Coisas Boas em Alta
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    Adega do Cartaxo Tejo branco

    Há alguns meses, entrevistei o enólogo da Adega do Cartaxo. Num gesto simpático, ofereceu-me algumas garrafas da sua produção. É evidente a vontade de mudar a imagem que durante muito tempo se associou ao vinho do Cartaxo, algo pesado, meio “carrascão”. Agora, o objetivo é mostrar que é possível produzir vinhos intensos e de grande qualidade. Na noite de Natal, durante a minha festa, decidi abrir o tinto. Não me encantou. Ontem foi a vez de provar o branco, e a surpresa foi, de facto, muito agradável. Produzido com a casta Fernão Pires, apresenta uma mineralidade intensa. Também senti notas de fruta verde, como maçã, e um toque de laranja, com um final prolongado. De cor límpida, tem 13% de álcool, mas está tão bem feito que o teor alcoólico passa despercebido. Acompanhei este vinho poderoso com sushi, uma combinação excelente. Este branco chega ao mercado por 15€. Sem dúvida,…

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    Quinta S. João Batista Reserva 

    Cheguei a casa depois de um intenso jogo de padel. Estava cheio de fome e com vontade de relaxar, acompanhado por um bom copo de vinho tinto. Para jantar, tinha preparado tiras de peru com batata-doce, uma refeição leve, pelo que a escolha do vinho teria de estar à altura: algo igualmente suave e elegante. Decidi então abrir uma garrafa de Quinta de S. João Batista Reserva Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon, que me tinha chegado há umas semanas através da Enoteca Clube de Vinhos. E a escolha revelou-se perfeita. Trata-se de um vinho jovem, elegante e surpreendentemente suave.Ao primeiro gole, senti notas adocicadas, talvez de compota, com presença de fruta e um final muito agradável. Apresenta uma bonita cor grená. Este Quinta de S. João Batista Reserva está tão bem conseguido que os 14,5% de álcool passam quase despercebidos, algo pouco comum nos vinhos do Tejo. É claramente um…

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    Altas Quintas talha 2022

    Celebrei o meu aniversário com um prato especial: um delicioso balchão. Este prato da cozinha goesa é tradicionalmente servido na noite de Natal, uma tradição que nem me lembro como surgiu na minha família. A confeção do balchão é demorada, exigindo cerca de seis horas na cozinha. O meu primo chegou por volta das 9h30 para, com calma, começarmos a preparar o repasto. Por volta das 10h30, abrimos a primeira garrafa: um branco mineral, sobre o qual falarei numa próxima ocasião. Pelas 14h, os poucos convidados começaram a chegar. Surgiu então a questão: que vinho abrir para acompanhar o balchão? Sendo um prato muito condimentado e ligeiramente picante, optei por um vinho que tinha recebido há alguns meses: o “Altas Quintas Talha 2022“. De cor rubi, sem aromas demasiado intensos, mas com um claro paladar a madeira, este vinho revela-se elegante e fresco. O rótulo distingue-se pela sofisticação, com um…

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    Cottas tinto 2020

    Fiz anos há pouco tempo, mas admito que não me sinto nada “cota”. Continuo com um ritmo de vida acelerado, repleto de exercício físico e, claro, sempre a apreciar as coisas boas da vida. Na véspera do meu aniversário, recebi uma caixa de Cottas Tinto 2020, um vinho suave do Douro. Tinha uns bifes de peru com batata cozida e achei que este vinho poderia ser a companhia perfeita para este prato. E não me enganei. Revelou-se uma escolha acertada: tem uma suavidade que harmoniza bem com qualquer entrada. É um vinho jovem, com potencial para evoluir com o tempo. Apresenta um aroma delicado a madeira, que na boca se combina harmoniosamente com notas de frutos vermelhos. Equilíbrio é, sem dúvida, a palavra certa para o definir. De cor rubi, a sua lágrima desliza lentamente pelo copo, revelando a sua estrutura. Muito fresco e macio, com um teor alcoólico de…

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    Castelinho 2023

    Tinha ido buscar comida chinesa: gambas agridoce e um chow mein de vaca. Admito que a comida tinha um pouco mais de gordura do que o ideal, algo comum na comida chinesa feita em Portugal, mas não é disso que vos quero falar hoje. Para acompanhar um prato algo gorduroso, precisava de um vinho que não fosse demasiado intenso, mas sim suave, e que, de alguma forma, realçasse os sabores sem os sobrecarregar. Optei por um vinho novo do Douro. Abri um Castelinho 2023, com notas de madeira e chocolate. A presença da madeira faz todo o sentido, já que estagia durante nove meses em barricas de carvalho. É um vinho muito agradável, sem excessos no paladar, exatamente o que procurava. Apresenta uma cor rubi, sendo um vinho bastante leve. Não acredito que ganhe muito com o envelhecimento, mas, ainda assim, comprei duas garrafas para abrir dentro de cinco anos.…

