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Howard’s Folly Sonhador Tinto 2021
Não parece a melhor ideia, com temperaturas perto dos 40 graus, abrir uma garrafa de tinto com 14% de álcool. Mas foi exatamente isso que fiz. E a verdade é que acabou por não ser um disparate. O Sonhador Tinto 2021, produzido na região de Portalegre, apresenta um perfil fresco e elegante que surpreende desde o primeiro copo. As uvas provêm das encostas da Serra de São Mamede, cuja altitude confere ao vinho uma frescura característica. Ao mesmo tempo, beneficia da influência do clima quente alentejano. Desta combinação nasce um vinho equilibrado, encorpado e cheio de personalidade, com aromas de fruta madura e delicadas notas de baunilha provenientes do estágio em madeira. Apresenta uma cor vermelha intensa e um perfil que convida a ser apreciado sem pressas. Para acompanhar este vinho, optei por uma carne bem condimentada com risoto e a harmonização revelou-se uma excelente escolha. A garrafa custa cerca…
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Luís Pato Bical Zero
Nos dias de maior calor, nada sabe melhor do que um vinho branco fresco e equilibrado. Foi precisamente essa sensação que encontrei ao abrir um Luís Pato Bical Zero para acompanhar um jantar de peixe. Produzido na Bairrada por um dos nomes mais respeitados da viticultura portuguesa, este vinho nasce exclusivamente da casta Bical e apresenta um moderado teor alcoólico de 11%. O termo “Zero” refere-se à ausência de adições químicas, refletindo uma filosofia de intervenção mínima que procura preservar a pureza da uva e a expressão do terroir. No aroma destacam-se as notas minerais, lembrando pedra molhada e sílex, acompanhadas por um subtil apontamento de mel. Na boca revela-se macio, fresco e muito equilibrado, com uma elegante presença de fruta madura a completar o perfil. Com um preço na ordem dos 38 euros, o Luís Pato Bical Zero afirma-se como uma excelente escolha para quem procura um branco distinto,…
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Super Bock Abadia
Admito que não tenho dado grande importância ao Mundial. Tenho acompanhado apenas os jogos da seleção, e mesmo assim nem todos. O jogo das duas da manhã, por exemplo, não consegui ver. Ainda assim, decidi comprar umas cervejas para acompanhar a bola. Por apenas 0,99 €, trouxe uma lata de Super Bock Abadia. Trata-se de uma cerveja especial ruiva, de inspiração artesanal e estilo abadia. No aroma destacam-se notas de caramelo ligeiramente tostado, muito agradáveis e bem equilibradas. Não é propriamente uma cerveja de verão, nem sequer daquelas que pedem uma temperatura muito baixa. É encorpada, de aspeto algo turvo e com um perfil mais doce do que o habitual. Os seus 6,4% de teor alcoólico também lhe conferem alguma personalidade. Em resumo, é uma cerveja que faz mais sentido à mesa, acompanhada por uma refeição. Talvez não tenha sido a melhor escolha para beber sozinho enquanto via futebol, sem…
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Dalva Bruto espumante 2021
A minha prima fez 50 anos e é uma verdadeira fã de espumante.Gosta de começar as refeições com uma taça e, ao longo do tempo, tenho visto como os seus olhos brilham sempre que abre uma garrafa. Por isso, decidi oferecer-lhe uma caixa de espumante do catálogo da Enoteca Clube de Vinhos: o Dalva Bruto 2021. A primeira garrafa foi aberta no dia do aniversário, o que me deu a oportunidade de provar. Apresenta uma cor amarela cítrica e bolhas muito persistentes, alguém até comentou que fazia lembrar um champanhe francês, tal a sua intensidade. Tem um aroma frutado e, apesar da vivacidade, revela-se leve e equilibrado. Com 12% de álcool, deve ser servido bem fresco, ideal como aperitivo ou a acompanhar queijo fresco. Produzido na região do Douro, chega ao mercado por cerca de 8€.Gostei e é, sem dúvida, uma opção a repetir em casa.
