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De Volta a Casa de Jeanine Cummins
É o terceiro livro que leio da autora Jeanine Cummins. E todos eles me conquistaram. Jeanine Cummins é extremamente talentosa e tem a capacidade de me prender completamente à sua narrativa. Há dias acabei De Volta a Casa e, mais uma vez, fiquei rendido. Neste livro, a autora percorre a vida de três mulheres: a avó, a mãe e a filha, três gerações diferentes da mesma família. O interessante é como conseguimos viver, ao longo dos capítulos, diferentes épocas, contextos e culturas. Por exemplo, Daisy, a neta, desloca-se de trotinete, o que ilustra bem a mudança dos tempos. A obra conta a história de uma família emigrante que sai de Porto Rico em busca de uma vida melhor, mas onde o apelo ao regresso está sempre presente. O livro explora profundamente temas como a maternidade, o perdão, a culpa, os traumas e a força invisível dos laços familiares. Senti também…
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Spider-Noir
Um colega de trabalho estava muito entusiasmado com a estreia de Spider-Noir. Era o grande regresso de Nicolas Cage e o entusiasmo dele acabou por me contagiar. No dia de estreia, decidi dar uma oportunidade à série. Está disponível em duas versões, a cores e a preto e branco, e optei pela versão a cores. Adorei. Trata-se de uma versão alternativa da história do Homem-Aranha, passada em Nova Iorque durante a Grande Depressão, em 1933, numa época em que o álcool era proibido. Aqui, o nosso herói é um detetive particular que combate mafiosos e a corrupção. Ao contrário da versão original, em que Peter Parker ganha poderes após ser picado por uma aranha mística, nesta história o protagonista é mordido por um prisioneiro usado em experiências científicas. O ambiente fez-me viajar até à infância, lembrando-me das séries a preto e branco como Dick Tracy. Vale muito a pena ver,…
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Dalva Bruto espumante 2021
A minha prima fez 50 anos e é uma verdadeira fã de espumante.Gosta de começar as refeições com uma taça e, ao longo do tempo, tenho visto como os seus olhos brilham sempre que abre uma garrafa. Por isso, decidi oferecer-lhe uma caixa de espumante do catálogo da Enoteca Clube de Vinhos: o Dalva Bruto 2021. A primeira garrafa foi aberta no dia do aniversário, o que me deu a oportunidade de provar. Apresenta uma cor amarela cítrica e bolhas muito persistentes, alguém até comentou que fazia lembrar um champanhe francês, tal a sua intensidade. Tem um aroma frutado e, apesar da vivacidade, revela-se leve e equilibrado. Com 12% de álcool, deve ser servido bem fresco, ideal como aperitivo ou a acompanhar queijo fresco. Produzido na região do Douro, chega ao mercado por cerca de 8€.Gostei e é, sem dúvida, uma opção a repetir em casa.
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Herdade Aldeia de Cima Reserva
Estava tudo preparado para uma grande festa: Portugal estreava-se no Mundial e a minha prima celebrava o aniversário. Levei o Herdade Aldeia de Cima Reserva para brindar em família. Um tinto do Alentejo, da serra do Mendro, na Vidigueira, de cor rubi, com notas de fruta preta e um leve toque floral. Apesar do estágio em madeira, esta surge de forma subtil, mantendo o vinho elegante e equilibrado. Acompanhou na perfeição um bacalhau no forno com batatas a murro, combinação certeira. Com 14% de álcool, surpreende pela leveza e harmonia. Chega ao mercado por cerca de 20€. Um vinho muito bem conseguido. A repetir, sem dúvida. Esperando que a seleção faça um resultado mais positivo quando abrir a próxima garrafa.
