Coisas Boas em Alta
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    Direto ao…Rêgo!

    Não se iluda caro leitor com o título do artigo, mas é mesmo o destino a incluir no seu roteiro se quer comer bem. Apesar deste restaurante estar há 40 anos no mesmo sítio nunca tinha ouvido falar dele. Foi através das redes sociais que hoje o descobri e resolvi ir experimentar. Chama-se Lucimar, que deve ser de certeza a junção do nome dos proprietários tipo Lúcia e Mário (ou outros que a vossa imaginação conseguir conjugar). Chegada ao restaurante muito cedo (pelas 19h00), abro a pequena porta que dá para o interior deste restaurante que deve ter uma lotação máxima de 40 lugares e pasme-se, tudo cheio! Simpaticamente recebido por um elemento do staff, de resto todo muito disponível e atencioso, foi-me proposta uma mesa reservada, mas que poderia utilizar se saísse até ás 20h00. Desafio aceite e sentei-me a ver o menu. Com bastantes propostas, logo me chamou…

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    Frente à Assembleia em Sâo Bento, Jardim do Senhor Lisboa é um achado

    Há restaurantes assim: decoração agradável, atendimento de bom nível, comida óptima apresentação e (sobretudo) de qualidade. Não ficámos no jardim, porque era um dia frio (no Verão deve ser extremamente agradável). A sala é espaçosa e bem decorada. Como éramos várias pessoas, o empregado sugeriu que escolhêssemos diversos petiscos para partilhar, já que este é um conceito do restaurante. Sugestão aceite, avançou-se para um Lírio (trata-se de um cocktail de apresentação) a acompanhar como entradas umas azeitonas do Douro marinadas, pão de fermentação natural, manteiga de levedura e pica-pão. Muito bom. Seguiram-se umas tarteletes de cogumelos, manteiga castanha, pimenta rosa e ervas de jardim (o Pede-me Isto), depois uns croquetes de Beringela, Queijo de S. Jorge, molho de gemas fumado e whisky (venham mais cinco, mas não paga o Zeca), em seguida Couve-flor frita, molho de gochujang e óleo de sésamo (Esta flor não se cheira, frita-se) e para terminar…

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    Os Courenses

    Sexta-feira, dia de ir jantar fora. Nada melhor que usar o serviço Gira, as bicicletas partilhadas. Sem ficar com a consciência pesada se consumir um pouco mais que o normal. Adoro o bairro de Alvalade, há uma energia boa, fazendo lembrar um pouco os bairros típicos, onde as pessoas se encontravam para tomar café e conversar. Acabei por entrar no único restaurante com mesa disponível, Os Courenses. Que boa escolha, cheirava a comida tradicional Portuguesa e era mesmo isso que tinha vontade de comer. A ementa é gigante e toda ela de fazer crescer água na boca. Começámos com as miniaturas de salgados (1.40€ cada). Estavam ótimos, acabados de fazer, ainda quentes. Para acompanhar decidi pedir o vinho da casa, tinha lido a nota de prova e deixou-me cheio de vontade. Um vinho da região de Alpedrinha (8€), uma verdadeira surpresa, agradável, acabando por ser a melhor escolha para o…

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    Grelha da Barra

    A “Carne Mirandesa” é o expoente máximo da produção da Raça Bovina Mirandesa, que em harmonia com as condições edafo-climáticas, aliado ao saber fazer de quem a produz, resulta num produto de referência nacional e internacional. A Raça Bovina Mirandesa possui características genéticas próprias que associadas a um sistema de alimentação natural conferem à carne qualidades organoléticas ímpares. Destaca-se, a excecional tenrura e suculência, aromas e sabores que a diferenciam de qualquer outra carne de bovino. A “carne Mirandesa” deu origem a um prato que é um dos ex líbris da gastronomia portuguesa, em particular da transmontana, a famosa “Posta Mirandesa”. Ontem, por terras Oeirenses na GRELHA DA BARRA, uma das muitas embaixadas da boa comida transmontana, não me debati com uma posta, mas sim com uma morcela assada de entrada e uma divinal espetada de carne Mirandesa. O fantástico repasto fora confecionado pela Dona Helena, uma transmontana de Mogadouro,…

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    Restaurante Toledo – Reino de D. Henrique no Lumiar

