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Adega da Confraria
Quem diria que no cadaval se produzia bom vinho de mesa! Engraçado porque estas supressas só acontecem em restaurantes de bairro. A proposta era comer sushi, num restaurante pequeno, perto de casa de amigo. O sushi é fresco e muito em conta. A lista de vinhos é curta, e com alguns vinhos populares, o desafio é provar coisas que não conheço. O meu amigo, é daqueles que usa a expressão “Bora lá” mesmo que não seja uma boa escolha. Pedi um “adega da confraria”! Nunca tinha bebido, nem sabia onde era produzido. O meu primeiro contacto foi com odor, que era suave, sem cheiro a álcool. O meu amigo em jeito de brincadeira, começou por dizer que lhe cheirava a baunilha. Tem 3 castas, a saber: Aragonês, Castelão, e Trincadeira Pratas. A minha prova de boca foi suave, gostei do que bebia. Tentei saber mais sobre o vinho, mas há…
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Ginjinha
Muito doce ou apenas doce, está na moda beber uma ginjinha antes ou depois do jantar, ou até pela noite fora. Ginjinha ou simplesmente ginja, é um licor obtido a partir da maceração da fruta da ginja, similar à cereja, muito popular em Portugal, especialmente em Lisboa, em Óbidos, em Alcobaça e no Algarve. Foi um espanhol de sobrenome Espinheira que criou a ginjinha.. A ideia era deixar ginjas a fermentar na aguardente com açúcar, água e canela. O sucesso foi tanto, que Espinheira abriu um estabelecimento no Largo São Domingos. Hoje a Ginjinha é paragem obrigatória para turistas e lisboetas e há filas de gente para se comprar um copinho de ginjinha. Mas por toda a Lisboa há quiosques, tabernas a vender e parece que é um bom negócio. Antigamente muitas mães davam uma colher de ginjinha ou seja um gole para as crianças curarem doenças infantis. Não sei…
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Colossal
No outro dia fui atraído pelo nome do vinho, “colossal”! É um nome arrebatador, antes de beber, fico com a impressão que vou desfrutar de algo verdadeiramente imperial. A experiência começa logo com o odor, não cheira a álcool, o que me levou a pensar que seria um vinho pouco intenso e nada colossal. Mas foi levado ao engano! Este vinho consegue ser delicado e ao mesmo tempo intenso. É produzido pela casa Santos Lima, da região de Lisboa, que nos últimos anos esta a fazer um grande investimento de promoção dos seus vinhos. Não há dúvida que o marketing tem uma importância gigante para a evolução de uma região, trabalho que já foi feito com sucesso no Alentejo e douro. Isto quer dizer, que ainda é possível comprar um vinho muito bom da região de Lisboa a preços muito simpáticos. Voltando ao Colossal, a nota de prova diz-me que…
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Conde de Arraiolos reserva 2018
Adoro ser surpreendido! Foi o que aconteceu com o conde de Arraiolos reserva 2018! Um alentejano redondo, bem feito! O bem estar começa no seu aroma, uma madeira discreta com frutos vermelhos! Depois quando se prova há um delicado paladar a baunilha e madeira! É um puro alentejano, cheio de intensidade! Bom para comer com pratos de carne e bem condimentados! O preço médio da garrafa ronda os 14€! Foi de facto uma experiência maravilhosa. A repetir sempre que vir uma garrafa à venda.
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Foral de Évora
Confesso desde já que sou um admirador da gama de vinhos da Cartuxa, da Fundação Eugénio de Almeida na produção de vinhos. Já aqui escrevi do vinho Cartuxa, mas desta vez o que aqui me traz, é outro produto do seu portfolio. Desta vez, vou falar do Foral de Évora, um vinho suave, muito frutado com travos de carvalho, canela e baunilha, jovem e com uma graduação à volta dos 15º. Como já disse em crónicas anteriores, não sou enólogo, nem especialista em vinhos. Apenas um apreciador de “mesa”, que gosta de partilhar com os amigos. Portanto peço a quem tiver o trabalho de ler esta crónica, que perdoe algum disparate. Este vinho na minha humilde opinião, está ao nível do Cartuxa, embora com uma notoriedade inferior. Digamos que aconselharia a prova acompanhada com um queijo de Tolosa (Niza), sobretudo se for da casa Queijos Fortunato, e ainda melhor…se possível…
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Gin
Não gostava nada do sabor do Gin mas insisti e agora sou fã . Só com limão e água tônica é muito gelo. É considerada a bebida do momento. Todos os drinks feitos à base de Gin tem muita saída e estão na moda. O Gin é uma bebida destilada a partir de cereais. Passa depois por uma infusão acrescentando-se zimbro e mais umas especiarias. Não é muito forte pois tem só cerca de 38 graus de álcool e não precisa de ser envelhecido. Descoberto no século 17 começou primeiro por ser usado como medicamento! Como tem uma pequeníssima quantidade de quinino na sua composição, os soldados ingleses tinham de beber porque servia para combater o paludismo. E não ficavam contrariados. Escorre pela garganta facilmente e ao terceiro Gin, já se está muito, muito alegre.
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Licor de merda
Licores há muitos mas com o nome de… merda só há um. Em Cantanhede o Sr Luís Sérgio passa os dias a tentar fazer licores com sabores exóticos. Licores de sardinha, polvo e bacalhau são exemplo da sua imaginação humorada. O de m… é feito à base de leite, canela e algumas frutas exóticas. Faz desde 1974, ano da nossa Revolução e no rótulo faz umas considerações sobre isso metendo até o General Vasco Gonçalves ao barulho. Vende imenso para o Brasil e Moçambique porque diz que a língua portuguesa ajuda a vender bem. Eu experimentei e não acho nada de especial e apenas o nome provoca a curiosidade. A cor muito amarela e aguada e no rótulo que tenta ter piada diz que o licor é feito de várias merdas de confiança. Não era preciso
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Um vinho da 4 feira
Adoro ser surpreendido, entrar num restaurante e ser o empregado a escolher o que vou beber. Foi assim que conheci este vinho. Insólito é um vinho suave, nunca tinha ouvido falar, parece que há um normal e este reserva, e um típico alentejano com um sabor a madeira agradável, sem ser muito intenso. Não senti o peso do álcool, bom para acompanhar uma carne temperada oi algo mais simples como uma pizza! Uma optima experiência para uma noite a meio da semana.
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Artesanais
Começaram aparecer no bairro de Marvila. A razão mais plausíveis é o preço do arrendamento, ainda não é estupidamente caro! Certo é que as cervejas artesanais decidiram estabelecer-se em Marvila! A primeira foi a dois corvos, depois a Musa, a Lince e agora a Bolina! Os espaços são parecidos, armazéns recuperados! Não há requinte, há uma cerveja diferente, nada parecida com a cerveja industrial! Engraçado ver a tribo da cerveja, muitos homens, grandes e barrigudos! No tempo do confinamento, admito que ia muitas vezes beber uma cerveja na esplanada, que existia só para mim! As artesanais são de sabor duro, não são de fácil consumo, é preciso gostar e aprender com os que sabem! No fundo estão a tratar a cerveja como se fosse vinho, tentando descortinar os sabores escondidos de cada uma! Eu gosto de dar um giro e beber uma de cada e em cada casa, sem saber qual gosto mais!…