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A Primorosa de Alvalade, uma noite de clássicos
Jantei em casa com amigos, com o objetivo de, depois do jantar, seguir para uma noite diferente, íamos dançar. A proposta era simples: ter uma noite agradável. No passado, sair à noite costumava significar deitar‑me muito tarde, a pista só começa a encher por volta das 2 da manhã.Na Primorosa de Alvalade, não é nada assim. Às 23h já a pequena pista de dança está animada. Ali, parece que aterramos diretamente nos anos 80: um espaço clássico, com sofás e mobiliário a condizer, que nos transporta no tempo. Só não era o mais novo na pista porque os meus amigos são ainda mais novos… O ambiente é descontraído: gente bem‑vestida, que gosta de sair, beber um copo, dançar… e ir para casa cedo. A música é muito bem escolhida, com clássicos que toda a gente conhece de cor, cantar faz parte da experiência. O DJ é talentoso e percebe-se o…
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Bar das colunas
Há quase duas décadas que me mudei para a zona oriental de Lisboa. Admito que sou muito feliz aqui , talvez até mais do que no passado. Há muito tempo que conheço o Bar das Colunas, no Poço do Bispo. Nem sei bem porque nunca tinha escrito sobre este espaço. Já lhe conheci vários donos… e diferentes fases gastronómicas. Este fim de semana, voltei lá para almoçar e fiquei com vontade de partilhar a experiência. Ali vai‑se à procura de comida tradicional portuguesa, com um toque de autor. Com reserva feita, cheguei à hora certa, ainda bem, porque a sala principal ia receber um grupo grande.A simpatia impera: toda a equipa é atenciosa e acolhedora. Apeteceu‑me beber um copo de vinho, mas sem abrir garrafa, e ali só se paga o que se consome, o que é sempre um ponto positivo. Para comer, pedi uma espetada de novilho com batata…
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Bairrada. Terras de bem-viver
No sábado decidi fazer um jantar lá em casa. A ideia era simples: preparar uma refeição saudável para amigos. E a verdade é que não faltava boa comida. Começámos com húmus, burrata, queijo feta e pesto, perfeitos para abrir o apetite. Como prato principal, optei por um bacalhau com broa, que estava, de facto, maravilhoso. A acompanhar, abri um Bairrada Terras de Bem‑Viver, um espumante português cheio de carácter. Um vinho que prova que, em Portugal, se produzem espumantes de grande qualidade, diria mesmo competitivos com a região de Champagne. Este espumante afirma‑se como um dos produtos de referência da Bairrada, tal como o famoso leitão. Apresenta uma cor citrina, com notas frutadas e florais intensas, onde se destacam a maçã, a toranja e o limão. No final, revela‑se longo, mineral e persistente. Com 12,5% de álcool, chega ao mercado por cerca de 19 €. Gostei particularmente da sua frescura…
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Casa Mocambo
Nasci em Moçambique, mas admito que não tenho uma ligação emocional forte ao país. Vim com quatro anos e guardo poucas memórias dessa fase. Ainda assim, sempre que alguém fala de um sítio onde se come comida moçambicana, fico imediatamente entusiasmado. Foi assim que, há dias, o meu primo, ao subir de carro a Rua do Vale de Santo António, descobriu um restaurante moçambicano. Avisou a família e, rapidamente, marcámos visita. Num domingo, à hora de almoço, levei a minha mãe para conhecer o espaço. Tive a sorte de estacionar a cerca de 20 metros da porta, o que, naquela zona, é um pequeno milagre. Mal entrei, a música africana fazia‑se ouvir com intensidade. O ambiente é descontraído e o empregado, muito simpático, recebeu‑nos com sentido de humor: “Subiram a rua a pé?”, pergunta justa, porque a subida não é fácil. Se quiserem visitar, aconselho mesmo irem de táxi. A…
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Nobody
