Coisas Boas em Alta
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    Chef João Ricardo Alves

    Arkhe quer dizer, começo em grego e foi isso que o Chefe João Ricardo Alves,  fez quando decidiu abrir o seu restaurante vegan e vegatariano em Lisboa. Depois de muitas complicações para alugar o espaço, mais  uma vez, como em tantos outros momentos da sua vida, a sorte esteve do seu lado e o negócio acabou por se dar. No antigo espaço do restaurante Pachamama, um espaço ligado à cozinha vegetariana e aos produtos biológicos,  o chefe brasileiro optou por manter muito do que encontrou. Os arcos em pedra continuam lá, assim com as lâmpadas descaídas que acabam por dar algum conforto ao espaço que dispõe de várias mesas em madeira. As paredes, brancas, seguram duas estruturas pretas onde estão vasos de plantas. A poucos metros do Cais do Sodré, João diz-se satisfeito com o resultado final do espaço e com a sua vizinhança. “No início, muitos falaram que esta…

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    A Lampreia

    Tenho de ser politicamente correcta e hoje falo-vos de um prato de cozinha portuguesa altamente apreciado e tradicional.   Eu nunca provei. Chegou para muita gente a época, curta, mais palpitante do calendário dos cozinhados. Chegou a época da Sra. Lampreia. A par dos restaurantes que a estão a cozinhar para take-away ou entregas em casa um pouco por todo o país, os pescadores do Alto Minho estão a trabalhar a toda a velocidade para fornecerem a tempo e a horas todos os restaurantes especializados nos cozinhados com Lampreia.   Nuns casos já amanhadas, com todos os temperos e pronta a cozinhar, mas também vivas, para servirem os restaurantes ou aqueles que as preferem amanhar e preparar a gosto. Há carrinhas carregadas de lampreia que todos os dias viajam entre as margens do rio Minho e Lisboa, mas as entregas também chegam até ao Algarve e outras paragens. Depende das encomendas. Para…

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    Fábrica de Sto. António

    Recebi de presente da irmã que veio da Madeira, um pacote de bolachas de gengibre. As bolachas vinham num pacote de cartão lindo e o aspecto é magnífico. As bolachas são bem boas.  Estaladiças, feitas de farinha de arroz, mel e gengibre. Nunca tinha comido bolachas tão delicadas e aromáticas. Lendo a história desta fábrica fico a saber que em 1838 o Sr Francisco Roque resolve abrir uma fábrica de biscoitos e bolachas no Funchal. Desenvolve o negocio a partir das receitas caseiras da sua mulher. Hoje já vai na 5. geração  a trabalhar e sempre com qualidade.  A Fábrica  situa-se numa esquina da Rua 31 de Janeiro no centro da cidade, e o edifício está recuperado e é  bonito. Um dos donos Bruno Vieira, diz com graça que a fábrica quando as bolachas saem do forno, toda a rua fica perfumada pelo cheiros . Diz também  que o que…

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    Alheiras Angelina

    Não tinha a certeza se gostava de almoçar uma alheira. Olhava com desconfiança para elas. No talho, no meio de várias qualidades e nomes, resolvi escolher as Alheiras Angelinas. Não sei porquê, mas fiz uma boa escolha. Soube-me bem e não são pesadas mas enchem que se farta. Ontem não jantei a custa de ter almoçado uma alheira Angelina. A empresa Alves & Ribeiro, Lda. é uma empesa familiar, e o nome de Angelina é uma homenagem a mãe já falecida, do gerente da empresa. Dizem eles que possuem um cunho muito próprio na produção de alheiras de Mirandela. Além das alheiras, fabricam todo o tipo de enchidos regionais, Salpicão, Linguiça, Chouriça doce. A Alheira de Mirandela Certificada IGP, é um enchido fumado,  em forma de ferradura, de cor castanho-amarelada, com aproximadamente 25 cm de comprimento e 3 cm de diâmetro, e peso compreendido entre 150 e 200 g. É…

