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O Sardinha de Alfama
Portugal voltou abrir. A minha vontade era comer algo tipicamente português. Comer um Bitoque com um ovo a cavalo, que saudades! Eram várias as opções, uns sítios mais sofisticados, outros mais tasca. E era mesmo esse conceito que procurava. Fiz consulta em vários guias e fui levado para Alfama. O Sardinha de Alfama, paredes meias com a igreja ortodoxa gerida pela comunidade ucraniana de Lisboa, foi a minha escolha. O senhor Duarte lá me recebeu de braços abertos, sempre muito atencioso e com dezenas de historias para contar. Sabe tudo sobre o corte de carnes e comida sustentável. Tem a preocupação de mudar regulamento o óleo dos fritos. Pedi o famoso bitoque com ovo a cavalo, servido com batatas de verdade e arroz solto. Para acompanhar bebi um vinho novo da pipa. tudo isto me deu um prazer infinito. comi pão e um queijo seco. paguei 11 euros. Fui para…
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Edo Suhi
E voltamos ao…sushi. De todas as vezes que ia ao Edo Suhi, pedia o menu All You Can Eat, e por uma razão ou outra nunca saia satisfeito, ora porque não gosto de todo de sushi frito, ora porque não gosto dos molhos que a maior parte das vezes serve para disfarçar alguma falta de frescura no peixe. Desta vez foi diferente…pedi o Menu Degustação do Chef, e acertei!!! Começamos por pedir um Vinho Branco, e não havia! Quando isto acontece fico sempre de pé atrás, mas enfim… foi-nos sugerido outro e que boa escolha. Vamos lá ver… Quinze minutos depois, eis que começa o “desfile” de pratos… O primeiro, um Lírio dos Açores com Ovas a marinar num molho fantástico – Aprovado De seguida Niguiris variados com o toque do Chef , infelizmente não tomei nota de todos os ingredientes, mas estavam todos maravilhosos!- Aprovadíssimo! Para finalizar, o Sashimi,…
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Chef Filipe Carvalho
Com a estrela Michelin as costas Filipe Carvalho não brinca de roda dos tachos. Os clientes que chegam são exigentes e sabem porque lá vão. E um Chef Executivo muito respeitado e dotado que tem um futuro radioso pela frente. Cinquenta segundos , fifty seconds, em inglês , é o tempo que o elevador da Torre Vasco da Gama, em Lisboa, demora a chegar do rés-do-chão ao último andar. É lá, a 120 metros de altura, com uma vista panorâmica de 360º sobre o Tejo e o Parque das Nações, que, desde novembro de 2018, mora o Fifty Seconds by Martín Berasategui, um sofisticado restaurante onde trabalha Filipe Carvalho. A comida que ali se apresenta vem da criatividade de Filipe Carvalho e o restaurante está entregue a mãos portuguesas. Ele é o chef executivo e da equipa fazem ainda parte Maria João Gonçalves, chef pasteleira, Rui Monteiro, chef de sala e Marc Pinto, escanção que trata dos…
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A Fogaça
Sabe muito bem é fofo doce e muito saboroso. O pão doce típico de Santa Maria da Feira tem mais de cinco séculos de história e distingue-se, pelo seu formato com quatro saliências, como torres de um Castelo. A fogaça fez-se um doce tradicional por ser oferecido a São Sebastião em troca de proteção contra a peste bubônica e hoje há quem também a considere um amuleto contra a COVID-19. Após o desaparecimento da doença, a tradição ficou marcada com o feriado municipal a 20 de Janeiro para se fazer a festa da fogaça. A receita leva Açúcar, sal, farinha de trigo, fermento, ovos e manteiga. Um toque de canela e limão para finalizar. Deste casamento nasce a fogaça. Os pasteleiros dizem que a receita pode e deve ser partilhada, pois o segredo está nas mãos do confeiteiro. Vaidosos! A fogaça até tem direito a um Museu Vivo que é…
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Queijo da Serra da Estrela