No sábado à noite, já bastante cansado de um dia cheio, deitei‑me a fazer zapping, à procura de algo para embalar um bom sono. Acabei por parar no Canal Hollywood, que, confesso, já não via há décadas. Estava a começar um filme de que nunca tinha ouvido falar: Nobody. Um verdadeiro filme de ação à antiga. Um herói que não quer nada além de viver uma vida tranquila, mas que acaba arrastado para o centro da ação. Hutch Mansell leva uma existência monótona, ignorado pela mulher e pelo filho adolescente. Quando dois ladrões invadem a sua casa, decide não reagir, para evitar violência, o que o deixa desacreditado perante a família. Mas tudo muda quando, num autocarro, defende uma jovem de um grupo de marginais. Aí revela capacidades de combate que escondia… e entra na mira de um perigoso barão do crime russo. O que me prendeu foi o protagonista,…
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Quinta do Monte d’Oiro
Sexta‑feira, a preparar um jantar para o meu primo. Nada mais reconfortante, depois de uma longa semana de trabalho, do que relaxar com um branco bem fresco. Adoro cozinhar, conversar e ir bebicando um copo de vinho. Desta vez, escolhi um Quinta do Monte d’Oiro branco, um vinho que faz parte do portefólio da Enoteca Clube do Vinho. Produzido em Alenquer, este vinho destaca‑se pela sua suavidade e elegância, resultado da combinação de castas como Arinto, Viognier e Marsanne. No aroma, encontramos notas florais e de fruta cítrica, com um final mineral muito agradável. É um vinho biológico, com 12,5% de álcool, leve e equilibrado. Chega ao mercado por cerca de 10 € e é, sem dúvida, uma excelente escolha para começar uma refeição
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Rooster na HBO Max
Tenho passado os meus serões a ler, admito que vejo muito pouca televisão. Normalmente, só ligo a televisão à hora do jantar, e a escolha recai quase sempre nos canais de notícias. O mais curioso é que tenho várias plataformas de streaming, cheias de opções… mas a leitura tem ocupado o meu tempo. De vez em quando, sinto‑me quase “obrigado” a ver alguma coisa, nem que seja para justificar o que pago todos os meses. Neste fim de semana, tropecei numa série muito divertida e inteligente: Rooster, disponível na HBO Max. A história acompanha Greg Russo, um escritor de sucesso convidado a integrar, durante um semestre, o corpo docente de um campus universitário, onde também leciona a sua filha, com quem tem uma relação complicada. A série é realmente divertida: dei boas gargalhadas. O humor é inteligente, bem construído e foge ao óbvio. Rooster é já uma das estreias de…
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Bellus Grande Escolha Alicante Bouschet
O fim de semana começou com um grande vinho. Adoro estar na cozinha com amigos, cozinhar e desfrutar de uma boa garrafa. Foi nesse espírito que conheci, numa entrevista, João Tique, produtor alentejano. A conversa foi muito agradável e, no final, fui surpreendido com uma caixa de vinhos, onde se destacava o Bellus Grande Escolha Alicante Bouschet. Trata‑se de um vinho de baixa intervenção, elaborado com uma filosofia artesanal e minimalista. Apresenta uma cor intensa, fruto da utilização exclusiva da casta Alicante Bouschet. Na prova, estranhei inicialmente a ausência de notas de madeira, algo pouco comum num vinho do Alentejo, mas isso explica‑se porque não estagia em barrica de madeira.No aroma, destacam‑se notas de cereja, e na boca revela‑se um vinho aveludado, elegante e cheio de classe, muito fácil de beber. “Elegância” é, sem dúvida, a palavra que melhor o define. É um vinho que pede companhia de carnes grelhadas,…
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Sabores de Goa, o Vinho
Sou cliente e grande fã do restaurante Sabores de Goa. Fica no badalado bairro dos Anjos e serve comida goesa tradicional, e diga‑se desde já, muito boa. Há dias, a minha mãe fez uma encomenda para casa e o Sérgio, proprietário do restaurante, decidiu surpreendê‑la com uma garrafa da marca da própria casa. Foi uma surpresa muito simpática, e fiquei à espera de uma ocasião especial para a abrir. Este fim de semana, em família, decidi fazê‑lo. Serviu de aperitivo, antes da refeição, a acompanhar uns queijos e boa conversa. É um vinho honesto, produzido na Adega de Vila Flor, com 13% de álcool. Equilibrado, simples e sem pretensões, mas sem desiludir. Percebe‑se que é um vinho pensado para consumo imediato, muitas vezes integrado em menus de grupo. Achei muito curioso e interessante este pequeno restaurante ter um vinho próprio com esta identidade. Muitos parabéns