Coisas Boas em Alta
  • Notícias em Alta

    Basta ler um para conhecer o formato

    Não sei como fiquei fã de Daniel Silva? Porque racionalmente, sei que não é um grande género literário! A história é quase sempre a mesma. Um herói israelita que salva sempre o mundo dos vilões muçulmanos! Há muitos anos que acompanho este herói, sei que não é de qualidade, mas sempre que sai um livro, vou comprar e leio como uma bala. O autor usa nas suas narrativas a velocidade do cinema. Diálogos rápidos, muita ação, um herói de carne e osso muito sedutor. A violência da ação é sempre justificada com religião, acabando o leitor por tomar sempre partido, ficando sempre a odiar os malfeitores muçulmanos. Nesta aventura um alegado simpatizante da Al-Qaeda é morto em Londres e são encontradas fotografias comprometedoras no seu computador, os serviços secretos israelitas acreditam que a organização terrorista prepara um dos mais arrojados atentados de sempre em pleno coração do Vaticano! Os livros…

  • Bebidas em Alta

    Adega da Confraria

    Quem diria que no cadaval se produzia bom vinho de mesa! Engraçado porque estas supressas só acontecem em restaurantes de bairro. A proposta era comer sushi, num restaurante pequeno, perto de casa de amigo. O sushi é fresco e muito em conta. A lista de vinhos é curta, e com alguns vinhos populares, o desafio é provar coisas que não conheço. O meu amigo, é daqueles que usa a expressão “Bora lá” mesmo que não seja uma boa escolha. Pedi um “adega da confraria”! Nunca tinha bebido, nem sabia onde era produzido. O meu primeiro contacto foi com odor, que era suave, sem cheiro a álcool. O meu amigo em jeito de brincadeira, começou por dizer que lhe cheirava a baunilha. Tem 3 castas, a saber: Aragonês, Castelão, e Trincadeira Pratas. A minha prova de boca foi suave, gostei do que bebia. Tentei saber mais sobre o vinho, mas há…

  • Bebidas em Alta

    Colossal

    No outro dia fui atraído pelo nome do vinho, “colossal”! É um nome arrebatador, antes de beber, fico com a impressão que vou desfrutar de algo verdadeiramente imperial. A experiência começa logo com o odor, não cheira a álcool, o que me levou a pensar que seria um vinho pouco intenso e nada colossal. Mas foi levado ao engano! Este vinho consegue ser delicado e ao mesmo tempo intenso. É produzido pela casa Santos Lima, da região de Lisboa, que nos últimos anos esta a fazer um grande investimento de promoção dos seus vinhos. Não há dúvida que o marketing tem uma importância gigante para a evolução de uma região, trabalho que já foi feito com sucesso no Alentejo e douro. Isto quer dizer, que ainda é possível comprar um vinho muito bom da região de Lisboa a preços muito simpáticos. Voltando ao Colossal, a nota de prova diz-me que…

  • Bebidas em Alta

    Conde de Arraiolos reserva 2018

    Adoro ser surpreendido! Foi o que aconteceu com o conde de Arraiolos reserva 2018! Um alentejano redondo, bem feito! O bem estar começa no seu aroma, uma madeira discreta com frutos vermelhos! Depois quando se prova há um delicado paladar a baunilha e madeira! É um puro alentejano, cheio de intensidade! Bom para comer com pratos de carne e bem condimentados! O preço médio da garrafa ronda os 14€! Foi de facto uma experiência maravilhosa. A repetir sempre que vir uma garrafa à venda. 

  • Gastronomia em Alta

    Pizza doce

    As pizzarias começaram a crescer por todo o lado. Cada bairro nas grandes cidades tem no mínimo duas ou três casas onde se serve pizza! O custo de produção de cada não é muito elevado, acabamos por pagar 10€ por um produto que não custa mais de 3! Certo é que de vez em quando é agradável desfrutar de uma pizza! O segredo é saber escolher onde ir buscar! No Brasil há um conceito muito engraçado, que é o rodízio de pizza! Onde se come até cair, existindo pizzas para todo o gênero, a criatividade é que manda! Foi numa dessas viagens que descobri a pizza doce. No início achava estranha a mistura de paladares, salgado da massa e o doce do recheio! Certo é que fiquei rendido e da segunda visita ao rodízio de pizza, só esperava pela hora da sobremesa! A pizza doce! Há de todo o gênero, admito que…