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Herdade Aldeia de Cima Reserva
Estava tudo preparado para uma grande festa: Portugal estreava-se no Mundial e a minha prima celebrava o aniversário. Levei o Herdade Aldeia de Cima Reserva para brindar em família. Um tinto do Alentejo, da serra do Mendro, na Vidigueira, de cor rubi, com notas de fruta preta e um leve toque floral. Apesar do estágio em madeira, esta surge de forma subtil, mantendo o vinho elegante e equilibrado. Acompanhou na perfeição um bacalhau no forno com batatas a murro, combinação certeira. Com 14% de álcool, surpreende pela leveza e harmonia. Chega ao mercado por cerca de 20€. Um vinho muito bem conseguido. A repetir, sem dúvida. Esperando que a seleção faça um resultado mais positivo quando abrir a próxima garrafa.
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Almanua F Branco 2024
Estava um calor incrível e tinha um jantar marcado lá em casa. A grande questão era: o que comer com esta temperatura? E, mais difícil ainda, o que beber para acompanhar? A escolha revelou‑se certeira: Almanua F Branco 2024, servido a uma temperatura bem fresca, a rondar os 5 graus. Um vinho branco sofisticado, produzido pela VINEVINU, na região dos Vinhos Verdes, um projeto familiar dos enólogos Manuel e Luís Cerdeira. É um lote maioritariamente composto pelas castas Alvarinho e Arinto. Apresenta uma cor amarela intensa, que à primeira vista até me surpreendeu, cheguei a pensar que poderia não estar em condições… mas estava perfeito. No aroma, destacam‑se notas minerais, alguma fruta cítrica e uma ligeira presença de madeira. Na boca, revela um final longo e persistente. Tem 12,5% de álcool. Chega ao mercado por cerca de 21 € e foi, sem dúvida, uma excelente escolha para acompanhar o salmão…
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Bairrada. Terras de bem-viver
No sábado decidi fazer um jantar lá em casa. A ideia era simples: preparar uma refeição saudável para amigos. E a verdade é que não faltava boa comida. Começámos com húmus, burrata, queijo feta e pesto, perfeitos para abrir o apetite. Como prato principal, optei por um bacalhau com broa, que estava, de facto, maravilhoso. A acompanhar, abri um Bairrada Terras de Bem‑Viver, um espumante português cheio de carácter. Um vinho que prova que, em Portugal, se produzem espumantes de grande qualidade, diria mesmo competitivos com a região de Champagne. Este espumante afirma‑se como um dos produtos de referência da Bairrada, tal como o famoso leitão. Apresenta uma cor citrina, com notas frutadas e florais intensas, onde se destacam a maçã, a toranja e o limão. No final, revela‑se longo, mineral e persistente. Com 12,5% de álcool, chega ao mercado por cerca de 19 €. Gostei particularmente da sua frescura…
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Quinta do Monte d’Oiro
Sexta‑feira, a preparar um jantar para o meu primo. Nada mais reconfortante, depois de uma longa semana de trabalho, do que relaxar com um branco bem fresco. Adoro cozinhar, conversar e ir bebicando um copo de vinho. Desta vez, escolhi um Quinta do Monte d’Oiro branco, um vinho que faz parte do portefólio da Enoteca Clube do Vinho. Produzido em Alenquer, este vinho destaca‑se pela sua suavidade e elegância, resultado da combinação de castas como Arinto, Viognier e Marsanne. No aroma, encontramos notas florais e de fruta cítrica, com um final mineral muito agradável. É um vinho biológico, com 12,5% de álcool, leve e equilibrado. Chega ao mercado por cerca de 10 € e é, sem dúvida, uma excelente escolha para começar uma refeição
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Bellus Grande Escolha Alicante Bouschet
O fim de semana começou com um grande vinho. Adoro estar na cozinha com amigos, cozinhar e desfrutar de uma boa garrafa. Foi nesse espírito que conheci, numa entrevista, João Tique, produtor alentejano. A conversa foi muito agradável e, no final, fui surpreendido com uma caixa de vinhos, onde se destacava o Bellus Grande Escolha Alicante Bouschet. Trata‑se de um vinho de baixa intervenção, elaborado com uma filosofia artesanal e minimalista. Apresenta uma cor intensa, fruto da utilização exclusiva da casta Alicante Bouschet. Na prova, estranhei inicialmente a ausência de notas de madeira, algo pouco comum num vinho do Alentejo, mas isso explica‑se porque não estagia em barrica de madeira.No aroma, destacam‑se notas de cereja, e na boca revela‑se um vinho aveludado, elegante e cheio de classe, muito fácil de beber. “Elegância” é, sem dúvida, a palavra que melhor o define. É um vinho que pede companhia de carnes grelhadas,…