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    Ponte Morgada tinto 2022

    No outro dia, fui ao Mercadona e nem passei pela zona do ananás. A minha experiência foi divertida! O objetivo era experimentar produtos que não conheço e que não costumo consumir. Na secção dos vinhos, decidi levar o Ponte Morgada Reserva Tinto 2022. Admito que a curiosidade surgiu pelo rótulo, que me encantou—sóbrio, com tons escuros. Não é um grande vinho, mas revelou-se uma boa escolha para acompanhar o que tinha acabado de cozinhar: bifes no forno com vinho, servidos com batata-doce. É um vinho leve e suave, com um aroma a canela e frutos vermelhos. Apresenta uma cor intensa e um excelente equilíbrio, sem que o álcool se imponha demasiado. Tem 13% de teor alcoólico e é muito fácil de beber. Está disponível no mercado por cerca de 3€. Não é nada extraordinário, mas foi um pequeno prazer que tornou o meu jantar ainda melhor.

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    Lagoalva espumante Pet Nat, o vinho para um domingo de sushi

    Tive a oportunidade de conversar com o produtor deste Lagoalva e, por simpatia, acabou por me oferecer uma garrafa. Não sou grande apreciador de espumantes, mas é sempre bom alargar horizontes e experimentar coisas novas. Este espumante combina na perfeição com sushi bem fresco – aliás, acho que acompanha bem quase tudo. No domingo, entre amigos, decidi abrir o Lagoalva Espumante Pet Nat. Apresenta uma cor turva e um aroma cítrico. Um dos amigos com quem o provei comentou que sentia um toque azedo na boca, resultado das notas de limão e toranja. De facto, tem uma acidez marcante e um perfil fresco, algo característico da casta Arinto, que lhe confere este paladar vibrante. Com 11,5% de álcool, acompanhado de um sushi fresco, ganha uma nova dimensão. É um espumante bem conseguido, com um preço acessível de 10€. Recordo que, em Portugal, a tradição de espumantes não é tão forte,…

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    Um leitão que cresceu por causa do vinho

    Quase em março, finalmente aconteceu um dos muitos jantares de Natal. Estava marcado para dezembro, mas só se concretizou bastante tempo depois. A ideia era comer leitão, e, como um dos convivas é especialista e exigente, a responsabilidade de escolher o restaurante recaiu sobre mim. Já aqui tínhamos falado do restaurante O Beira, localizado na zona oriental de Lisboa. No coração dos Olivais, este magnífico espaço serve um leitão de excelente qualidade. Chegado o momento de escolher o vinho, seguimos a sugestão do empregado e optámos pelo Quinta dos Castelares, um Douro Reserva de 2019. Trata-se de um vinho encorpado e poderoso, com 14,5% de álcool, um teor bastante elevado para um vinho do Douro. Apresenta notas de madeira, baunilha e um leve toque de chocolate. No nariz, destacam-se aromas a fruta vermelha, talvez amora e ameixa, com uma frescura agradável e sem qualquer sensação alcoólica. Foi uma excelente escolha…

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    Quinta de S. José

    Há muito tempo que não recebia em minha casa um velho amigo. Para a ocasião, decidi cozinhar e experimentar algo novo. O resultado? Um peru bem condimentado! Quando o meu amigo chegou, perguntei-lhe que zona preferia para o vinho. A resposta foi imediata: “Gosto do Douro.” Foi exatamente o que abri. Escolhi uma garrafa de Quinta de S. José, tinto 2021. Um vinho seco, intenso na boca, com notas de chocolate, baunilha e madeira.Senti também alguma fruta vermelha, num vinho jovem, com uma acidez equilibrada. No nariz, destaca-se um aroma forte, onde a madeira sobressai.Sendo um vinho recente, valerá a pena guardar uma garrafa para ver a sua evolução. Com 14% de álcool, chega ao mercado por 13€. Este vinho foi-me enviado pela Enoteca Clube de Vinhos, que mais uma vez me surpreendeu pela qualidade das suas escolhas. Sem dúvida, um vinho memorável, não apenas pela sua qualidade, mas também…