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O Germano
O Germano, restaurante simpático e acolhedor, foi uma bela surpresa! Este pequeno restaurante no coração de Xabregas aproveitou o fecho forçado devido à pandemia para fazer uma remodelação no seu espaço, tornando-o mais moderno, mas não perdendo o seu charme de restaurante tradicional português. Um dos pontos fortes é, sem dúvida, o seu ambiente familiar e acolhedor, onde sentimos a dedicação e empenho que esta equipa / família coloca em tudo o que é confecionado e no atendimento personalizado a cada cliente. O Menu semanal é fixo e as especialidades da casa vão desde a cabidela de galinha e o bacalhau com broa à 2f, o ensopado de borrego e o caril de gambas à 3f, o pernil assado e a tempura de peixe à 4f, as bochechas de porco e a açorda de gambas à 5f e à 6f o tradicional cozido à portuguesa. Tive a sorte de almoçar…
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Dona Mimi – O melhor da zona Alta de Lisboa
Por norma não costumo escrever sobre a primeira visita que faço aos vários locais, por isso esta foi a terceira vez, e já me sinto em condições de opinar. Situado já no limite geográfico da Cidade de Lisboa, fica situada a Dona Mimi, não sei se lhe chame Pastelaria/Restaurante, se, Restaurante/Pastelaria, isto porque quem entra dá de caras com um balcão repleto de bolos e salgados, mas ao fundo fica a zona de refeições propriamente dita. Com uma decoração moderna, e com um jogo de iluminação interessante, sentamo-nos numa cadeira confortável e uma mesa um pouco maior do que o habitual. Segue-se o pedido, e é-nos colocado na mesa, um cestinho de pão, um recipiente de manteiga e uma taça de azeitonas. Desta vez a escolha recaiu sobre o Ensopado de Borrego. Qua surpresa agradável, tudo o que temos direito em relação a temperos (Borrego, salsa, hortelã, louro, tomate, e…
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Ovos mexidos
Eu adoro ovos mexidos ao pequeno almoço mas tem de ser num hotel. Claro que vou poucas vezes mas aproveito sempre, e cada vez me sabem melhor. Então, acompanhados com uma fatia de bacon e pão torrado é um regalo. Fica-se cheio e feliz. Toda a gente sabe fazer ovos mexidos, mas não basta atirar os ovos para a frigideira e já está! Há truques que elevam a refeição até outro patamar. E eu resolvi tirar dúvidas com o cozinheiro do hotel onde passo uma semana de férias e ele ensinou-me alguns truques! Não se deve bater muito os ovos. Misturar apenas um pouco a gema com a clara para ficar levemente tingida de amarelo. Devemos bater sempre com um garfo e não, como agora é moda, com as varetas, que fazem com que o ar seja incorporado. Para ficarem mais macios podemos colocar um pouco de leite . Sabemos que…
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Perto Bento (Sushi & Thai)
Na altura em que estávamos “fechado” utilizei muito os serviços deste espaço! Um restaurante pequeno onde os sabores asiáticos são dominantes. Não conhecia a comida tailandesa, e ali, fui aprendendo o que de melhor se faz na comida tailandesa. Tem alma, o picante prevalece. Apaixonei-me por um salmão com molho Teriyaki. Inusitado, um sabor meio doce. O caril de camarão também é uma optima opção. A refeição começa com uma chamuça que tem poucas parecenças com as goesas. Depois temos várias opções tailandesas, que são de facto todas muito especiais. A sobremesa deve ser uma mouse de manga, divinal! Há ainda para os amantes do Sushi, várias opções. O menu que é muito fresco custa 13 euros. A carta de vinhos é fraca, isto porque os donos estão à pouco tempo em Portugal e muito provavelmente não são grandes conhecedores. O serviço é simpático e muito preocupado com o cliente…
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O Sardinha de Alfama