    Tal como Lisboa, Toledo é de facto uma aula de história. A cidade, fundada em 192 a.c pelos romanos, foi capital do Reino Visigótico e do Reino de CASTELA, e durante séculos era povoada pacificamente por cristãos, judeus e mulçumanos. o que a fez ficar conhecida como “A cidade das três culturas”. Por força de uma sugestiva recomendação, eu, CASTELA de apelido, fui à descoberta do RESTAURANTE TOLEDO, um feudo de D. Henrique Teixeira, ” Conde” de Valpaços, que tão bem soube conquistar este ” quartel gastronómico” no Lumiar em meados de 2017. Aqui, o idioma mais falado é a Lingua de Bacalhau num fabuloso arroz de coentros, muito, mas muito bem confeccionado. A frescura e textura dos coentros, confere-lhe um sabor e aroma, que em nada fica atrás da excelência das melhores casas Alentejanas, que tão bem confecionam esta erva aromática. O peixe Galo frito com arroz de tomate,…

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    Talvez sim, talvez não

    O “À Parte” Será um bom restaurante? Não é a primeira vez que vou a este restaurante situado na Av. Defensores de Chaves, em Lisboa. E, mesmo assim continuo na dúvida se será, ou não, um bom restaurante. Não é problema da decoração: todas as salas são diferentes, existe até um agradável espaço exterior. É verdade que a comida é bem confeccionada e a apresentação cuidada. Mas falta-lhe ali qualquer coisa, que ainda não sei bem o que seja. Não foi problema do couvert, nem do (razoável) mojito de maracujá. Vindos os pratos, entre os convivas saudou-se a picanha no ponto ou os filetes de robalo com o risoto de camarão (quase no ponto). Já o meu polvo poderia estar mais bem acompanhado, porque os legumes se apresentaram demasiado cozidos. A acompanhar um vinho tinto do Douro e cerveja preta. Para sobremesa uma falha: apenas havia um exemplar de cheasecake…

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    Valorize a Gastronomia Saudável

    CATAPLANE e sinta o verdadeiro sabor dos alimentos. Prefira as técnicas culinárias saudáveis tradicionais. A gastronomia do Mediterrânico é simples e tem por base os preparados de panela como as jardineiras, os estufados, as caldeiradas, as sopas, as cataplanas e ainda em Portugal os arrozes e os grelhados. Pela presença de água, do azeite e da água de cozedura dos alimentos, estas formas de confeção, preservam as qualidades nutricionais dos alimentos. Este conhecimento deve ser preservado e partilhado entre gerações. Na Cataplana, utilizam-se ervas aromáticas para acrescentar sabor aos alimentos diminuindo o sal que adiciona durante a confeção. Um cozinhado na cataplana é uma experiência magnífica que nos leva a experimentar o expoente máximo de um sabor verdadeiramente incomparável. As suas formas harmoniosas aliadas á sua versatilidade fazem da cataplana um utensílio muito especial, diferente de qualquer outra panela. Podendo-se desmontar, cozinhar em qualquer uma das partes, servir apenas com…

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    Restaurante Taberna da Maré

    Há quase 30 anos que o restaurante Taberna da Maré está no Largo da Barca, gerida por Zeca Pinhota. O carismático proprietário deste restaurante em Portimão agarrou numa taberna que ali existia desde o início dos anos 40 e despiu completamente o espaço existente para o reconstruir tal e qual como sempre foi, com balcão alto de taberna forrado a azulejo, mesas e bancos compridos de madeira e garrafões de vinho de 5 litros a adornar prateleiras. Nas paredes partilha connosco uma extensa coleção de fotografias a preto e branco em que o olhar sensível de Júlio Bernardo, reconhecido fotógrafo portimonense, ilustra as memórias mais autênticas da cidade de Portimão. Quando nos debruçamos sobre a ementa da Taberna da Maré, nela encontramos a mesma forte personalidade algarvia, com grande orgulho na herança gastronómica de várias gerações de uma família portimonense. Deste restaurante de Portimão, destacamos os pratos da cozinha marinheira…

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    A Confraria

    O cabrito de cachafrito é um prato muito apreciado no Alto Alentejo de origem judaíca. Mas o que muita gente desconhece, é a origem desta receita antiga. Reza a história que os antigos do Alto Alentejo, com dificuldade em conservar a carne, sem que esta se estragasse, inventaram a técnica do cachafrito. A carne era cozida, temperada em cebola e conservada num pote de banha. Nos dias de festa, a carne era frita enquanto a banha que a envolvia se derretia vagarosamente. A prática acabou por se revelar um sucesso e surgia assim um prato cujo sabor e tradição perdurou até aos dias de hoje. Uma verdadeira maravilha bem aromatizada por uma hortelã de sabor intenso e fresco. A alhada de cação com coentros é outra reliquia alentejana, uma tradição que se mantem de um peixe pouco consumido em Portugal, e que ia para o interior Alentejano, porque o outro…