Coisas Boas em Alta
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    A Cadeira Gonçalo

    Uma cadeira nascida e pensada em Algés em 1953, e é uma cadeira portuguesa. Está em todo lado, nas esplanadas e já nem reparamos nela. O design é do mestre serralheiro português Gonçalo Rodrigues dos Santos e está espalhada pelo mundo fora. Pensada para facilitar a empilhamento na abertura e fecho das esplanadas. São projetadas para durarem muito tempo, são resistentes e a utilização do aço faz a diferença. É capaz de ser a cadeira que mais portugueses se senta. As esplanadas, de norte a sul do país, estão cheias destes elementos verdes de aço inox lacado. O barulho metálico é inconfundível. Arrasta para aqui, arrasta para ali. Puxar uma cadeira desta natureza requer perícia, um pouco de força mas, à medida que nos familiarizamos com ela, adquire-se uma certa sensibilidade empática e o puxar torna-se mais leve, mais fácil. A cadeira tem um nome Gonçalo. Sim, é uma cadeira…

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    Adega da Confraria

    Quem diria que no cadaval se produzia bom vinho de mesa! Engraçado porque estas supressas só acontecem em restaurantes de bairro. A proposta era comer sushi, num restaurante pequeno, perto de casa de amigo. O sushi é fresco e muito em conta. A lista de vinhos é curta, e com alguns vinhos populares, o desafio é provar coisas que não conheço. O meu amigo, é daqueles que usa a expressão “Bora lá” mesmo que não seja uma boa escolha. Pedi um “adega da confraria”! Nunca tinha bebido, nem sabia onde era produzido. O meu primeiro contacto foi com odor, que era suave, sem cheiro a álcool. O meu amigo em jeito de brincadeira, começou por dizer que lhe cheirava a baunilha. Tem 3 castas, a saber: Aragonês, Castelão, e Trincadeira Pratas. A minha prova de boca foi suave, gostei do que bebia. Tentei saber mais sobre o vinho, mas há…

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    Ginjinha

    Muito doce ou apenas doce, está na moda beber uma ginjinha antes ou depois do jantar, ou até pela noite fora. Ginjinha ou simplesmente ginja, é um licor obtido a partir da maceração da fruta da ginja, similar à cereja, muito popular em Portugal, especialmente em Lisboa, em Óbidos, em Alcobaça e no Algarve. Foi um espanhol de sobrenome Espinheira que criou a ginjinha.. A ideia era deixar ginjas a fermentar na aguardente com açúcar, água e canela. O sucesso foi tanto, que Espinheira abriu um estabelecimento no Largo São Domingos. Hoje a Ginjinha é paragem obrigatória para turistas e lisboetas e há filas de gente para se comprar um copinho de ginjinha. Mas por toda a Lisboa há quiosques, tabernas a vender e parece que é um bom negócio. Antigamente muitas mães davam uma colher de ginjinha ou seja um gole para as crianças curarem doenças infantis. Não sei…

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    Colossal

    No outro dia fui atraído pelo nome do vinho, “colossal”! É um nome arrebatador, antes de beber, fico com a impressão que vou desfrutar de algo verdadeiramente imperial. A experiência começa logo com o odor, não cheira a álcool, o que me levou a pensar que seria um vinho pouco intenso e nada colossal. Mas foi levado ao engano! Este vinho consegue ser delicado e ao mesmo tempo intenso. É produzido pela casa Santos Lima, da região de Lisboa, que nos últimos anos esta a fazer um grande investimento de promoção dos seus vinhos. Não há dúvida que o marketing tem uma importância gigante para a evolução de uma região, trabalho que já foi feito com sucesso no Alentejo e douro. Isto quer dizer, que ainda é possível comprar um vinho muito bom da região de Lisboa a preços muito simpáticos. Voltando ao Colossal, a nota de prova diz-me que…

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    Conde de Arraiolos reserva 2018

    Adoro ser surpreendido! Foi o que aconteceu com o conde de Arraiolos reserva 2018! Um alentejano redondo, bem feito! O bem estar começa no seu aroma, uma madeira discreta com frutos vermelhos! Depois quando se prova há um delicado paladar a baunilha e madeira! É um puro alentejano, cheio de intensidade! Bom para comer com pratos de carne e bem condimentados! O preço médio da garrafa ronda os 14€! Foi de facto uma experiência maravilhosa. A repetir sempre que vir uma garrafa à venda. 

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    Foral de Évora

    Confesso desde já que sou um admirador da gama de vinhos da Cartuxa, da Fundação Eugénio de Almeida na produção de vinhos. Já aqui escrevi do vinho Cartuxa, mas desta vez o que aqui me traz, é outro produto do seu portfolio. Desta vez, vou falar do Foral de Évora, um vinho suave, muito frutado com travos de carvalho, canela e baunilha, jovem e com uma graduação à volta dos 15º. Como já disse em crónicas anteriores, não sou enólogo, nem especialista em vinhos. Apenas um apreciador de “mesa”, que gosta de partilhar com os amigos. Portanto peço a quem tiver o trabalho de ler esta crónica, que perdoe algum disparate. Este vinho na minha humilde opinião, está ao nível do Cartuxa, embora com uma notoriedade inferior. Digamos que aconselharia a prova acompanhada com um queijo de Tolosa (Niza), sobretudo se for da casa Queijos Fortunato, e ainda melhor…se possível…

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    Gin

    Não gostava nada do sabor do Gin mas insisti e agora sou fã . Só com limão e água tônica é muito gelo. É considerada a bebida do momento. Todos os drinks feitos à base de Gin tem muita saída e estão na moda. O Gin é uma bebida destilada a partir de cereais. Passa depois por uma infusão acrescentando-se zimbro e mais umas especiarias. Não é muito forte pois tem só cerca de 38 graus de álcool e não precisa de ser envelhecido. Descoberto no século 17 começou primeiro por ser usado como medicamento! Como tem uma pequeníssima quantidade de quinino na sua composição, os soldados ingleses tinham de beber porque servia para combater o paludismo. E não ficavam contrariados. Escorre pela garganta facilmente e ao terceiro Gin, já se está muito, muito alegre. 

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    Licor de merda

    Licores há muitos mas com o nome de… merda só há um. Em Cantanhede o Sr Luís Sérgio passa os dias a tentar fazer licores com sabores exóticos. Licores de sardinha, polvo e bacalhau são exemplo da sua imaginação humorada. O de m… é feito à base de leite, canela e algumas frutas exóticas. Faz desde 1974, ano da nossa Revolução e no rótulo faz umas considerações sobre isso metendo até o General Vasco Gonçalves ao barulho. Vende imenso para o Brasil e Moçambique porque diz que a língua portuguesa ajuda a vender bem. Eu experimentei e não acho nada de especial e apenas o nome provoca a curiosidade. A cor muito amarela e aguada e no rótulo que tenta ter piada diz que o licor é feito de várias merdas de confiança. Não era preciso 

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    Um vinho da 4 feira

    Adoro ser surpreendido, entrar num restaurante e ser o empregado a escolher o que vou beber. Foi assim que conheci este vinho. Insólito é um vinho suave, nunca tinha ouvido falar, parece que há um normal e este reserva, e um típico alentejano com um sabor a madeira agradável, sem ser muito intenso. Não senti o peso do álcool, bom para acompanhar uma carne temperada oi algo mais simples como uma pizza! Uma optima experiência para uma noite a meio da semana.