Coisas Boas em Alta
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    Conde de Arraiolos reserva 2018

    Adoro ser surpreendido! Foi o que aconteceu com o conde de Arraiolos reserva 2018! Um alentejano redondo, bem feito! O bem estar começa no seu aroma, uma madeira discreta com frutos vermelhos! Depois quando se prova há um delicado paladar a baunilha e madeira! É um puro alentejano, cheio de intensidade! Bom para comer com pratos de carne e bem condimentados! O preço médio da garrafa ronda os 14€! Foi de facto uma experiência maravilhosa. A repetir sempre que vir uma garrafa à venda. 

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    Foral de Évora

    Confesso desde já que sou um admirador da gama de vinhos da Cartuxa, da Fundação Eugénio de Almeida na produção de vinhos. Já aqui escrevi do vinho Cartuxa, mas desta vez o que aqui me traz, é outro produto do seu portfolio. Desta vez, vou falar do Foral de Évora, um vinho suave, muito frutado com travos de carvalho, canela e baunilha, jovem e com uma graduação à volta dos 15º. Como já disse em crónicas anteriores, não sou enólogo, nem especialista em vinhos. Apenas um apreciador de “mesa”, que gosta de partilhar com os amigos. Portanto peço a quem tiver o trabalho de ler esta crónica, que perdoe algum disparate. Este vinho na minha humilde opinião, está ao nível do Cartuxa, embora com uma notoriedade inferior. Digamos que aconselharia a prova acompanhada com um queijo de Tolosa (Niza), sobretudo se for da casa Queijos Fortunato, e ainda melhor…se possível…

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    Gin

    Não gostava nada do sabor do Gin mas insisti e agora sou fã . Só com limão e água tônica é muito gelo. É considerada a bebida do momento. Todos os drinks feitos à base de Gin tem muita saída e estão na moda. O Gin é uma bebida destilada a partir de cereais. Passa depois por uma infusão acrescentando-se zimbro e mais umas especiarias. Não é muito forte pois tem só cerca de 38 graus de álcool e não precisa de ser envelhecido. Descoberto no século 17 começou primeiro por ser usado como medicamento! Como tem uma pequeníssima quantidade de quinino na sua composição, os soldados ingleses tinham de beber porque servia para combater o paludismo. E não ficavam contrariados. Escorre pela garganta facilmente e ao terceiro Gin, já se está muito, muito alegre. 

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    Licor de merda

    Licores há muitos mas com o nome de… merda só há um. Em Cantanhede o Sr Luís Sérgio passa os dias a tentar fazer licores com sabores exóticos. Licores de sardinha, polvo e bacalhau são exemplo da sua imaginação humorada. O de m… é feito à base de leite, canela e algumas frutas exóticas. Faz desde 1974, ano da nossa Revolução e no rótulo faz umas considerações sobre isso metendo até o General Vasco Gonçalves ao barulho. Vende imenso para o Brasil e Moçambique porque diz que a língua portuguesa ajuda a vender bem. Eu experimentei e não acho nada de especial e apenas o nome provoca a curiosidade. A cor muito amarela e aguada e no rótulo que tenta ter piada diz que o licor é feito de várias merdas de confiança. Não era preciso 

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    Um vinho da 4 feira

    Adoro ser surpreendido, entrar num restaurante e ser o empregado a escolher o que vou beber. Foi assim que conheci este vinho. Insólito é um vinho suave, nunca tinha ouvido falar, parece que há um normal e este reserva, e um típico alentejano com um sabor a madeira agradável, sem ser muito intenso. Não senti o peso do álcool, bom para acompanhar uma carne temperada oi algo mais simples como uma pizza! Uma optima experiência para uma noite a meio da semana. 

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    Artesanais

    Começaram aparecer no bairro de Marvila. A razão mais plausíveis é o preço do arrendamento, ainda não é estupidamente caro! Certo é que as cervejas artesanais decidiram estabelecer-se em Marvila! A primeira foi a dois corvos, depois a Musa, a Lince e agora a Bolina! Os espaços são parecidos, armazéns recuperados! Não há requinte, há uma cerveja diferente, nada parecida com a cerveja industrial! Engraçado ver a tribo da cerveja, muitos homens, grandes e barrigudos! No tempo do confinamento, admito que ia muitas vezes beber uma cerveja na esplanada, que existia só para mim! As artesanais são de sabor duro, não são de fácil consumo, é preciso gostar e aprender com os que sabem! No fundo estão a tratar a cerveja como se fosse vinho, tentando descortinar os sabores escondidos de cada uma! Eu gosto de dar um giro e beber uma de cada e em cada casa, sem saber qual gosto mais!…

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    Depois de uma refeição forte

    No Fim de semana, depois de uma refeição maravilhosa, onde comi imenso e bem, foi-me oferecido um digestivo, não conhecia e fiquei fã,, Não é uma coisa agressiva, também não é para todos os dias, mas acreditem, caiu-me muito bem!  Há um sabor a madeira que fica.  Não fumo, mas os que fumam dizem que ganha uma outra dimensão acompanhar com um charuto!  

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    Um dos melhores

    Fui jantar a um restaurante de bairro, conheço bem o dono, por isso foi ele que decidiu escolher o que seria o meu companheiro de refeição. Apresentou-me um vinho da região da Vidigueira! Foi preciso decantar o vinho. Quando cheirei entendi que era algo de muito poderoso e bom! Vinho produzido numa pequena herdade familiar, cerca de 500 hectares. O vinho é amadeirado, potente, fica na boca. Arrisco em dizer que será o melhor vinho que bebi na vida! A intensidade é tão grande que não deve ser consumido todos os dias, também o preço não o convida! A última garrafa que bebi devo ter pago 35 euros. Mas vale pela experiência!  Herdade das barras

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    Cartuxa

    Não sou, nem tenho aspirações a ser um critico de vinhos, e nem sequer tenho conhecimentos que me permitam aspirar a tal…  Feito o intróito, venho aqui falar do vinho que mais aprecio numa faixa de preços razoáveis para uma bebida.  Falo-vos do Cartuxa, produzido nos terrenos do Convento com o mesmo nome na região de Évora.  Irmão mais “baixo” do famoso Pera Manca, esse sim, o top dos vinhos aí produzidos, mas na minha opinião sob-valorizados (lei da oferta e procura, a quanto obrigas), tenho neste vinho aquele que me dá mais prazer beber a acompanhar um presunto pata-negra ou um queijinho amanteigado, também de origem alentejana.  De cor escura, aroma clássico de fruta madura, sabor ligeiro a casca de árvore, tudo num registo onde o calor da região se faz sentir.Mais em elegância que em potência, macio, agradável na prova de boca, com um teor alcoólico de 14% mas sem se notar.  É quanto a…