Coisas Boas em Alta
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    Ponte Morgada tinto 2022

    No outro dia, fui ao Mercadona e nem passei pela zona do ananás. A minha experiência foi divertida! O objetivo era experimentar produtos que não conheço e que não costumo consumir. Na secção dos vinhos, decidi levar o Ponte Morgada Reserva Tinto 2022. Admito que a curiosidade surgiu pelo rótulo, que me encantou—sóbrio, com tons escuros. Não é um grande vinho, mas revelou-se uma boa escolha para acompanhar o que tinha acabado de cozinhar: bifes no forno com vinho, servidos com batata-doce. É um vinho leve e suave, com um aroma a canela e frutos vermelhos. Apresenta uma cor intensa e um excelente equilíbrio, sem que o álcool se imponha demasiado. Tem 13% de teor alcoólico e é muito fácil de beber. Está disponível no mercado por cerca de 3€. Não é nada extraordinário, mas foi um pequeno prazer que tornou o meu jantar ainda melhor.

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    Lagoalva espumante Pet Nat, o vinho para um domingo de sushi

    Tive a oportunidade de conversar com o produtor deste Lagoalva e, por simpatia, acabou por me oferecer uma garrafa. Não sou grande apreciador de espumantes, mas é sempre bom alargar horizontes e experimentar coisas novas. Este espumante combina na perfeição com sushi bem fresco – aliás, acho que acompanha bem quase tudo. No domingo, entre amigos, decidi abrir o Lagoalva Espumante Pet Nat. Apresenta uma cor turva e um aroma cítrico. Um dos amigos com quem o provei comentou que sentia um toque azedo na boca, resultado das notas de limão e toranja. De facto, tem uma acidez marcante e um perfil fresco, algo característico da casta Arinto, que lhe confere este paladar vibrante. Com 11,5% de álcool, acompanhado de um sushi fresco, ganha uma nova dimensão. É um espumante bem conseguido, com um preço acessível de 10€. Recordo que, em Portugal, a tradição de espumantes não é tão forte,…

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    Um leitão que cresceu por causa do vinho

    Quase em março, finalmente aconteceu um dos muitos jantares de Natal. Estava marcado para dezembro, mas só se concretizou bastante tempo depois. A ideia era comer leitão, e, como um dos convivas é especialista e exigente, a responsabilidade de escolher o restaurante recaiu sobre mim. Já aqui tínhamos falado do restaurante O Beira, localizado na zona oriental de Lisboa. No coração dos Olivais, este magnífico espaço serve um leitão de excelente qualidade. Chegado o momento de escolher o vinho, seguimos a sugestão do empregado e optámos pelo Quinta dos Castelares, um Douro Reserva de 2019. Trata-se de um vinho encorpado e poderoso, com 14,5% de álcool, um teor bastante elevado para um vinho do Douro. Apresenta notas de madeira, baunilha e um leve toque de chocolate. No nariz, destacam-se aromas a fruta vermelha, talvez amora e ameixa, com uma frescura agradável e sem qualquer sensação alcoólica. Foi uma excelente escolha…

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    Quinta de S. José

    Há muito tempo que não recebia em minha casa um velho amigo. Para a ocasião, decidi cozinhar e experimentar algo novo. O resultado? Um peru bem condimentado! Quando o meu amigo chegou, perguntei-lhe que zona preferia para o vinho. A resposta foi imediata: “Gosto do Douro.” Foi exatamente o que abri. Escolhi uma garrafa de Quinta de S. José, tinto 2021. Um vinho seco, intenso na boca, com notas de chocolate, baunilha e madeira.Senti também alguma fruta vermelha, num vinho jovem, com uma acidez equilibrada. No nariz, destaca-se um aroma forte, onde a madeira sobressai.Sendo um vinho recente, valerá a pena guardar uma garrafa para ver a sua evolução. Com 14% de álcool, chega ao mercado por 13€. Este vinho foi-me enviado pela Enoteca Clube de Vinhos, que mais uma vez me surpreendeu pela qualidade das suas escolhas. Sem dúvida, um vinho memorável, não apenas pela sua qualidade, mas também…

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    Poente o meu vinho no dia de são Valentim

