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Conventual Reserva um belo vinho alentejano
O meu afilhado formou-se recentemente como mestre de culinária, tendo concluído a sua formação numa das mais prestigiadas escolas austríacas. Sempre que se propõe a cozinhar para a família, sabemos que podemos esperar algo de excecional. E foi exatamente isso que aconteceu no passado sábado: um jantar preparado por um verdadeiro chef. Para acompanhar a refeição, decidimos abrir um alentejano, o “Conventual Reserva 2021”.Um vinho com notas de madeira e fruta vermelha, em particular amora. Na boca revela suavidade; quando se poderia esperar uma explosão de potência, surpreende pela leveza e elegância. Uma agradável surpresa. Com 13,5% de álcool, nota-se sobretudo no aroma.Chega ao mercado a cerca de 12€, e o rótulo transporta-nos para a imagem da madeira, não fosse ele um vinho do Alentejo.
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Conde Vimioso Sommelier Edition
Estes dias de férias em família têm-me dado a oportunidade de provar vinhos diferentes. Já conhecia o Conde Vimioso, mas nunca tinha experimentado a edição Sommelier Edition, que se revelou um vinho de qualidade superior. Apresenta uma cor grená pouco intensa, com notas de fruta vermelha, ameixa e, muito provavelmente, cereja. Produzido na região de Lisboa, este vinho demonstra que há ainda muito trabalho a fazer na promoção desta zona vitivinícola, porque matéria-prima não falta. Se fosse um vinho de qualidade equivalente, mas oriundo do Alentejo ou do Douro, o preço seria certamente mais elevado. Estagiou durante 12 meses em barricas de segundo e terceiro ano de carvalho francês, o que resulta numa presença de madeira muito suave. Acompanhámos este vinho com uma massa bem condimentada, e foi, de facto, um casamento feliz. Tem um teor alcoólico de 13,5% e chega ao mercado por cerca de 9€ por garrafa. Sinto…
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Mamoré de Borba Reserva Tinto Vinhas Velhas 2018
Vai parecer exagero dizer que este foi o melhor vinho que bebi este ano… mas não é. Foi numa sexta-feira à noite, em família. Nessa manhã, tínhamos ido às compras e, no carrinho, vinha este Mamoré de Borba Reserva Tinto Vinhas Velhas 2018. Nunca tínhamos ouvido falar deste vinho, e nem sequer ficámos impressionados com o facto de ser um “vinhas velhas”, expressão que tantas vezes aparece no rótulo apenas para justificar um preço mais elevado por motivos de marketing. Mas este vinho é, de facto, diferente. Com castas Trincadeira e Alicante Bouschet, este Mamoré de Borba revela-se algo de extraordinário. Estagiou durante 15 meses em barricas de carvalho, o que lhe confere um carácter amadeirado muito elegante, bem casado com a fruta madura. É um vinho macio, com presença e intensidade, mas que surpreende pela sua delicadeza na boca. Uma verdadeira surpresa, muito fácil de beber. Tem 14% de…
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Espumante Quinta do Gradil Brute Nature Reserva
Quando a minha prima fala de espumante, os olhos dela até brilham. Não há nada como começar o pequeno-almoço de fim de semana com uma taça de espumante. O entusiasmo é tanto que, em jeito de brincadeira, mandei vir uma caixa do clube de vinhos Enoteca. Sem saber bem o que escolher, confesso que foi quase de olhos fechados, optei pelo Espumante Quinta do Gradil Brut Nature Reserva. É um espumante de tom dourado, muito fresco e, acima de tudo, extremamente suave. Uma verdadeira descoberta! Produzido na região de Lisboa, é um vinho que resulta lindamente como aperitivo, perfeito para acompanhar uma boa conversa antes da refeição. Tem o melhor dos dois mundos: é frutado e mineral ao mesmo tempo. Talvez tenha notado notas de amora e cereja. Com 12% de teor alcoólico, é um espumante verdadeiramente macio. Não me parece que ganhe muito com o tempo em cave, é…
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Grati Chianti Riserva