Portugal voltou abrir. A minha vontade era comer algo tipicamente português. Comer um Bitoque com um ovo a cavalo, que saudades! Eram várias as opções, uns sítios mais sofisticados, outros mais tasca. E era mesmo esse conceito que procurava. Fiz consulta em vários guias e fui levado para Alfama. O Sardinha de Alfama, paredes meias com a igreja ortodoxa gerida pela comunidade ucraniana de Lisboa, foi a minha escolha. O senhor Duarte lá me recebeu de braços abertos, sempre muito atencioso e com dezenas de historias para contar. Sabe tudo sobre o corte de carnes e comida sustentável. Tem a preocupação de mudar regulamento o óleo dos fritos. Pedi o famoso bitoque com ovo a cavalo, servido com batatas de verdade e arroz solto. Para acompanhar bebi um vinho novo da pipa. tudo isto me deu um prazer infinito. comi pão e um queijo seco. paguei 11 euros. Fui para…
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Edo Suhi
E voltamos ao…sushi. De todas as vezes que ia ao Edo Suhi, pedia o menu All You Can Eat, e por uma razão ou outra nunca saia satisfeito, ora porque não gosto de todo de sushi frito, ora porque não gosto dos molhos que a maior parte das vezes serve para disfarçar alguma falta de frescura no peixe. Desta vez foi diferente…pedi o Menu Degustação do Chef, e acertei!!! Começamos por pedir um Vinho Branco, e não havia! Quando isto acontece fico sempre de pé atrás, mas enfim… foi-nos sugerido outro e que boa escolha. Vamos lá ver… Quinze minutos depois, eis que começa o “desfile” de pratos… O primeiro, um Lírio dos Açores com Ovas a marinar num molho fantástico – Aprovado De seguida Niguiris variados com o toque do Chef , infelizmente não tomei nota de todos os ingredientes, mas estavam todos maravilhosos!- Aprovadíssimo! Para finalizar, o Sashimi,…
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Chef Filipe Carvalho
Com a estrela Michelin as costas Filipe Carvalho não brinca de roda dos tachos. Os clientes que chegam são exigentes e sabem porque lá vão. E um Chef Executivo muito respeitado e dotado que tem um futuro radioso pela frente. Cinquenta segundos , fifty seconds, em inglês , é o tempo que o elevador da Torre Vasco da Gama, em Lisboa, demora a chegar do rés-do-chão ao último andar. É lá, a 120 metros de altura, com uma vista panorâmica de 360º sobre o Tejo e o Parque das Nações, que, desde novembro de 2018, mora o Fifty Seconds by Martín Berasategui, um sofisticado restaurante onde trabalha Filipe Carvalho. A comida que ali se apresenta vem da criatividade de Filipe Carvalho e o restaurante está entregue a mãos portuguesas. Ele é o chef executivo e da equipa fazem ainda parte Maria João Gonçalves, chef pasteleira, Rui Monteiro, chef de sala e Marc Pinto, escanção que trata dos…
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A Fogaça
Sabe muito bem é fofo doce e muito saboroso. O pão doce típico de Santa Maria da Feira tem mais de cinco séculos de história e distingue-se, pelo seu formato com quatro saliências, como torres de um Castelo. A fogaça fez-se um doce tradicional por ser oferecido a São Sebastião em troca de proteção contra a peste bubônica e hoje há quem também a considere um amuleto contra a COVID-19. Após o desaparecimento da doença, a tradição ficou marcada com o feriado municipal a 20 de Janeiro para se fazer a festa da fogaça. A receita leva Açúcar, sal, farinha de trigo, fermento, ovos e manteiga. Um toque de canela e limão para finalizar. Deste casamento nasce a fogaça. Os pasteleiros dizem que a receita pode e deve ser partilhada, pois o segredo está nas mãos do confeiteiro. Vaidosos! A fogaça até tem direito a um Museu Vivo que é…
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Queijo da Serra da Estrela
Neste tempo de confinamento deu-me para experimentar diversos queijos da serra e analisa-los a lupa. Comer devagar, ler os rótulos, informar-me das queijarias, e sentir as diferenças entre uns e outros. Um bom queijo da serra tem de ser feito com leite de ovelha bordaleira da raça Serra da Estrela da melhor qualidade, o que implica riqueza e pureza da forragem que as ovelhas pisam e consomem diariamente em campo aberto. Depois a utilização de cardo natural na coagulação e criação da pasta de queijo que se forma. E finalmente, a cura perfeita, em que os elementos leite, sal e cardo se conjugam harmoniosamente para dar queijos elegantes, intensos e macios. E qual é a melhor técnica para se provar? Fui saber. Colocar no dedo indicador um pedaço de pasta de queijo, pó-lo na língua, e com a língua pressione a pequena amostra de queijo contra o céu da…