-
Cervejas com história a Laurentina e a 2M
Eu vivi em Moçambique mas não sou saudosista. Apenas das duas belas e saborosas cervejas que se bebia: a Laurentina e a 2M que felizmente posso comprar por aqui porque há imensos supermercados onde se vendem e nem são caras. A história das cervejas Laurentina e 2M começou no início do século 20, quando um imigrante grego chamado Cretikos, abriu a Fábrica Vitória e viajou até à Alemanha para contratar um mestre cervejeiro que desenvolveu uma receita de cerveja de estilo europeu a que Cretikos chamou Laurentina, em homenagem aos naturais de Lourenço Marques – laurentinos. A receita desta cerveja permanece secreta, mas sabe-se que uma parte do seu sucesso resulta da mistura de três maltes e de uma dupla filtragem a frio que lhe confere estabilidade. A Laurentina é até hoje a mais premiada de todas as cervejas de Moçambique. E as suas variantes clara, preta e Premium já…
-
Cerveja Boas Festas
O natal passado não foi igual a todos os outros. Por esse motivo a Cerveja Lince decidiu brindar todos os seus fãs com uma edição limitada de natal. A cerveja tem um nome original “Boas Festas”. Como o nome indica é para ser consumida no inverno, de preferencia na noite de natal. Só que é tão boa que não resisto e também tomo nos restantes dias do ano. É uma Rye Porter, que sabe a chocolate, é aveludada, com uma espuma branca. Tem casca de laranja e uma cor preta. São 5.8% de álcool. Não é uma cerveja leve. Vendida a 27 euros por 12 garrafas
-
O branco da casa Relvas
Quando recebi o convite para provar o Herdade de São Miguel Branco, fiquei muito entusiasmado, isto porque o Tinto, é um dos meus vinhos correntes favoritos. Por isso a fasquia já ia alta. Vinho aberto, na temperatura ideal, como se quer a um bom vinho branco, deixamos arejar por uns minutos, de forma a que se liberta-se todo o potencial do vinho. Vinho servido, e depois dum primeiro trago, logo se libertou o aroma a frutos tropicais, com uma cor amarela em tons citrinicos. É um vinho encorpado, ligeiramente ácido e com um aroma final prolongado. Gostei, embora para ser sincero, não me entusiasme tanto como o tinto da mesma marca. Excelente para beber ao fim do dia, numa esplanada e com uma boa companhia. Se preferir, pode acompanhar um bom peixe grelhado, ou um marisco. Aprovado!!
-
Quad a cerveja da Lince
Foi um dia longo, estou de rastos- fiz o relato do Oriental e a equipa voltou a perder pontos. Precisava de fechar os olhos e relaxar. A tarde estava muito quente. Tenho o frigorifico cheio de cerveja, que tem chegado dos vários produtores locais. Sem saber o que escolher. Pequei na poderosa Quad da Cervejeira Lince. É Forte, escura, encorpada, sabor maltado com notas de especiarias, ligeiramente doce e pouco amarga. São 6% de alcool, mas não se sente. Bebi com sofreguidão, estava bem fresca, apesar do produtor aconselhar a beber a uma temperatura mais natural. É vendida as 30 euros a embalagem de 12- é muito saborosa, optima para estes primeiros dias de primavera- Parabéns à Lince
-
Lince American IPA
Aqui temos uma bela cerveja, produzida pela Lince. Feita com quatro lúpulos americanos que lhe dão um aroma frutado, mas também um sabor amargo. É equilibrada, fazendo lembra o que se bebe em Inglaterra. Fechei os olhos e por momentos senti-me no PUB Britânico. É vendida a 3.50 euros a garrafa de 33 centilitros. São 6% de álcool, mas não se sente esse peso! É amarga, consumi antes do jantar acompanhar um queijo de forte paladar, e essa mistura foi poderosa. Para quem gosta de cerveja Inglesa, feita ao jeito americano.
-
Raspberry Jam
O rotulo diz quase tudo! É uma cerveja que sabe a framboesa. Delicada, feita com harmonia. Repousou em barricas de carvalho durante meses com levedura brettanomyces, que transformaram alguns dos açucares em sabores frutados. Apesar do envelhecimento em barricas de carvalho, o sabor da madeira não é intenso. Tem uma cor viva e uma espuma bem branca. Antes de provar, cheirei, e senti o aroma doce. É opima para o lanche, será estranho acompanhar uma trefeição. É vendida a 6 euros a garrafa ou na 17 o litro. Tem 5.5% de álcool. Parabéns à dois Corvos pela capacidade criativa, Não é fácil fazer uma cerveja tão frutada, sem cair do exagero
-
CRF com o meu irmão
Diz-se que um irmão mais velho ensina aquilo que um pai não pode! Bem, do meu mais velho, nos últimos tempos tenho aprendido arte do bem beber (porque do beber bem não preciso de conselhos!). Pelo natal ofereceu-me uma garrafa de CRF, uma excelente aguardente portuguesa. É envelhecida em barris de carvalho, que lhe dão uma cor escura e um aroma intenso e complexo. Tem um sabor ótimo indistinguível. Há uns dias, bebemos um copo de CRF da garrafeira do meu avô. Uma garrafa que, com a minha idade, mantinha a mesma qualidade e sabor! Não mentem quando dizem que têm a mesma receita desde 1895! Na vida guardam-se pequenos momentos. Eu guardo este, com o meu mano e CRF! Vale a pena!
-
Vinho do Porto Niepoort
Escrevo sobre coisas boas e coisas muito boas. E desta vez é sobre um vinho que aprecio e gosto imenso de tomar um cálice de vinho do Porto, com um café! Perfeito! Mais uma bela notícia em pleno Dia Internacional do Vinho do Porto, o Vintage 2017 da Niepoort foi considerado o melhor ‘Vinho Fortificado do Mundo’, no concurso Best Wine of The World. 190 mil profissionais e enófilos votaram, ao longo de três meses, em 20 675 vinhos de 115 países, para a plataforma Tastingbook.com, de origem finlandesa, que se descreve como o maior serviço de informações sobre vinhos do mundo. Na final, os vinhos foram avaliados e classificados, pelo júri, duas vezes através de provas cegas. Foi na categoria ‘Melhor Vinho Fortificado que o Vintage Port 2017 da Niepoort, foi distinguido, “um reconhecimento para a casa Niepoort, para o Douro e para Portugal”. Quando o presidente da centenária Casa…
-
Soalheiro
Não me cai bem…mas caiu!!! Aceitando um convite para cozinhar em casa de um amigo, o prato escolhido foi arroz de búzios. Não sei, mas tenho para mim, que o arroz de búzios, está no top dos pratos preferidos deste meu amigo. Era para mim uma responsabilidade porque, confesso nunca tinha feito tal prato. Ainda por cima não podia falhar porque ele preparou este jantar com todo o requinte. Quando digo requinte, passo a explicar…de entrada um patê fenomenal, acompanhado de tostas, um queijo alentejano líquido, de comer à colher…e para acompanhar a confecção do prato principal, um vinho especial. Quando olhei para a garrafa, torci o nariz, porque olhei para o rótulo e li…vinho alvarinho. E porquê? Porque sempre que bebo vinho verde, este não me cai bem…até hoje!! Que surpresa, este vinho de nome Soalheiro, do ano 2020. Servido num bom copo de vinho branco, este estava na…