    Saí do trabalho e fui diretamente para o ginásio. Estava vazio, o que me pareceu estranho, já que ao final da tarde costuma estar sempre lotado. Mas depressa percebi a razão: era Dia dos Namorados, e os casais dificilmente escolhem um ginásio para celebrar o amor. Fiz um treino ligeiro, mas que acabou por me abrir o apetite. No balneário, cruzei-me com o dono do bar de sushi perto de minha casa. Conversámos um pouco e decidi passar lá depois do treino para levar uma caixa. Agora, restava escolher a bebida ideal para acompanhar. Precisava de um vinho suave, que realçasse o sabor do peixe. A minha escolha recaiu sobre um vinho do Douro: o Poente Tinto 2021. Com aromas a chocolate e fruta preta, um ligeiro toque de madeira e um perfil seco, revelou-se muito equilibrado na boca, com um final maravilhoso. Não me parece que ganhe muito com…

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    Vinha do Carmo da Quinta do Gradil

    Convidei a família para um jantar lá em casa e preparei um delicioso rolo de carne recheado com farinheira, especiarias e espinafres. Para acompanhar, fiz batata-doce e servi uma salada rica. E para beber, tivemos o rei da noite: o Vinha do Carmo, da Quinta do Gradil. É um belo vinho! Mal o cheirei, percebi que ia desfrutar de algo muito bem feito. Apresenta aromas suaves de castanha, madeira e baunilha. Na boca, é encorpado, com um final longo e elegante. A sua cor, que evolui para um tom grená, reflete a sofisticação deste vinho. Foi uma verdadeira surpresa, sobretudo pelo preço: apenas 18€. Isto porque a Quinta do Gradil está situada na região de Lisboa, que, do ponto de vista do marketing, ainda não tem o mesmo prestígio que o Douro ou o Alentejo. Com 14,5% de álcool, surpreende pelo equilíbrio, tornando a experiência ainda mais agradável. Gostei imenso…

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    Vinho Pátria Alentejo Selection

    Quando abri este vinho, rapidamente gerou uma discussão saudável. Alguém comentou que se trata de um “vinho nacionalista”, um vinho de direita.Mas será que ser patriota é sinónimo de apoiar a direita? Quando o comprei, nem me passou pela cabeça essa associação, muito menos que pudesse gerar qualquer desconforto. O Pátria Alentejo Selection é um vinho recente, com margem de crescimento. Apresenta notas de madeira, chocolate e, possivelmente, café. No paladar, também se destacam sabores de fruta vermelha. É um vinho equilibrado, com um final prolongado, e tem 14% de teor alcoólico. Chega ao mercado por 10€, uma relação qualidade-preço interessante. Acompanhei este vinho com um frango árabe, bem condimentado com açafrão, o que se revelou uma excelente escolha. O equilíbrio do vinho harmonizou muito bem com os sabores intensos do prato. Valeu a experiência!

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    Vilarissa Valley Grande Reserva

    O Natal já tinha passado quando fui convidado, no dia 26 de dezembro, para apreciar o que tinha sobrado das celebrações. Como adoro um bom convívio, aceitei o convite e decidi levar um vinho para a ocasião. Confesso que não sei exatamente como o Vilarissa Valley Grande Reserva veio parar à minha casa, mas foi ele que escolhi levar. A garrafa tem um aspeto elegante e sofisticado, transparecendo qualidade e classe. Abrimos o vinho com o nosso abre-garrafas hidráulico e elétrico, uma ferramenta que torna a tarefa incrivelmente simples e prática. Quanto ao vinho, revelou-se intenso, com uma forte presença de fruta madura e preta, provavelmente amora e ameixa. É um vinho encorpado, com um toque subtil a madeira. Apesar de ser bastante forte (15% de álcool), esse teor alcoólico não se faz sentir durante a prova. Produzido pelo enólogo Álvaro Van Zeller, com quem já tive o prazer de…

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    Pé de mãe 2017 da Casa Relvas

    Já tinha este vinho guardado há bastante tempo, tão especial que era, aguardava a ocasião certa para o abrir. Foi-me oferecido num aniversário e, à medida que o tempo foi passando, finalmente chegou o momento de o desfrutar. Já tinha trocado algumas palavras com o seu produtor, Alexandre Relvas, um verdadeiro apaixonado pelo mundo do vinho. Ele conseguiu construir um portefólio que agrada a diferentes gostos e carteiras. O “Pé de Mãe 2017” é um vinho de excelência e, para mim, foi a escolha perfeita para a noite de Natal. Um alentejano suave e muito bem elaborado. Como estava um pouco constipado, não consegui apreciar com total rigor o aroma. Ainda assim, dentro das circunstâncias, não senti o álcool nem aquele cheiro a madeira que muitas vezes caracteriza os vinhos alentejanos mais clássicos. Na boca, destacaram-se notas de madeira, baunilha e fruta preta, possivelmente ameixa. Um vinho muito equilibrado, seco…