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Chocolate com banana – Quinta das Tílias
Tive contacto com o Rui Andrade um dos responsáveis da Quinta das Tílias que trabalham a partir de Benavente! Confesso que fiquei fascinada com aquilo que eles fazem com o mel e com o pólen. Tudo artesanal e eles trabalham o cacau que vem da América do Sul com banana seca e fazem uma mistura excelente. Não fica muito doce mas é um sabor inusitado que não é igual aos outros chocolates que tenho comido. Eles são produtores de mel e o segredo é ser um trabalho artesanal feito com amor e muito delicado. A tablete deste de banana que provei, custa 3.50. Tem outras variedades, como o chocolate com mel e pólen, que me pareceu que era o mais vendido. Depois há o de coco e por aí fora. Estes chocolates são vendidos em pequenas lojas tradicionais onde desaparecem rapidamente. Rui Andrade contou-me ainda que logo que esta pandemia…
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Os Travesseiros de Sintra, Piriquita
A padaria que mais tarde viria a ser conhecida por Piriquita foi fundada em 1862, há cerca de 160 anos. Trabalhavam lá Amaro dos Santos, padeiro de profissão e sua mulher Constância Gomes. O nome Piriquita advém da alcunha que o rei D. Carlos I deu a Constância Gomes, por causa da sua baixa estatura. Foi o Rei D. Carlos I que encorajou o casal a confeccionarem os famosos Travesseiros, um doce que desfrutava durante os seus verões em Sintra. O sucesso foi imediato e depressa a padaria se transformou em Pastelaria. Ao longo dos anos muito mudou mas também muita coisa ficou na mesma, tal como a qualidade dos produtos confeccionados e a própria família que se dedica a servir os seus clientes de todo o Mundo. Na década de 40 enquanto grande parte do Mundo se destroçava, em Sintra nascia um novo tesouro. a filha da fundadora, desenvolveu…
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Chumaçaria
Uma boa chamusa sabe-me muito bem. Até porque eu tenho sangue indiano e estou habituada a comer este género de comida. Quanto mais picantes e com boa carne são as minhas preferidas, mas os tempos estão a mudar e agora vejam isto: Um pequeno espaço que abriu em Lisboa é dedicado a chamuças e o nome diz logo tudo: A Chamuçaria. Abriu em Telheiras e tem várias sugestões doces e salgadas, cada uma com uma cor diferente. Encontramos os recheios mais tradicionais, mas também versões alternativas, como choco,lulas, cabrito, batata ou de peixe. O menu fica completo com as propostas de frango, vegetais, camarão ou lentilhas. As massas apresentam cores tão distintas como preto, vermelho, amarelo, verde, castanho e rosa . As chamusas podem ser pedida em formato individual ou numa tábua de 6. Há para queira levar para casa, um caixa de 18 que custam 18€. Tambem servem refeição…
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Dom Rodrigo
São doces especiais e magníficos, considerados conventuais e parecem agradar a toda a gente, incluindo aos turistas que viajam até ao Algarve. O Dom Rodrigo é um dos doces mais tradicionais da região e muito associado à cidade de Lagos. Apesar de usar miolo da amêndoa, destacam-se os ovos na sua envolvência. Tanto com ovos moles como fios de ovos, tal como são caracterizados os doces conventuais. Uma das características dos Dom Rodrigo é serem servidos em forma de rebuçados, mas em ponto grande envolvidos ou embrulhados em papel metalizado de várias e lindas cores. Parecem pequenas pirâmides. Também podem vir servidos em taças de porcelana, ou vidro, e são comidos com a ajuda de uma colher. São mesmo muito doces. Sem certezas absolutas na sua história, acredita-se que o Dom Rodrigo tenha surgido no Convento de Nossa Senhora do Carmo, em 1754, daí a sua natureza de doce…
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Folar da Páscoa
Estamos a chegar a Páscoa e já vemos algumas pastelarias a vender o Folar. O folar é tradicionalmente o pão da Páscoa em Portugal, confeccionado com base em água, sal, ovos e farinha de trigo. A forma, o conteúdo e a confecção varia conforme as regiões de Portugal e vai desde o doce ao salgado.Geralmente é posto um ovo cozido com casca em cima e fina bem bonito . A erva doce e a canela tornam esta massa especial. O folar simboliza a fartura depois do período de jejum na Quaresma, para quem segue a tradição católica, mas também é uma forma de partilha e de manter viva a tradição. Segundo a tradição, muitas crianças vão à casa dos padrinhos para receber o folar na Páscoa, hábito que quase deixou de existir. Folar significa davida ou presente, sempre na altura da Páscoa significando a reconcializacao entre todos . Eu gosto de comer uma…
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Queijo com Porco!