Este vinho veio de Génova, um presente que chegou e ficou guardado para uma ocasião especial. Mas afinal, qualquer ocasião pode ser especial, podemos celebrar a vida ou simplesmente o sol que brilha nos nossos dias. Para o jantar preparei carne com legumes, temperada com molho teriyaki (confesso que tenho abusado deste molho ultimamente). O resultado final foi um prato com um toque doce. Para acompanhar, decidimos abrir o Grati Chianti Riserva. É um vinho produzido na Toscana, da casa Grati, admito que nunca tinha ouvido falar nela antes. Apresenta notas de madeira e fruta vermelha; a meio da prova surgiu-me aquele sabor a passas que se comem à meia-noite na passagem de ano. Tem um final prolongado, seco e com taninos marcados. Com um teor alcoólico de 13%, revela uma leveza que faz com que o álcool quase não se note. Provámos a colheita de 2019 e, sinceramente, não…
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Bacelo Novo Branco Dão
Foi, provavelmente, a noite mais quente do ano. Para o jantar, havia um belo bacalhau no forno, regado generosamente com azeite. Para acompanhar este prato delicioso, decidi abrir o novo Bacelo Branco 2024, produzido na região do Dão. Trata-se de um vinho leve e seco, com notas frutadas, talvez pêssego e pera. Muito fácil de beber, e como o calor era intenso, a primeira garrafa desapareceu antes mesmo de servir a refeição. Este Bacelo Novo Branco do Dão deve ser servido bem fresco, para realçar os sabores frutados. Consigo distinguir ligeiras notas de madeira, embora pouco marcadas. Apesar de ser um vinho muito jovem, não ganha com o envelhecimento, é para abrir e apreciar de imediato. Chega ao mercado por pouco mais de 4€ por garrafa, com um teor alcoólico de 12,5%. Um vinho perfeito para um dia de verão.
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Altas Quintas Melitvs
Na sexta-feira, com muito calor, fui convidado para jantar em casa do meu primo. Foi um jantar em família, algo que aprecio sempre. Decidi levar uma caixa que o proprietário das Altas Quintas me tinha enviado. A caixa continha um azeite e um vinho branco especial feito com mel. O Melitvs deve ser consumido bem fresco. É produzido na Serra de São Mamede, a partir das castas Fernão Pires e Verdelho, com adição de mel. Este vinho estagiou em ânfora de barro, sem madeira no paladar. É um vinho muito saboroso e fácil de beber. No início, quase parece sumo, tal é a sua frescura e sabor. Não é propriamente para acompanhar uma refeição completa, mas como entrada é uma excelente escolha. Há quem o aprecie também como vinho de sobremesa. É uma experiência única, num vinho muito equilibrado e bem conseguido. Apresenta aromas a fruta verde, talvez maçã e…
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Soalheiro 2023
Há alguns meses recebi uma caixa lindíssima da Soalheiro, tão bonita que tive dificuldade em abri-la. Uns dias depois, o meu irmão esteve cá em casa e, num jantar especial, decidi finalmente abrir o Soalheiro 2023. Trata-se de um Alvarinho muito bem conseguido. O aroma é marcado por notas de fruta verde, maçã e citrinos, com sugestões de pêssego e pera.Curiosamente, além do lado frutado, há também uma presença mineral bastante elegante. É um vinho leve, fresco, com acidez contida. A noite estava agradável e, como tínhamos feito exercício físico durante o dia, o Alvarinho bem fresco revelou-se a escolha ideal para acompanhar o nosso jantar. Com 12,5% de álcool, chega ao mercado por cerca de 12€.Sem dúvida, será uma presença assídua no meu verão.
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Conversas da Talha
Nunca tinha provado nada assim, nada que se compare. Há uns meses, conheci o proprietário das Altas Quintas. Os olhos brilhavam-lhe de entusiasmo ao falar do seu trabalho. Essa paixão sente-se claramente no que produz. Há poucos dias, com a mesma empolgação, falou-me da sua nova aventura e enviou-me uma garrafa de “Conversas da Talha“. Guardei-a para uma ocasião especial. Sem saber bem o que esperar, levei-a para um jantar em que nos serviram balchão, um prato intenso e picante. Abri a garrafa. O aroma não me deu pistas claras do que aí vinha. Mas ao provar… uma total surpresa: um sabor a groselha, fruta madura e um toque de azeitona. É, sem dúvida, um vinho para entrada ou sobremesa – nunca para acompanhar uma refeição forte. Leve na boca, mas com os seus 14% de álcool bem escondidos, que só se fazem sentir mais tarde. O estágio em talha…