaca‑se pela sua suavidade e elegância, resultado da combinação de castas como Arinto, Viognier e Marsanne. No aroma, encontramos notas florais e de fruta cítrica, com um final mineral muito agradável. É um vinho biológico, com 12,5% de álcool, leve e equilibrado. Chega ao mercado por cerca de 10 € e é, sem dúvida, uma excelente escolha para começar uma refeição
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Bellus Grande Escolha Alicante Bouschet
O fim de semana começou com um grande vinho. Adoro estar na cozinha com amigos, cozinhar e desfrutar de uma boa garrafa. Foi nesse espírito que conheci, numa entrevista, João Tique, produtor alentejano. A conversa foi muito agradável e, no final, fui surpreendido com uma caixa de vinhos, onde se destacava o Bellus Grande Escolha Alicante Bouschet. Trata‑se de um vinho de baixa intervenção, elaborado com uma filosofia artesanal e minimalista. Apresenta uma cor intensa, fruto da utilização exclusiva da casta Alicante Bouschet. Na prova, estranhei inicialmente a ausência de notas de madeira, algo pouco comum num vinho do Alentejo, mas isso explica‑se porque não estagia em barrica de madeira.No aroma, destacam‑se notas de cereja, e na boca revela‑se um vinho aveludado, elegante e cheio de classe, muito fácil de beber. “Elegância” é, sem dúvida, a palavra que melhor o define. É um vinho que pede companhia de carnes grelhadas,…
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Sabores de Goa, o Vinho
Sou cliente e grande fã do restaurante Sabores de Goa. Fica no badalado bairro dos Anjos e serve comida goesa tradicional, e diga‑se desde já, muito boa. Há dias, a minha mãe fez uma encomenda para casa e o Sérgio, proprietário do restaurante, decidiu surpreendê‑la com uma garrafa da marca da própria casa. Foi uma surpresa muito simpática, e fiquei à espera de uma ocasião especial para a abrir. Este fim de semana, em família, decidi fazê‑lo. Serviu de aperitivo, antes da refeição, a acompanhar uns queijos e boa conversa. É um vinho honesto, produzido na Adega de Vila Flor, com 13% de álcool. Equilibrado, simples e sem pretensões, mas sem desiludir. Percebe‑se que é um vinho pensado para consumo imediato, muitas vezes integrado em menus de grupo. Achei muito curioso e interessante este pequeno restaurante ter um vinho próprio com esta identidade. Muitos parabéns
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Espumante Júlia 2021
Nada como chegar ao fim de semana e relaxar. A caminho do Meco, com vontade de não pensar em mais nada, levava na mala do carro uma caixa gentilmente oferecida pelo mestre produtor da Bairrada, Luís Pato. Antes do jantar, tínhamos preparados alguns queijos e enchidos. Para acompanhar este pitéu, decidi abrir o Espumante Júlia 2021. Logo na abertura senti uma diferença: a rolha não saiu com a pressão habitual dos espumantes. Foi tudo feito de forma suave, delicada, um bom prenúncio do que aí vinha. Este espumante foi criado para assinalar o nascimento da sua neta, Júlia, e carrega essa dimensão afetiva. Depois do primeiro brinde, chegou o momento da prova.No aroma surgem notas de fruta, com destaque para maçã e laranja, acompanhadas por alguma acidez, embora seja a doçura que marca este Júlia 2021. É uma edição especial, que chega ao mercado por cerca de 85 €.Com 12%…
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Vinha Pan Espumante
Nada como começar uma refeição entre amigos com um bom espumante. Dá sempre um certo toque de requinte. O Vinha Pan Espumante é produzido pelo método tradicional, com estágio prolongado em garrafa de cerca de 120 meses, este espumante revela‑se logo na abertura: o gás faz‑se ouvir, naquele som clássico que antecede a celebração. É um espumante muito elegante, com notas de frutos secos, nozes e avelãs, e um delicado toque de casca de laranja.Na boca apresenta‑se meio seco, com boa persistência e equilíbrio. A cor é um amarelo luminoso, convidativo. Com 12,5% de álcool, chega ao mercado por cerca de 26 €, um valor que considero justo para a qualidade que oferece. Acompanhei o Vinha Pan Espumante com uns camarões cozidos, uma escolha acertada que valorizou ainda mais o conjunto. O espumante desapareceu rapidamente da mesa, sinal claro de que é muito fácil e prazeroso de beber. Uma excelente…
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Fernão Pires 2011 Tinto
É, sem exagero, uma das maiores, senão a maior, figuras da região da Bairrada.Luís Pato é um nome respeitado e consensual no mundo do vinho português. Numa época em que os vinhos da Bairrada tinham pouca projeção, foi Luís Pato quem lutou para que a região não perdesse identidade nem fôlego. O seu trabalho ajudou a colocar a Bairrada no mapa e a dar-lhe reconhecimento nacional e internacional. Há dias estivemos à conversa e, para mim, foi uma verdadeira aula de enologia. Luís defende que é possível fazer grandes vinhos sem intervenção química, os chamados vinhos biológicos, respeitando a terra, as uvas e o tempo. Para provar esse ponto, enviou‑me uma caixa com seis referências diferentes.Fiquei particularmente rendido ao Fernão Pires 2011 Tinto. Trata‑se de um vinho tinto feito a partir de uva branca, criado para assinalar o nascimento do neto do enólogo, também ele chamado Fernão Pires. Um vinho…
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Madame Pió Arinto Reserva 2021
Era um fim de tarde de despedida: um primo ia partir para mais uma aventura no estrangeiro.Decidimos fazer um frango árabe quase como lanche tardio. Se há coisa de que gosto, é de cozinhar enquanto vou bebericando um bom vinho. O frango árabe exige tempo, pelo menos uma hora e meia, mais do que suficiente para dar cabo de um vinho fresco. A tarde estava quente, por isso a missão tornou‑se ainda mais fácil. O Madame Pió Arinto Reserva 2021 apresentava uma cor amarelo-palha, límpida e brilhante. Antes mesmo de o cheirar, achei que talvez não estivesse no seu melhor, porque a cor me pareceu mais intensa do que o habitual. No entanto, tal não se verificou e estava tudo ok.No aroma, surgem notas de frutas tropicais, melão e um toque de madeira. Na boca, revelou intensidade, complexidade e um perfil mineral marcado. Admito que não fiquei particularmente fã da…