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Cheira Bem Cheira a Lisboa
Ontem, na zona dos vinhos, tropecei numa garrafa de vinho tinto chamada “Cheira Bem, Cheira a Lisboa”. É uma homenagem à cidade de Lisboa e inspira-se na imagem dos Santos Populares, com referências à tradicional venda de manjericos. Achei o rótulo tão bonito que decidi trazer uma garrafa. Esta coleção é produzida pela Casa Santos Lima, e fiquei com a impressão de que é direcionada sobretudo para o mercado turístico, pessoas que nos visitam e querem levar uma recordação de Portugal. Trata-se de um vinho frutado e equilibrado, elaborado a partir das castas Castelão, Syrah e Tinta Roriz. Tem 13% de álcool, e existem também versões branco e rosé. A garrafa custou cerca de 3 €, e, como diz um amigo meu, é um preço honesto. Não tem pretensões de ser um grande vinho, mas é perfeitamente indicado para o consumo do dia a dia. E confesso: apaixonei-me pelo rótulo.
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Coutada Velha 2024 um vinho da Ravasqueira
Tropecei nesta garrafa num escaparate: estava em promoção, pouco mais de 5€, e o rótulo chamou-me logo a atenção por se assemelhar ao de uma garrafa da Casa Ferreirinha. Só em casa, ao abrir, percebi que não era. Ainda assim, a entrada que preparei para acompanhar o vinho combinou lindamente e não perdi o entusiasmo pelo meu “erro”. Trata-se de um vinho alentejano produzido no Monte da Ravasqueira, com uma forte presença de madeira e notas de baunilha. O Coutada Velha 2024 revela-se intenso, com a dose certa de acidez. A cor apresenta já traços de envelhecimento e mostra-se muito equilibrado no conjunto. Apesar dos 13,5% de álcool, o equilíbrio é tão bem conseguido que praticamente não se sente. Em resumo: uma agradável surpresa, que quero certamente repetir, ainda por cima a um preço muito simpático.
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Caminho Touriga Nacional
Há muito tempo que tinha este vinho guardado para uma ocasião especial, e foi na passada sexta‑feira que decidi abri‑lo num jantar de família. Caminho Touriga Nacional é um vinho tinto monovarietal produzido na região do Dão, pela produtora Cas’Amaro. Apresenta uma cor intensa, próxima do grená, e um paladar surpreendentemente suave. É um vinho floral, elegante e fresco. Com 13,5% de teor alcoólico, revelou-se perfeito como vinho de entrada. Foi acompanhado por pão com chouriço e uma pizza de cogumelos, combinações que potenciaram ainda mais a prova deste Caminho. É certificado como um vinho vegan, o que reforça a sua identidade moderna e consciente. Chega ao mercado por cerca de 12 €. Caracterizo-o, sem dúvida, como um vinho muito elegante e requintado.
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Montes Ermos Tinto
A noite estava chuvosa, mas tinha um paté de Caranguejo para provar e estava ansioso por chegar a casa. Preparei tudo para o meu jantar e, com a entrada já na mesa, faltava apenas escolher um vinho que elevasse a refeição. Decidi abrir um vinho produzido na Adega Cooperativa de Freixo de Espada à Cinta (adoro o nome). O Montes Ermos! É um vinho do Douro, embora sinta que não apresenta totalmente as características típicas da região. A presença marcada da madeira leva o meu imaginário para o Alentejo. Jovem e frutado, revela também notas de cortume e um leve toque a fumo. É um vinho inusitado para consumo quotidiano. Não é um vinho de cerimónia, mas é honesto. Com 14,05% de teor alcoólico e um preço a rondar os 6€, oferece, sem dúvida, uma boa relação qualidade‑preço.
