Coisas Boas em Alta
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    Espumante Alentejano

    Se nos lembrarmos de Espumante, a última região de que nos lembraríamos, é sem dúvida, a região do Alentejo. Normalmente pensamos na Região da Bairrada, na de Távora Varosa, ou mesmo nas Regiões do Vinho Verde. Produzido na região da Vidigueira, no Baixo Alentejo, este Espumante, Herdade dos Veros, é uma verdadeira (e agradável) surpresa. Aberto o vinho, solta no ar, um aroma a frutos cítricos, mas sem conseguir definir qualquer um deles, o que denota um bom equilíbrio. Enchidas as “flutes”, sim porque isto de fazer a prova dum Espumante trazido por um amigo, tem que se lhe diga. Já na “flute” conseguimos observar um vinho de cor clara, com reflexos de dourado, já quanto ao grau alcoólico, segundo indicações do Produtor este anda a rondar os 11,5 º. Quanto ao aroma, pareceu-me um vinho muito frutado, que deixa no final um gosto prolongado a especiarias, fresco, encorpado e…

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    Vinho verde

    Eu não sei quase nada de vinhos mas os verdes gosto e muito. Um copo de vinho verde rejuvenesce-me e sabe-me muito bem.  Gosto de saber as novidades deste vinho e até recebo informação específica sobre vinho verde. Algumas pessoas torcem o nariz quando se fala em vinho verde alvarinho. Alvarinho é uma casta branca da espécie da Vitis vinifera originária de norte de Portugal. É a mais nobre das castas brancas portuguesas e produz um vinho de elevadíssima qualidade. Alvarinho é uma uva típica portuguesa, originária de Melgaço, região dos vinhos . Mas os espanhóis tentam reivindicar sua origem, alegando ser da Galiza. Lá leva o nome de Albariño.  É uma das castas brancas mais notáveis e considerada, por muitos, a melhor de Portugal. Tem baixa produção, pois os  seus cachos são pequenos e com muita semente. Apesar dos bagos serem pequenos, a uva tem a pele grossa o que permite…

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    Encostas do Enxoé

    Há uns anos o meu pai falava-me neste vinho! Dizia-me que bebia este vinho a um preço muito simpático numa tasca no bairro Alto. Decorei o nome e sempre que vejo peço! talvez seja uma homenagem que faço ao meu velhote, que ate deixou de beber há vários anos (talvez fosse mais feliz se tivesse continuado a beber um tinto ao almoço). É um Alentejano intenso, o meu irmão até falava que parecia doce, esse doce vem da fruta talvez ameixa e um toque a baunilha (há quem diga que tudo me sabe a baunilha). Como alentejano que é sinto um sabor a madeira, mas acaba por ser suave. Como dizem os entendidos tem um final de boca longo! Acompanhei este vinho com um prato de carnes bem temperado, o que potencia este néctar. Acabei por pagar 14 Euros pela garrafa, o que acaba por ser um preço muito bom…

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    Licor beirão

    Este licor para mim, sabe-me sempre bem e a pouco. Ponho uma pedra de gelo e aos golinhos bebo o cálice todo. Um dia exagerei e além de ficar muito sorridente e a achar que o mundo era lindo não consegui andar sem fazer uns esses. A história de Licor Beirão está intimamente ligada à da publicidade em Portugal. O fundador da marca, José Carranca Redondo, apostou desde cedo em formas criativas e arrojadas de comunicar o seu produto. Muitas dessas campanhas são, ainda hoje, recordadas pelo público. Apenas um ano depois de ter adquirido a fábrica de licores onde trabalhara em menino, José Carranca Redondo pediu um empréstimo para produzir e distribuir cartazes em estradas e cafés de norte a sul do país. Neles anunciava a sua bebida: Licor Beirão. Foi a primeira grande campanha publicitária de uma marca portuguesa.  Seguiram-se a construção de outdoors, ainda em madeira, chapéus de papel oferecidos em…