  • Entrevistas em Alta

    8 colina

    As cervejas artesanais estão na moda. Há quem não goste do sabor, mas ninguem fica indiferente ao conceito, entrar numa fabrica e ter vontade de provar todas. Os produtores gostam de criar, estão sempre a testar novos paladares. Não era grande apreciador, mas fiquei rendido com a váriada e com capacidade de criar. Há espaços bonitos, mas na sua generalidade são armazem, que viraram fabricas e locais para o consumo de cerveja Estivemos a conversar com Pedro romão, um dos socios e criadores da 8 Colina. Provamos umas quantas e ficamos amigos.  Como foi que nasceram?  Nascemos em 2014 em Lisboa, e tudo começou no hobbie que tínhamos de fazer cerveja em casa.  Como sentiram que havia uma lacuna e seria um negócio?  Quando vimos que conseguíamos produzir em casa cervejas com dezenas de sabores, aromas, sensações, experiências percebemos que algo estava errado no consumo de cerveja em Portugal (e no mundo). Apesar de em Portugal a cerveja ser a segunda bebida mais…

  • Gastronomia em Alta

    Davitto

    Foi por razões profissionais que conheci o Vitor Fernandes! Uma figura maior do bairro da Graça! Fez o liceu na Gil Vicente e já nessa altura fazia sucesso! Andou um pouco por toda a Europa, Suíça, Itália, Eslováquia e Eslovênia! Fruto de tantas culturas, fez do Vitor um Chef cheio de influência! Abriu há uns valentes anos uma pizzaria no Mercado de Sapadores, que batizou de uma forma pomposa: “Davitto”. O espaço é simples, a comida é tipicamente italiana! Há muito mais que pizzas, há um risoto de camarão que é do outro mundo! A garrafeira tem um pouco de tudo! Foi lá que conheci um dos melhores vinhos que bebi na vida! Agora o Vitor utiliza o forno a lenha para fazer outras iguarias! Cabrito é a sua nova paixão! Depois tem aquele hábito que tanto gosto, vem as mesas conversar com os clientes! De tal forma que é ele que escolhe o vinhos a quem desfruta do espaço ! Uma pizzaria que é muito…

  • Histórias em Alta

    Uma agradável surpresa

    Fui jantar a um pequeno restaurante de bairro. Pequeno, sem aspirações a jogar na primeira divisão dos restaurantes de Lisboa. A comida é boa, mas a carta de vinhos, curta e com vinhos que não gosto muito. Fui ver a pequena garrafeira do local e havia uma única garrafa de “Rabino”, pedi para ver. Na garrafa não há uma única referencia ao local onde foi produzido, apenas um código postal, que me fez pensar que seria uma garrafa produzida na região do Cartaxo! Pedi para abrir, sem se quer perguntar o preço (6.50). Pois foi uma agradável surpresa, um vinho com um ligeiro paladar a azeitona, não é um vinho delicado, tem a força e o poder necessário para comer um prato de carne bem temperada. Tem 13% graus de álcool, mas nem se sente o aroma nem o peso do álcool. Em casa tentei investigar, mas não consegui descobrir…

  • Histórias em Alta

    Fernando Chalana

    A primeira vez que fui ao futebol era bem miúdo, criança ainda! Fui levando pelo meu primo que era já um profundo conhecedor, sabia tudo sobre o jogo! Eu era e ainda sou um simples apaixonado! Havia um jogador em campo, que era o mais pequeno de todos, mas jogava mais que todos os outros! Fintava, inventava e tinha eficácia na hora da decisão! O Chalana fazia dupla com o Álvaro, era um lado esquerdo imbatível! De tal forma que o Benfica demolia os seus adversários, grandes goleadas. E muito se devia à magia de Chalana! No dia que foi anunciado a sua venda para França, Portugal entrou em luto! Como seria a vida do Benfica, e do próprio futebol Português sem a sua maior estrela!? Era de facto um talento! O melhor da sua época!