Hoje conto-vos uma bela surpresa que me proporcionou um produto da Empresa Quinta do Fumeiro em Ponte Lima. Fui convidada para um jantar e fui avisada, que ia comer algo que nunca tinha experimentado. Torci o nariz pois tenho medo das surpresas, ainda mais a frente de amigos. Puseram me a frente num prato, uma fatia de queijo recheado com cachaço de porco com aspecto vivo e bonito. Comecei a comer e o que é certo é que senti logo uma empatia entre mim e o que estava no prato, fazendo uma conjugação deliciosa de produtos que talvez duvidasse que combinariam tão bem. Uma sensação do inusitado! Nem precisei de ajuda de qualquer tostinha para acompanhar. Comi de garfo e faca e foi um sabor de bom queijo e boa carne sem gordura que engoli devagar para saborear. Repeti mais uma fatia e fiquei jantada. Nada do que viesse me…
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Chef João Ricardo Alves
Arkhe quer dizer, começo em grego e foi isso que o Chefe João Ricardo Alves, fez quando decidiu abrir o seu restaurante vegan e vegatariano em Lisboa. Depois de muitas complicações para alugar o espaço, mais uma vez, como em tantos outros momentos da sua vida, a sorte esteve do seu lado e o negócio acabou por se dar. No antigo espaço do restaurante Pachamama, um espaço ligado à cozinha vegetariana e aos produtos biológicos, o chefe brasileiro optou por manter muito do que encontrou. Os arcos em pedra continuam lá, assim com as lâmpadas descaídas que acabam por dar algum conforto ao espaço que dispõe de várias mesas em madeira. As paredes, brancas, seguram duas estruturas pretas onde estão vasos de plantas. A poucos metros do Cais do Sodré, João diz-se satisfeito com o resultado final do espaço e com a sua vizinhança. “No início, muitos falaram que esta…
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A Lampreia
Tenho de ser politicamente correcta e hoje falo-vos de um prato de cozinha portuguesa altamente apreciado e tradicional. Eu nunca provei. Chegou para muita gente a época, curta, mais palpitante do calendário dos cozinhados. Chegou a época da Sra. Lampreia. A par dos restaurantes que a estão a cozinhar para take-away ou entregas em casa um pouco por todo o país, os pescadores do Alto Minho estão a trabalhar a toda a velocidade para fornecerem a tempo e a horas todos os restaurantes especializados nos cozinhados com Lampreia. Nuns casos já amanhadas, com todos os temperos e pronta a cozinhar, mas também vivas, para servirem os restaurantes ou aqueles que as preferem amanhar e preparar a gosto. Há carrinhas carregadas de lampreia que todos os dias viajam entre as margens do rio Minho e Lisboa, mas as entregas também chegam até ao Algarve e outras paragens. Depende das encomendas. Para…
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Fábrica de Sto. António
Recebi de presente da irmã que veio da Madeira, um pacote de bolachas de gengibre. As bolachas vinham num pacote de cartão lindo e o aspecto é magnífico. As bolachas são bem boas. Estaladiças, feitas de farinha de arroz, mel e gengibre. Nunca tinha comido bolachas tão delicadas e aromáticas. Lendo a história desta fábrica fico a saber que em 1838 o Sr Francisco Roque resolve abrir uma fábrica de biscoitos e bolachas no Funchal. Desenvolve o negocio a partir das receitas caseiras da sua mulher. Hoje já vai na 5. geração a trabalhar e sempre com qualidade. A Fábrica situa-se numa esquina da Rua 31 de Janeiro no centro da cidade, e o edifício está recuperado e é bonito. Um dos donos Bruno Vieira, diz com graça que a fábrica quando as bolachas saem do forno, toda a rua fica perfumada pelo cheiros . Diz também que o que…