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Tasca do Zé Russo
É um conceito de que gosto muito!Um espaço rústico, sem grandes pormenores, sem decoração elaborada, sem requintes. Por vezes, a limpeza pode deixar um pouco a desejar (o que não é o caso do Zé Russo).Mas a comida… essa é mesmo boa! O meu irmão, habituado a outra realidade — vive no norte da Europa, não conhecia o conceito de tasca tradicional.E o Zé Russo é exatamente isso: uma verdadeira tasca à moda antiga! Pratos fartos, feitos com aquele carinho familiar que já não se encontra em muitos sítios.Antes da pandemia, era comum ver uma fila de pessoas à porta, à espera de mesa! A decoração é muito simples, sem qualquer pretensão.A carta de vinhos, para uma tasca, é bastante razoável. Comi uma espetada de vitela acompanhada por um arroz de feijão malandro. Estava divinal!O meu irmão optou por uma posta de salmão, também excelente.Estávamos praticamente sozinhos, entrou apenas mais…
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Guia Michelin da Península Iberica
Não sei bem o que a culinária tem a ver com pneus de carros mas isso não interessa nada. O Guia Michelin é um guia turístico publicado pela primeira vez em 1900 por André Michelin, um industrial francês fundador da Compagnie Générale des Établissements Michelin, fabricante de pneus mais conhecida como Michelin. Editado em 30 países, o Guia Michelin distingue aqueles que os seus inspetores consideram como os melhores restaurantes e hotéis, sendo uma montra da cozinha mundial, e que demonstra o dinamismo culinário de um país, bem como as novas tendências e os futuros talentos. O Guia Michelin, cria valor para os restaurantes, atribuindo-lhes prémios todos os anos, contribuindo assim para o prestígio da sua cozinha e para o turismo dos países. Sao 12 inspetores da Península Ibérica, que realizam um trabalho de campo difícil para escolherem os melhores restaurantes. Membros da equipa liderada pelo inspetor-chefe, José Vallés, chegaram…
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Cozido à Portuguesa
Este prato tradicional começa a entrar no gosto dos portugueses a partir do século XVII, vindo de Espanha mas com uma ligeira nuance: sofreu a inclusão dos enchidos nacionais como a chouriça de sangue, o salpicão, o presunto e o toucinho entremeado, ganhando uma “alma” diferente. Gosto de cozido todos os dias. E já estou com água na boca só por estar a falar nele. Pode-se comer cozido em qualquer dia da semana , mas o domingo é quase consensual ser o dia de comer um bom Cozido a Portuguesa. É um prato típico de Portugal e é capaz de encher o estômago dos apetites mais vorazes, e até empanturrar. Não é um prato leve . Geralmente, é servido numa travessa bem grande, deixando à vista a variedade de carnes, enchidos e legumes que lhe dão forma. O “cozido à portuguesa” já perdeu a conta dos séculos que tem, sendo…
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Cilantro & Limón
Perto de casa abriu um espaço familiar onde se serve comida mexicana. Uma família Venezuelana, arriscou e veio para Portugal. Já dominam o Português, o que deixa toda gente feliz, um bom exemplo de integração. Inauguraram em março, mas uma semana depois eram obrigados a fechar. Foram para luta e desenvolveram o conceito de take away. A proposta é comer à Mexicana. No confinamento fui muitas vezes e ate acabei por fazer amizade com a simpática família. Agora o mundo voltou abrir, e o que há para comer na pequena esplanada? Tacos e Margaritas, tudo feito na hora, burritos de Carne de Vaca, Frango e Vegetariano. Há ainda um chilli maravilhoso. E os preços nada caros. Tem duas mesas no interior, mas admito que só me sentei na esplanada, que ate nos dias frios acaba por ser agradável. Vale mesmo apena conhecer esta família. Cilantro & Limón
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O bolo rei
Aqui somos de extremos: os portugueses gostam ou detestam o Bolo Rei. Mas quando o assunto são as tradições de Natal portuguesas, é impossível deixar de mencionar o famoso Bolo-Rei, uma iguaria que já se desfaz na boca dos portugueses durante a quadra natalícia há mais de 100 anos. No entanto, desenganem-se aqueles que acreditam que o Bolo-Rei tem origem em Portugal. Apesar da receita que hoje conhecemos ser tão típica e característica do nosso povo, a verdade é que o Bolo-Rei foi adotado por nós. De acordo com a lenda, o doce representa os três reis magos – Gaspar, Belchior e Baltazar – e os presentes que estes levaram ao menino Jesus no dia do seu nascimento. Assim, a côdea do bolo simboliza o ouro, as frutas cristalizadas representam a mirra e o aroma o incenso. De forma redonda, com um buraco no centro, é feito de uma massa…
