Coisas Boas em Alta
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    Bilberry wine da Geórgia

    O meu amigo João não bebe álcool, simplesmente não gosta. Acho mesmo que nunca passou pelo mal-estar de uma ressaca. Sendo um viajante experiente, sempre que visita destinos mais inusitados, tem a gentileza de brindar um dos meus grandes prazeres: descobrir e provar bons vinhos. Na sua mais recente viagem à Geórgia, trouxe-me um vinho curioso: Bilberry Wine. Um vinho muito frutado, doce, mas com um final ácido. O sabor a mirtilos é claro e intenso, com uma cor vermelha escura que impressiona. É uma excelente opção para acompanhar sobremesas. Nunca tinha provado nada assim, e a boa surpresa é que tem baixo teor alcoólico, apenas 7 graus. Quase parece um sumo, uma maravilha para quem quer saborear sem “ficar com os copos”. Partilhei este vinho em família e todos ficaram surpreendidos, habituados como estão ao perfil intenso dos vinhos portugueses. É bom descobrir que há produtores que usam técnicas…

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    A minha Intensa a cerveja Portuguesa do Mercadona

    Há meses que o meu amigo António me fala desta cerveja do Mercadona. Como estou de dieta, e a minha nutricionista não quer que toque em qualquer tipo de álcool, tenho tentado resistir à tentação de a provar. Mas, neste sábado, num jantar com os amigos do padel, não fui forte o suficiente para lhe dizer que não.E ainda bem que não fui. A minha Intensa foi servida deliciosamente fresca.Com uma cor turva e um paladar marcante, apresenta 5,2% de teor alcoólico.O mais curioso? A garrafa é de plástico! Produzida em Santarém, chega ao mercado por cerca de 1 € o litro, um preço surpreendente pela qualidade.Tem uma espuma cremosa, fica bonita no copo e é muito fácil de beber. Confesso: virei o primeiro copo num abrir e fechar de olhos, é assim que gosto de o fazer.E estava belíssima. No aroma, nada de especial a destacar, mas no paladar…

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    Soalheiro reserva 2023

    Os dias quentes de verão estão a chegar ao fim. Há coisas que me dão muito mais prazer fazer no verão do que no tempo frio. E beber um vinho verde é, sem dúvida, uma delas, sabe ainda melhor com temperaturas altas. No último fim de semana de verão decidi terminar em grande e abri um Soalheiro Reserva 2023. Um vinho produzido na região de Melgaço, verde por excelência, com notas frutadas, senti maçã, pêssego e limão. No final, revela um subtil toque de madeira que lhe confere muita personalidade. A cor é intensa, de um amarelo límpido, e no nariz sobressaem aromas cítricos. “Leveza” é talvez a melhor palavra para o descrever. Chega ao mercado por cerca de 25€. Um vinho versátil, que funciona como aperitivo, para acompanhar uma boa conversa ou até um queijo pouco intenso. Gostei imenso.

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    Cabeça de Toiro Reserva

    Os dias de verão chegaram ao fim, mas, mesmo com o tempo ainda relativamente quente, há vinhos tintos que se revelam perfeitos para esta altura do ano. Foi com esse espírito que abri um Cabeça de Toiro Reserva 2020. Apresenta uma cor grená intensa e lágrimas que descem lentamente pelo copo, sinal do seu elevado teor alcoólico, 15%. No entanto, apesar da graduação, não se sente excessivamente pesado. Talvez porque o prato que o acompanhou, bastante intenso e picante, tenha ofuscado parte da prova. No nariz revela aromas a fruta madura; na boca destaca-se um final prolongado, ligeiramente adocicado. Estagiou durante 9 meses em barricas novas de carvalho francês, sem que a madeira se sobreponha ao conjunto. Os vinhos do Tejo começam, pouco a pouco, a ganhar o destaque que merecem. O que ainda falta é uma aposta mais forte em marketing e promoção, pois qualidade a região tem de…

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    Lima Mayer

    Para acompanhar um bife bem condimentado, com arroz, batata gratinada e salada, escolhi abrir um Lima Mayer 2017 (cerca de 14€). Trata-se de um tinto alentejano que se distingue pela delicadeza. Apresenta uma cor rubi intensa e, no nariz, sobressaem notas de fruta negra madura, amora e apontamentos subtis de tabaco. Na boca mostra-se equilibrado, com um final longo e elegante. Ao contrário de muitos vinhos da região, não se sente o peso da madeira, o que lhe confere frescura e leveza. Apesar dos 14,5% de álcool, é surpreendentemente fácil de beber, revelando-se um vinho harmonioso, feito com talento e sobriedade. Um Alentejano que merece destaque pela sua elegância acima da força.