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    Jantar em confinamento

    E quando somos surpreendidos à última da hora, por um convite de um amigo para jantar? Eu sei que estamos em confinamento e dever de recolhimento, mas somos colegas de trabalho, estamos juntos todos os dias, e mais importante, fomos testados à Covid, no dia anterior, com resultados negativos. Funciona mais ou menos como se fosse take-away!!!E agora? Não tenho nada em casa para levar, como é que me vou “desenrascar”? Nada como passar num supermercado perto de si, neste caso o Continente, que está actualmente com a sua habitual “Feira de Vinhos e de Fumeiro”.e estamos safos! Ora bem, este meu amigo, só bebe bons vinhos, é apreciador, sobretudo de vinhos do Douro, e, portanto, não posso ficar mal visto. Vamos lá percorrer a vasta oferta, e melhor ainda, aproveitar as promoções desta Feira. Prateleiras percorridas, chamou-me a atenção este vinho que vos falo hoje, por haver só 3…

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    O meu pequeno almoço

    Flocos de aveia, amêndoas, avelas, nozes pecam, e mel. São muito bons e podemos adicionar, leite, iogurte ou fruta fresca! Eu como logo pela manhã  uma boa taça de cereais da Quaker e para rematar um café. Fica perfeito.  Já experimentei fazer um bolo acrescentando estes cereais e ficou fofo e leve. A aveia integral é um dos cereais mais benéficos para a nossa saúde, porque não tem nenhuma gordura saturada e nenhum sal. A aveia integral é considerada um super cereal. Não é por acaso que tem sido a base da alimentação de várias civilizações e é considerada a rainha dos cereais. A marca Quaker é um produto de origem  americana que  nasceu em 1901 e há pouco tempo foi comprada pela Pepsi. Recomendo. O seu consumo pode ajudar a reduzir os níveis de açúcar no sangue, bem como o risco de sofrer de doenças cardíacas e faz diminuir…

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    Fábrica do Pastel de Nata de Belém

    Os pastéis de nata fazem parte da cultura do país, assim como o vinho do porto, o bacalhau, e tantos outros. O pastel de nata é um dos mais populares e tradicionais doces da pastelaria portuguesa. A receita original foi criada pelos monges do Mosteiro dos Jerónimos e a sua receita secreta ainda não foi revelada.  Os pastéis de nata são crocantes por fora e macios por dentro. Um autêntico cartão-de-visita, o pastel de nata é um símbolo nacional. Saborear um pastel de nata quente, polvilhado de canela e açúcar, é uma delícia! A versão original da receita é um segredo exclusivo da Fabrica dos Pastéis de Belém. Aí na Fabrica a receita dos pastéis está fechada a sete chaves. Os mestres pasteleiros fazem um juramento e assinam um termo de responsabilidade  a garantir que não divulgam a receita. Não sendo a original, aqui vos deixo uma receita de pastel…

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    Mimos

    Sabem aquele dia em que as coisas correm bem, e dizemos para nós próprios, “hoje merecemos um mimo”? E hoje foi dia de mimo!!! Para quem não leu os meus post’s anteriores, vou resumir aqui para não ser muito entedioso… Em Portugal, há três escolas de sushi…os discípulos do Aya, do Tomo, dos brasileiros…e a do Paulo Morais, vá… Desta vez escrevo dos discípulos do Aya! Começando pelo título deste post, tenho de começar pelo princípio. Não sei porquê, mas hoje foi daqueles dias em que temos de nos mimar, mesmo em confinamento!!! E, vai daí, com o que é que nós podemos mimar de melhor…em casa??? Com um bom petisco…em casa. Navegando nas redes sociais, descobri que a Taska Come, na Rua da Madalena, estava a promover um kumshi acabado de fazer… Para quem não sabe, kumshi é uma couve fermentada com uma série de legumes orientais que não…

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    Hot Hot Hot

    Seus malandros(as), não é o que estão a pensar… Hoje vamos falar de comida picante!! Tenho um amigo que é fã de comida picante, e sobretudo dum prato, que nunca tinha ouvido falar, e que já vamos…provar. O prato chama-se Balchão e é um prato tradicional da cozinha Indo-Portuguesa, de Goa, Damão e Diu, outrora pertencentes ao Estado Português da Índia. Trata-se de um prato confecionado com “Balichão”, condimento oriundo da culinária de Macau, preparado com camarões e malaguetas, entre outros. O termo goês Balchão, deriva do termo macaense Balichão. Se o quiser fazer em casa (o que não aconselho) vai precisar de 50(!!!) malaguetas, 1 cabeça de alhos grande, 20 cravinhos, 1 colher de chá de pimenta em grão, 5 cm de Açafrão das Índias, 1 colher de chá de cominhos, 1 colher de chá de canela, 2 colheres de sopa de tamarindo, 1 colher de sopa de açúcar,…