Neste tempo de confinamento deu-me para experimentar diversos queijos da serra e analisa-los a lupa. Comer devagar, ler os rótulos, informar-me das queijarias, e sentir as diferenças entre uns e outros. Um bom queijo da serra tem de ser feito com leite de ovelha bordaleira da raça Serra da Estrela da melhor qualidade, o que implica riqueza e pureza da forragem que as ovelhas pisam e consomem diariamente em campo aberto. Depois a utilização de cardo natural na coagulação e criação da pasta de queijo que se forma. E finalmente, a cura perfeita, em que os elementos leite, sal e cardo se conjugam harmoniosamente para dar queijos elegantes, intensos e macios. E qual é a melhor técnica para se provar? Fui saber. Colocar no dedo indicador um pedaço de pasta de queijo, pó-lo na língua, e com a língua pressione a pequena amostra de queijo contra o céu da…
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A Brasa do Prior
Uma grande surpresa a comida da Brasa do Prior. Saborosa, feita no momento e muito bem temperada. O chef Vítor Silva, acompanhado pela sua mulher, Natacha Lobo, mudou-se de armas e bagagens da zona do Porto para o Prior Velho, Loures. Com mais 20 anos de experiência na restauração, o empresário trouxe, para além da sua companheira e braço-direito, praticamente toda a sua equipa para a “nova” Brasa do Prior, uma casa com fama na zona, mas que necessitava de uma nova vida para voltar à ribalta. A decisão, assume o atual proprietário, foi algo “arriscada”, até porque ocorreu em plena pandemia, mas Vítor arriscou e a Brasa do Prior tem sido um sucesso, principalmente no área dos churrasco. O novo conceito, assente na fartura dos restaurantes do Porto, tem surpreendido a clientela e já está no bom caminho, para se tornar na grande referência do Prior Velho. Entre os…
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Asoka – Talho sem carne
O projeto é de Diogo Borges e o primo, Frederico Neves. O primeiro trabalhava na área do turismo, o segundo é piloto. Aproveitaram a pandemia, em que tinham mais tempo livre, para montar este negócio. Querem mostrar às pessoas que há alternativas para tudo. Diogo tem 1,90 metros e para ficar saciado comia dois hambúrgueres de carne, e com estes come apenas um e fica bem. No Asoka trabalham quatro cozinheiros que criam todos os produtos, que são depois congelados num abatedor de temperatura, e terminados na casa dos clientes. Há hambúrgueres, almôndegas, salgados (como croquetes, chamuças ou falafel), e molhos (maionese de castanhas, e ajvar — um molho típico dos Balcãs). Os salgados, por exemplo, podem ser comprados já fritos e ultracongelados, ou por fritar. Podemos fazer as nossas compras no número 267B, da Avenida Comandante Gilberto Duarte e Duarte, na Parede, ou comprar através do site e receber em casa.…
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Tacho
Precisei urgentemente de ir ao Ikea fazer uma compra ao postigo! Andava a namorar há muito um tacho que me parecia resistente mas eu não sabia que este que comprei tem a garantia de 25 anos! Vai passar para o filho o para os netos! É um tacho de tampa fechada, mas dá ideia que tem algo bonito a esconder e a vontade é imediata: levantar a tampa para ver o que está dentro. Ponham um tacho na mesa com tampa e vejam qual a reação dos mais curiosos. Levantar É essa a beleza de um tacho no centro de qualquer mesa. As vezes até queimamos os dedos! Também podemos dizer que aquele tem um “belo tacho”, que em poucas palavras tem um belo emprego que não faz nada. Ou então que cozinha bem, e que “é bom nos tachos”. Mas o tacho que fui comprar afinal não é um tacho qualquer! É da gama VARDAGEN…
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As bifanas do Afonso
Ao comando de uma enorme frigideira cheia de molho e carne de porco já não está o Sr. Afonso. Agora quem trata do assunto é José Rodrigues, mas a receita não tem segredo: é “vinho branco e um bocado de banha”, igual a receita do Afonso. Para além de servirem as bifanas cheias de molho, que escorrem pelos nossos dedos dentro de um carcaça fofinha, ainda servem umas sandes de couratos e torresmos, tudo para se comer ao balcão, com uma imperial, e toca a andar. Pode parecer fácil, mas fazer bifanas é uma arte que nem todos dominam. A carne de porco não pode ter muita gordura e o molho é muito importante e depois e só ferrar o dente. Não é por acaso que muitas vezes há fila para se entrar mas vale a espera. Perguntando ao homem da frigideira José Rodrigues, o motivo deste sucesso ele responde com…