Coisas Boas em Alta
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    “Barca Velha” 2011

    Nem acredito que estou a escrever este artigo, tudo o que vos conto é muito emocional! Eu e o “nosso” amigo Mário, editor do “coisas boas em alta” tínhamos um desejo: Beber um “Barca Velha“, conhecido por ser o melhor vinho português. Investigámos, mas as garrafas mais baratas custavam 800€, um enorme investimento para nós. Fomos adiando esse projeto ao longo dos anos, mas sempre com a promessa de num aniversário o fazermos. O Mário deixou-nos sem nunca termos tido essa experiência. Há cerca de um ano inscrevi-me numa escola de Padel, o “Vive Padel” onde acabei por criar laços afetivos com os outros alunos, professores e coordenador da escola. A nossa relação estendesse para além dos jogos, há um ambiente familiar que me deixa muito confortável. Num primeiro jantar do Padel em minha casa, contei a história da perda do Mário e a tristeza que sentia por não ter…

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    “Martha’s” Aguardente Velha

    Nem sei como foi que comecei a ser fã de aguardente. Pode não ser uma bebida fácil porque é intensa. Mas há de facto produtores que conseguem fazer algo de intenso sem ser pesado e com um paladar maravilhoso. Mais uma vez atravessei a cidade para comer uma feijoada e no fim da refeição perguntei ao funcionário: “Então, e agora!?” Sorriu e brindou-me com uma “Martha’s” Aguardente Velha. Amadurecida em cascos de carvalho onde antes já envelheceu vinho do Porto. Não sabe a madeira e tem um claro paladar a caramelo, especiarias e frutas. Tudo feito de uma forma delicada. São 40% de álcool a 19€ a garrafa. Há quem aconselhe a beber em balão aquecido, mas eu não sou grande fã desta técnica porque sinto que se perdem as características. Para beber devagar e desfrutar!

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    Roquette & Cazes Tinto 2021

    Há dias recebi uma garrafa da Roquette & Cazes: a Roquette & Cazes tinto 2021. A garrafa é bonita e mostra logo o que é. Um vinho de classe, bem feito. Delicado, é a melhor expressão que posso usar para este vinho. Com notas de fruta vermelha e balsâmico. Um vinho que resulta de um encontro feliz de dois amigos: Jorge Roquette da Quinta do Crasto e Jean-Michel Cazes do Château Lynch-Bages. O resultado é um vinho elegante, muito delicado. Chega ao mercado com o valor de 20€. São 14,5% de álcool, mas está tão redondo que não se sente. É um grande vinho que adorei provar!

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    “Mosca” uma aguardente vínica

    Sou grande fã de uma boa feijoada!Cheia de enchidos e tudo o que faz mal.No outro dia atravessei a cidade porque me tinham falado numa feijoada à transmontana do outro mundo. De facto era muito boa, mas não é isso que quero partilhar. No final desta bela refeição sentia aquela boa satisfação de ter comido bem e precisava de algo para ajudar a fazer a digestão.Pedi uma CRF, o proprietário do local decidiu que me devia brindar com algo de diferente, mas que tivesse o mesmo efeito. “Amigo, deixe-me dar-lhe a provar a Mosca” Nunca tinha ouvido falar e para dizer a verdade não sou grande fã do inseto! A Mosca é uma aguardente vínica feita a partir do moscatel de Setúbal. Adorei a experiência! Não cheira a álcool, tem um paladar suave, não é uma bomba é muito delicada. Fiquei fã! Tentei encontrar nos supermercados e não foi fácil!…

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    Pacheca reserva branco 2020

    Fui convidado para um jantar e decidi levar um mimo. Não tinha a noção do que estavam a fazer na nova Quinta da Pacheca, mas arrisquei. A noite não estava quente, a convidar um tinto, mas eu tinha levado um branco. O jantar era arroz de pato à antiga, muito bem confecionado (horas na cozinha). Abri a garrafa, cheirei e o aroma a fruta era predominante. Frutos brancos, frutos tropicais e ligeiramente a limão. Quando o bebi senti o sabor intenso a baunilha. Começámos a olhar para a garrafa e a tentar descobrir as castas usadas. Facilmente entendi que este vinho esteve a estagiar em barricas de madeira por isso este paladar a baunilha. Este vinho chega ao mercado a 15€. É equilibrado, com 13,5% de álcool. Foi sem dúvida uma boa experiencia!

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    Dark Arts

    Continuo a explorar o universo das cervejas e, desta vez, decidi comprar a Dark Arts. Uma cerveja preta do Reino Unido com 6% de alcool. Tem sabor a café, com notas de gemada de ovo. Foi uma surpresa quando provei. Tem uma espuma suave, é muito rica, nada a ver com as cervejas industriais que estamos habituados a beber. Uma sensação na boca luxuosamente suave é seguida por notas picantes. Talvez com um ligeiro toque a chocolate. Fiquei encantado. Já tinha comprado há algum tempo mas ainda não tinha metido na máquina. Ao consultar a fatura, verifiquei que paguei 19€ pelo barril, o que acho exagerado, mas vendo bem as coisas é um preço justo, já que é de facto uma bela cerveja.

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    Hapkin

    O tempo começa a aquecer e a minha vontade de beber cervejas leves aumenta também. Descobri esta rica cerveja Belga, a Hapkin. Gostei e comprei um barril para consumo próprio. A Hapkin é loira e tem um corpo bastante cheio e cremoso. É uma cerveja muito fresca e florida, sabor frutado e perfumado. Não tinha ideia que as cervejas Belgas fossem assim, achava que tinham um corpo mais intenso, mas a Hapkin é muito leve, nem parece uma cerveja artesanal. São 8.5% de álcool que não se sente, tal é a leveza. Tem uma cor limpa, de um dourado translúcido. Segundo investiguei, começou a ser feita com uma receita que data de 1877. Originalmente produzida pela cervejaria Louwaege, mas que agora terá mudado de dono. Dou-lhe um claro 7, numa escala que vai até aos 10. É bem feita, ótima para uma conversa, acompanhada por uns amendoins.

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    “Murder Banana”

    Sou grande fã de cervejas diferentes. Vou mais longe: gosto de coisas diferentes, fora da caixa. A “Murder Banana” da Dois Corvos é de facto muito diferente. Uma bebida envelhecida em barricas de bourbon, dando-lhe um corpo maravilhoso. Fiquei totalmente fã da série “Murder”, já tinha provado a “Murder Porto”. Chegou a vez de provar a de banana. Que bela cerveja! O paladar a madeira é o que se destaca. Há também notas de fruta, com banana no topo. Não é um produto para ser consumido com comida, nem mesmo com amendoim. A experiência é para ser feita sem mais nada. É pesada com um alto valor alcoólico! Adorei, recomendo!

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    “Belgian Dubbel” da Fermentage

    Gosto de facto de coisas diferentes! Se for para beber cerveja industrial, fico em casa. Por isso quando quando visito uma fábrica de cerveja, escolho coisas que tenham sempre algo de diferente. Desta vez fui à fabrica da Fermentage, em Marvila. No passado, o espaço tinha a fábrica da cerveja Lince, hoje é a Fermentage. O local está mais arejado, perdeu o palco mas ganhou frescura. Fui atendido pela Joana, que só sei o nome, porque perguntei como se chamava a cerveja e ela respondeu “Joana”. A “Belgian Dubbel” é de cor escura, não é preta e tem um paladar leve e pouco intenso. Sabe a chocolate, café e tem um toque final a folhas de figueira. Paguei 3,50€ por uma imperial. Gostei da experiência, a repetir!