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À Beira Mercearia
Diz-se que em tempos de crise, só os mais “atrevidos” arriscam… E é disto mesmo que vos vou falar… Há cerca de dois meses no caminho entre casa e o trabalho, deparo-me com algum movimento dentro de uma antiga pastelaria que já estava fechada há alguns anos, e que portanto, por alguma razão não vingou naquele local. Como gosto de conhecer “In loco”, o comércio local, resolvi entrar e ver o que me esperaria naquele novo negócio. Entrei e pedi um café, e tentar perceber o que tinham para oferecer… Num espaço não muito grande, metade está ocupado por enchidos, queijos, pão e vinhos regionais. Tudo com um denominador comum, todos (ou quase) são oriundos da região das Beiras, como o próprio nome indica. Apesar de também haver pão que chega diariamente do Alentejo. Mas não só de mercearias vive o À Beira. Também há comidas…e que comidas! Lembram-se daqueles…
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Jindungo Take Away
Á primeira vista, pode soar a restaurante ou mesmo uma mercearia africana, mas não, nada de picante. Pelo menos se não o solicitarmos. (Jindungo Take Away) Abriu há cerca de um mês, e portanto só agora decidi escrever sobre ele, para que pudessem “limar” algumas pequenas falhas da juventude. Entramos e deparamo-nos com um espaço bonito e bem decorado. Não mais do três mesas, daí o nome, mais vocacionado para levar para casa, o chamado Take-away. Mesmo de frente para a porta, um longo balcão dividido em três áreas distintas. A primeira conta com uns maravilhosos salgados, mas com recheios inesperados. A saber, uns croquetes de osso buco, com um recheio mais escuro do que o habitual, mas com a textura que gosto nos croquetes, ligeiramente “moles”. Passando ao seguinte, umas chamussas de deixar um indiano em sentido. Ligeiramente picantes, mas com um sabor que estimula todas as papilas gustativas.…
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Se não pode ir à Mealhada ou a Negrais, coma Leitão nos Olivais…
Sexta-feira à noite, com recolher obrigatório, depois de uma semana com muito trabalho, é hora de relaxar e aproveitar o pouco tempo que temos para estar fora de casa. Antes do repasto propriamente dito, “bora lá” beber a nova cerveja dos “Dois Corvos”, chamada “Cafuné” (termo brasileiro que define um carinho, uma carícia). E não é que esta nova cerveja, parece mesmo um carinho. Com um sabor forte, e aroma de café, é uma cerveja não muito pesada, mas já começa a ser uma entrada nas cervejas para homens de barba rija. É uma ipa e deve ter à volta de 6 graus de teor alcóolico. Abertas as hostilidades, onde ir jantar, na zona de Marvila e arredores? É que tal um Leitão á Beiral? é um dos mais conhecidos e reconhecidos restaurantes nos Olivais, fruto da sua cozinha honesta, sem pretensões e o mais importante, matéria-prima de qualidade, nas…
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Ao Monte…
Onde é se pode comer bem, à segunda-feira? Será talvez um exercício difícil, mas não impossível. Desta vez, tinha mesmo de ser, e numa zona geográfica específica, resolvemos ir à aventura. Procuramos nos guias habituais e lá fomos dar ao “Ao Monte”, que como o nome indica fica numa travessa escondidado, na Freguesia do Monte Abraão, Concelho de Sintra, Lá chegados, a mesa já estava preparada e pronta(foi reservado com antecedência); Mesa e cadeiras de madeira, confortável q.b, na mesa propriamente dito já estavam os copos de água, com uma garrafa do mesmo líquido, talheres, guardanapos (papel) e uma tábua (neste caso pedra) com um saboroso queijinho alentejano, azeitonas (que não provamos), patê de porco, manteiga de alho e pão variado. Mas a verdadeira especialidade deste “Ao Monte” é mesmo o Bife à Monte, acompanhado por um molho especial (já lá vamos), ovo a cavalo e batatas fritas caseiras (parabéns!) fritas no ponto! Tudo muito…