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Lupita Pizzaria Alvalade
Há algum tempo que tinha curiosidade em entrar no Lupita Pizzaria, em Alvalade. Sempre que passava à porta, sentia uma boa energia, gente à espera, movimento, vida. Lá dentro, quem está sentado consegue ver todo o processo: a massa, o recheio, o forno sempre em ação. Ontem, ao fim da tarde, decidi finalmente ir experimentar. Estava muito calor… e entrar num espaço com um forno gigante não pareceu a melhor ideia. Valeu o vinho branco para ajudar a baixar a temperatura. Não consigo dizer qual era o vinho, de forma muito simpática, o empregado ia retirando a garrafa para a manter fresca. Sei apenas que estava muito agradável. A garrafa ficou por 24 €. Para comer, pedi uma pizza pepperoni diferente do habitual, levava um toque de mel, que suavizava o picante e tornava tudo mais equilibrado. O espaço é claramente pensado para gente jovem: mesas baixas, bancos pequenos, quase…
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“Acerto de Contas” de John Grisham
Para quem me conhece, sabe muito bem o fascínio que tenho por este autor. Talvez por ter estudado Direito, agrada-me imenso a atmosfera que John Grisham consegue criar. Afinal, é considerado o criador de um género literário muito próprio: o thriller jurídico. Já li muitos dos seus livros, mas arrisco dizer que este é, sem dúvida, um dos melhores. “Acerto de Contas” levanta uma mão-cheia de inquietações. A mais relevante para mim são as questões raciais, retratadas numa América da década de 1940, onde o racismo imperava sobretudo nos estados mais conservadores do sul do país. A história decorre em 1946, na cidade fictícia de Clanton, no Mississippi. Pete Banning é um herói da Segunda Guerra Mundial, um fazendeiro próspero e um dos pilares da comunidade local. Numa manhã aparentemente normal, entra calmamente na igreja metodista da cidade e mata o reverendo Dexter Bell com três tiros. O que terá…
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Os Maias de Eça de Queirós
No final de 2025 comprei as obras completas de Eça de Queirós. A versão digital custou-me apenas 0,99 €. São muitas horas de leitura e de descoberta de um Portugal que não conhecia. Ontem acabei de reler Os Maias, pela terceira vez. Li-o em miúdo, depois já casado, com outra maturidade, e agora novamente. Eça é um génio na forma como constrói as suas personagens, dando-lhes profundidade e dimensão emocional. Fico com a sensação de que o mundo que ele retrata não é produtivo: ninguém parece trabalhar. De que vive, afinal, a burguesia lisboeta? Em A Tragédia da Rua das Flores, Eça de Queirós já ensaia ideias e personagens que mais tarde desenvolve em Os Maias. Há figuras que transitam de um livro para o outro. O romance acompanha a trajetória e a decadência da família Maia ao longo de três gerações, constituindo uma crítica mordaz à sociedade lisboeta e…
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Almanua F Branco 2024
Estava um calor incrível e tinha um jantar marcado lá em casa. A grande questão era: o que comer com esta temperatura? E, mais difícil ainda, o que beber para acompanhar? A escolha revelou‑se certeira: Almanua F Branco 2024, servido a uma temperatura bem fresca, a rondar os 5 graus. Um vinho branco sofisticado, produzido pela VINEVINU, na região dos Vinhos Verdes, um projeto familiar dos enólogos Manuel e Luís Cerdeira. É um lote maioritariamente composto pelas castas Alvarinho e Arinto. Apresenta uma cor amarela intensa, que à primeira vista até me surpreendeu, cheguei a pensar que poderia não estar em condições… mas estava perfeito. No aroma, destacam‑se notas minerais, alguma fruta cítrica e uma ligeira presença de madeira. Na boca, revela um final longo e persistente. Tem 12,5% de álcool. Chega ao mercado por cerca de 21 € e foi, sem dúvida, uma excelente escolha para acompanhar o salmão…
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Euphoria
Nunca tinha ouvido falar da série Euphoria, mas o anúncio da terceira temporada foi feito com tanta pompa que acabei por tropeçar num spot de promoção. Por curiosidade, decidi começar a ver. Estão a ver os Morangos com Açúcar? Não tem absolutamente nada a ver. A história passa‑se num liceu nos Estados Unidos e acompanha um grupo de adolescentes, mas o que vemos está longe de ser leve. É tudo muito intenso e pesado. Há droga, sexo, violência, abuso… uma realidade crua que deixa um sinal claro para quem tem filhos nesta idade. Criada por Sam Levinson e baseada numa minissérie israelita, tornou‑se um fenómeno global precisamente pela forma como retrata a adolescência contemporânea sem filtros. A narrativa centra‑se em Rue Bennett, uma jovem de 17 anos que regressa a casa após uma overdose e uma passagem por reabilitação… mas rapidamente volta a consumir. Cada episódio mergulha na história de…