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    Soalheiro Cota 27

    Se a minha nutricionista descobrir que estou a “pecar”, vai desistir de mim. Tinha ficado acordado que o meu comportamento seria: zero açúcar e zero álcool. Mas em família, com a praia a um minuto, é difícil resistir a um copo de vinho fresco depois de um bom mergulho no mar. Este fim de semana, enquanto víamos o Benfica, decidi acompanhar a estreia de Mourinho com um Cota 27 da Soalheiro. Um vinho elegante, cuja sofisticação começa logo pelo aspeto da garrafa: bonita, com um rótulo sóbrio, branco com linhas azuis. No paladar, revela notas florais e de fruta cítrica. Leve, apresenta no nariz um toque de fruta vermelha madura. É, sem dúvida, um vinho pensado para ser apreciado fresco nos dias de verão, um verdadeiro “cota” ligado à festa. Produzido na região de Melgaço, conhecida pelos seus vinhos verdes, este Cota 27 tem 12% de teor alcoólico e chega…

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    Quinta de Ventozelo Malvasia Fina

    A noite de sexta-feira estava especialmente quente. Há já um mês que não bebo álcool, pois estou em dieta até voltar a atingir o peso ideal. Convidei o meu primo para partilhar um balchão, um prato tradicional da minha família, que na noite de Consoada substitui o habitual bacalhau. Na minha família, o Natal não tem bacalhau, mas sim este prato goês cheio de história e sabor. Raramente comemos balchão fora da época natalícia, muito menos no verão, já que se trata de uma refeição intensamente condimentada e picante. Mas, confesso, andava há vários dias a sonhar com este prato… e acredito que não devemos contrariar os sonhos. Para o acompanhar, decidi abrir um Quinta de Ventozelo Malvasia Fina, servido bem fresco, a 6 °C. Foi, sem dúvida, uma excelente escolha. Ao sentir o aroma deste vinho, os sentidos viajaram para notas minerais, mas sempre equilibradas por um toque frutado.…

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    Allo Alvarinho – Loureiro 2024

    Final de tarde de sábado. O calor apertava, a praia esteve ótima, e o mar da nossa costa estava a uns agradáveis 20 graus. Chegar a casa ainda com o corpo quente do sol e abrir um Allo Alvarinho Loureiro 2024 é, sem dúvida, um prazer. Trata-se de um vinho leve, produzido na zona de Melgaço. Um Alvarinho moderno, fresco e elegante, que se revela logo nas notas de fruta: citrinos, limão e maçã são as referências mais evidentes. É muito equilibrado, com uma leveza tal que quase parece estarmos a beber sumo, um sumo refinado, claro, de um vinho magnífico. Um verde tropical, com 11,5% de teor alcoólico, que chega ao mercado por apenas 7€. Um preço excelente para a experiência que proporciona. Perfeito para se consumir bem gelado, num dia quente de verão.

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    Nature Pur Terroir 2024

    Estive várias semanas de baixa. Quando regressei ao trabalho, tinha à minha espera uma caixa com seis garrafas de Soalheiro. Fiquei imediatamente entusiasmado, porque adoro provar coisas novas, e prometo ir escrevendo sempre que abrir uma destas garrafas. À primeira vista, impressionam pela elegância. Basta olhar para as garrafas para sentir a frescura que quase salta aos olhos. Este vinho nasce da tradição dos verdes, produzidos na região de Melgaço. São geralmente vinhos muito suaves, com aromas de fruta verde, maçã, sem dúvida. Nessa noite quente, acompanhámos o jantar com almôndegas em molho delicioso. Assim que aproximei o copo, a fruta dominava o aroma. De cor dourado, um vinho biológico, sem qualquer aditivo, marcado pela sua pureza. É daqueles vinhos que se podem saborear apenas numa boa conversa, sem necessidade de comida a acompanhar, tal é a suavidade. Com 11,5% de álcool e um preço de cerca de 17€, trata-se…