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    Quinta do Espinho

    A pergunta surge no primeiro minuto:“É feito em Espinho?” Que agradável surpresa, um vinho do Douro que nunca tinha ouvido falar! Um vinho de cor grená perfeito para acompanhar uma posta Mirandesa! Era um género de jantar de natal com o meu irmão!Ele ainda não muito ligado à cultura do vinho, mas cheio de vontade de aprender e desfrutar. O empregado sugeriu este elegante vinho de 14 graus, mas com uma leveza tão grande que nem se sente o peso do álcool. Há um sabor a fruta vermelha, talvez cereja! Em casa consultei os preços, é possível comprar este vinho por 14€ e vale bem a pena a experiência! Consultado algumas aplicações, descobri que este vinho tem a classificação de 3.9, numa escala de 5! Por isso e pela prova que fiz, garanto que se trata de uma boa escolha! Quinta do Espinho

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    A Cadeira Gonçalo

    Uma cadeira nascida e pensada em Algés em 1953, e é uma cadeira portuguesa. Está em todo lado, nas esplanadas e já nem reparamos nela. O design é do mestre serralheiro português Gonçalo Rodrigues dos Santos e está espalhada pelo mundo fora. Pensada para facilitar a empilhamento na abertura e fecho das esplanadas. São projetadas para durarem muito tempo, são resistentes e a utilização do aço faz a diferença. É capaz de ser a cadeira que mais portugueses se senta. As esplanadas, de norte a sul do país, estão cheias destes elementos verdes de aço inox lacado. O barulho metálico é inconfundível. Arrasta para aqui, arrasta para ali. Puxar uma cadeira desta natureza requer perícia, um pouco de força mas, à medida que nos familiarizamos com ela, adquire-se uma certa sensibilidade empática e o puxar torna-se mais leve, mais fácil. A cadeira tem um nome Gonçalo. Sim, é uma cadeira…

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    Adega da Confraria

    Quem diria que no cadaval se produzia bom vinho de mesa! Engraçado porque estas supressas só acontecem em restaurantes de bairro. A proposta era comer sushi, num restaurante pequeno, perto de casa de amigo. O sushi é fresco e muito em conta. A lista de vinhos é curta, e com alguns vinhos populares, o desafio é provar coisas que não conheço. O meu amigo, é daqueles que usa a expressão “Bora lá” mesmo que não seja uma boa escolha. Pedi um “adega da confraria”! Nunca tinha bebido, nem sabia onde era produzido. O meu primeiro contacto foi com odor, que era suave, sem cheiro a álcool. O meu amigo em jeito de brincadeira, começou por dizer que lhe cheirava a baunilha. Tem 3 castas, a saber: Aragonês, Castelão, e Trincadeira Pratas. A minha prova de boca foi suave, gostei do que bebia. Tentei saber mais sobre o vinho, mas há…

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    Ginjinha

    Muito doce ou apenas doce, está na moda beber uma ginjinha antes ou depois do jantar, ou até pela noite fora. Ginjinha ou simplesmente ginja, é um licor obtido a partir da maceração da fruta da ginja, similar à cereja, muito popular em Portugal, especialmente em Lisboa, em Óbidos, em Alcobaça e no Algarve. Foi um espanhol de sobrenome Espinheira que criou a ginjinha.. A ideia era deixar ginjas a fermentar na aguardente com açúcar, água e canela. O sucesso foi tanto, que Espinheira abriu um estabelecimento no Largo São Domingos. Hoje a Ginjinha é paragem obrigatória para turistas e lisboetas e há filas de gente para se comprar um copinho de ginjinha. Mas por toda a Lisboa há quiosques, tabernas a vender e parece que é um bom negócio. Antigamente muitas mães davam uma colher de ginjinha ou seja um gole para as crianças curarem doenças infantis. Não sei…

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    Colossal

    No outro dia fui atraído pelo nome do vinho, “colossal”! É um nome arrebatador, antes de beber, fico com a impressão que vou desfrutar de algo verdadeiramente imperial. A experiência começa logo com o odor, não cheira a álcool, o que me levou a pensar que seria um vinho pouco intenso e nada colossal. Mas foi levado ao engano! Este vinho consegue ser delicado e ao mesmo tempo intenso. É produzido pela casa Santos Lima, da região de Lisboa, que nos últimos anos esta a fazer um grande investimento de promoção dos seus vinhos. Não há dúvida que o marketing tem uma importância gigante para a evolução de uma região, trabalho que já foi feito com sucesso no Alentejo e douro. Isto quer dizer, que ainda é possível comprar um vinho muito bom da região de Lisboa a preços muito simpáticos. Voltando ao Colossal, a nota de prova diz-me que…