Coisas Boas em Alta
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    Cataplana

    Como é bom comer uma cataplana. O único inconveniente é que demora a cozinhar e temos de nos entreter a comer umas entradas à espera que ela apareça. Vem muito vistosa na sua panela bonita. A cataplana de marisco é cozinhada num utensílio de cozinha feito de cobre e em forma de concha. Tem duas partes côncavas unidas por uma dobradiça que, com a ajuda de dois fechos laterais todos os ingredientes ficam fechados, o que faz como estão retidos se misturem como em nenhum outro utensílio de cozinha. Pouco se sabe das origens da cataplana, mas tudo indica que foi durante o período em que o Algarve esteve sob o domínio árabe que ela terá surgido.  De tempos antigos chegam-nos documentos que referem a abertura de uma cova no chão onde a cataplana era colocada sobre brasas incandescentes e coberta com areia. Este tipo de cozedura ao ar livre está…

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    Ostras sobre rodas

    Verão rima com amigos, copos, convívio, e pôr do Sol. É evidente que não rima, mas é verdade! Pois é… após um convite inusitado, lá fui eu para Belém, assistir ao “Sunset” à beira-rio. Depois duns copos numa esplanada duma conhecida unidade hoteleira, alguém se lembrou em comer qualquer coisa “fora do normal”. E alguém se lembrou duma roulotte uns metros mais á frente e que tinha um nome bem sugestivo, nada mais, nada menos que “Ostras sobre rodas”. Como o próprio nome indica, neste local, mesmo junto ao Padrão dos Descobrimentos, servem umas ostras, que sabem tão bem, como a paisagem que se pode vislumbrar a partir das mesas que estão colocadas junto ao balcão. Pedido feito, chegaram as estrelas da casa, acompanhadas por um gomo de lima, que colocada em cima da ostra, deixa um sabor fresco no nosso palato. Estás estavam muito frescas, carnudas e na temperatura…

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    Kailua Restaurante

    Ontem jantei no Kailua, um restaurante mágico na Fonte da Telha. Não conhecia. Como é possível não conhecer o Kailua aqui na Fonte da Telha que abriu portas em 2013? O Kailua restaurante tem 3 pisos e diferentes ambientes. No piso da entrada, temos uma zona de restaurante tradicional, com esplanada virada para o mar. No piso intermédio, podemo-nos sentar em mesas, mas aqui já estamos com os pés da areia. Há ainda uma zona no areal da praia com cadeiras de madeira e guarda-sóis de palha. Um ambiente super descontraído, mas cheio de classe. Extremo bom gosto, com música adequada ao sunset. Fez-me lembrar o ambiente maravilhoso de Formentera! Optamos por pedir várias entradas para petiscar. Desde o húmus caprese, aos croquetes de espinafres, à triologia de cogumelos e ao ceviche de salmão, estava tudo delicioso e com muito boa apresentação. Acompanhamos a refeição com um jarro de mojito…

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    Portugália

    Hoje foi dia de vacina!  Há sempre uma carga nervosa, mesmo que se saiba que não doi!  Acaba por ser um momento de alguma tensão, mas que um minuto depois, passa.  Com a descompressão fico com vontade de fazer coisas.  Comer um grande bife e uma cerveja de trigo, eram os desejos que sentia apos a vacinação! Por esse motivo, quando sai do centro de vacinação o meu cérebro encaminhava-me para República da cerveja, que lamentavelmente, virou uma pizzaria!  A segunda opção foi a cervejaria Lusitânia, que infelizmente também estava fechada.  Decidi ir à renovada Portugalia do centro comercial Vasco da Gama.  A surpresa foi muito agradável, fomos atendidos por um empregado muito simpático, que sugeriu logo como entrada um casco de sapateira, que estava uma delícia.  Para completar a refeição sugeriu um pica pau!  Carne de primeira qualidade, bem temperada e muito saborosa,   A regar este repasto, tomei uma imperial BOHEMIA  A experiência foi opima e acabei por pagar por tudo…