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Monte da Carochinha 2023
Tudo levava a crer que seria uma noite perfeita, e teria sido, não fosse a queda de bicicleta que me deixou seriamente magoado. Na quinta‑feira, tinha sido convidado para jantar fora e decidi, mais uma vez, ir de bicicleta. Levei na mochila um Monte da Carochinha 2023, um vinho com um aspeto incrível devido à sua cor laranja. Estava ansioso por o provar, já que o tinha guardado para uma ocasião especial. A cor é, de facto, inusitada. Ao abrir a garrafa, surge um discreto aroma a madeira. É um vinho branco, apesar da tonalidade laranja, produzido na costa alentejana. No nariz, revela notas cítricas, e na boca mostra-se muito fácil de beber. Tem 12% de álcool, apresentados com classe e suavidade. Para acompanhar o vinho, foram feitos uns bifes de carne de primeira qualidade, e prometo que um dia me dedicarei a escrever sobre esse segmento também. O Monte…
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Quinta do Quetzal 2016
Daqui a uns dias vou entrevistar o produtor suíço da Quinta do Quetzal. Na tarde de sexta-feira preparei a entrevista e, à noite, decidi fazer um jantar em casa. Saí cedo e fui logo para casa cozinhar. Considero a cozinha um acto criativo: gosto de ouvir música e simplesmente criar. Nunca sei bem como vai acabar, porque estou realmente a improvisar. O jantar era para o meu primo que, ao chegar, tirou da mochila o vinho que íamos beber. Foi com grande surpresa que me deparei com um Quinta do Quetzal 2016. Conhecia bem este vinho da Vidigueira, pois poucas horas antes tinha lido sobre ele ao preparar-me para a entrevista. É um vinho de cor granada, com notas de fruta preta e boa intensidade. A madeira está presente de forma discreta. Sinto que é um vinho que ganhará muito com a guarda; daqui a cerca de 10 anos será…
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Rovisco Pais 2022
Adoro receber amigos em casa. Nada melhor do que ficar à conversa até tarde, sem a pressa ou as limitações de um restaurante. Há cerca de um mês, perto do Natal, reuni em casa um grupo de amigos do tempo da escola.A ideia era simples: comer uma boa cachupa e beber uns copos valentes. Para tornar o dia ainda mais divertido, organizei um jogo de padel antes do repasto.Um dos meus amigos levou uma garrafa de vinho chamada Rovisco Pais. Só o nome impõe respeito, forte, elegante, com classe. O vinho acabou por não ser aberto nesse dia e ficou guardado para uma ocasião especial.Ontem, com um lombo de porco no forno, decidi que era o momento certo para o provar. É um vinho da Península de Setúbal, com boa intensidade e aromas a madeira, chocolate e baunilha, complementados por notas de fruta vermelha.Um vinho elegante, tal como o nome…
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Mainada uma criação da Mainova
Há muitos anos tive o prazer de conhecer a criadora da Mainova, a mais jovem produtora de vinho de uma família dedicada à arte vínica. A conversa foi simpática e, no final, fui presenteado com uma caixa que reunia o portefólio das criações desta enóloga. Ontem, num dia de celebração, decidi abrir uma das garrafas. O Mainada. É um vinho alentejano, mas foge às características mais pesadas típicas da região, sem presença de madeira. Revela-se fresco e elegante, com notas de fruta vermelha, ameixa e um toque cítrico que remete para a lima. O final é longo e agradável. Acompanhou uma feijoada ligeiramente picante, mostrando-se uma escolha acertada. Com 14% de álcool, esta garrafa chega ao mercado por cerca de 23€. Gostei sobretudo por apresentar um Alentejo diferente, com uma construção menos intensa, mas muito saborosa.
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Séris Bastardo 2019
Há muitos anos, recebi a visita do produtor da Real Companhia Velha. No final da conversa, de forma muito simpática, fui presenteado com uma garrafa muito especial: um Bastardo 2019. Esperei por uma ocasião solene para a abrir. O momento chegou quando o meu primo fez anos e fui convidado para jantar em sua casa. Pensei: “É agora!” A noite estava fresca e ligeiramente molhada, mas mesmo assim arrisquei e fui de bicicleta. Há, de facto, um prazer incrível em pedalar por Lisboa. Abrimos o Bastardo sem saber muito bem o que esperar. Fiquei de boca aberta com a cor do vinho: parecia um palhete, quase sem cor. Será que vamos beber água? Nada disso! Um magnífico tinto, elegante, conhecido pela sua tonalidade invulgar. Notas intensas de frutos vermelhos maduros, presença subtil de madeira, e feito a partir da casta Bastardo, pouco usada em Portugal. É um vinho forte, com…