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    Ze do Moinho

    O Zé do Moinho é um restaurante em Salvaterra de Magos, simples mas enorme. E a beira da estrada e tem um parque de estacionamento que facilita a visita dos clientes. Há 3 salas e uma boa esplanada onde almocei. Disseram-me que seguem receitas familiares e achei que a comida é bem feita e saborosa. Comi uma sopa de peixe com bocadinhos de pescada branca que caiu muito bem. Mas a especialidade da casa são as enguias:  fritas, grelhadas em caldeirada ou em ensopado. As enguias fritas são servidas com um arroz de feijão solto e estavam torradinhas e comeu-se rapidamente. Cada dose são 14€. Também se pediu um Ensopado de Enguias a Ribatejana que vinha com um molho espesso que molhado no pão também desapareceu num repente . Mas quem não aprecia enguias pode escolher um borrego no forno ou numa espetada à Ribatejano. Terminei a refeição com uma fatia…

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    Os Barretes

    Uma pastelaria normalíssima igual a tantas outras, mas com uma coisa a diferenciá-la que estranhei. Parece que parou no tempo. A decoração ao fundo tem uns rádios antigos com a fotografia dos Parodiantes de Lisboa. Este programa começou um 1947 e foi seguido por muitos ouvintes! Foi um programa de humor e muito divertido que durou anos no ar. Dois deles eram de Salvaterra de Magos e resolveram criar uma pastelaria com o nome da Cabana dos Parodiantes. E lá nasceram umas queijadas que são uma especialidade maravilhosa, os tais “Barretes”. É claro a receita é de uma avó e é segredo. São pequenos e são feitos à base de ovos, farinha, amêndoa e laranja. Cada barrete custa 1€ e está embrulhado num papel. Há fila para os comprar e a embalagem para quem compra 6 é muita engraçada. Um barrete de campino. Enfie o barrete que destes vai gostar!

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    Pão de Ló da minha Mãe

    Hoje temos aniversário na família e número redondo. O meu Pai faz 70 anos. Muitos Parabéns! Sou fã de bolos caseiros. Em casa dos meus avós maternos de Abrantes tínhamos o hábito a cozinhar em família. É tão bom o convívio à volta dos tachos e tão boas as conversas que se tinham durante a tarde toda na cozinha. Pois hoje trago-vos uma receita muito simples da minha querida Mãe. O clássico pão-de-ló de Alfeizerão, de Ovar ou simplesmente pão-de-ló húmido. Ingredientes: – 6 ovos + 2 gemas – 100 gramas de açúcar – 75 gramas de farinha Bater os ovos com o açúcar, durante cerca de 10 minutos, com a simples batedeira. Envolver a farinha e colocar tudo numa forma sem buraco, revestida a papel vegetal. Não são necessários robots de cozinha nem máquinas sofisticadas. Vai ao forno (pré-aquecido a 210ºC) durante cerca de 15 minutos. Um bolo delicioso,…

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    Queijo da Ilha de São Jorge

    Gosto muito de queijo e então os queijos dos Açores são todos muito bons. Sabe-me bem comer numa simples sandes, mas com banana acho o máximo. Das vezes que visitei os Açores fui sempre ver alguma queijaria a funcionar e da gosto ver como eles trabalham o leite para depois aparecer um belo queijo. Agora o queijo que mais gosto está de parabéns. O Queijo São Jorge de 24 meses foi premiado com a medalha “O Melhor dos Melhores” no 11º Concurso Nacional de Queijos Tradicionais Portugueses de Cura Prolongada. Organizado pelo CNEMA e pela Qualifica, esta distinção foi feita a partir de uma prova cega de diversas amostras, em representação de várias regiões do país. Ouvi agora Nuno Sousa, Diretor Comercial e Marketing da LactAçores, todo contente com o prémio pois é  o reflexo do trabalho que a equipa e os produtores fazem diariamente para desenvolver o potencial da…

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    Pastel de Nata de Cereja

    Fui visitar uma aldeia que nunca tinha ouvido falar. A Aldeia de Alcongosta. Muito bonita próximo do Fundão. Fomos à procura do tal pastel de nata de cereja, que nasceu em 2010 pela mão dos alunos da escola de hotelaria do Fundão, que é vendido num pequeno café. Este pastel é feito com cereja aos pedacinhos e polpa de cereja misturados com natas. A base pareceu-me que não é feita com massa folhada. Eu comi acabados de sair do forno e achei-os muito bons e saborosos. O café é o K4 e os proprietários muito amáveis e prontos a explicar e a vender doces de cereja, compota de cereja e variados licores. Pequeno espaço que estava cheio com pessoas a quererem comprar. Apenas uma nota: quando comi um já frio não foi a mesma coisa. Mas valeu a pena a experiência!