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Canina
Não sei bem como encontrei este filme e também tenho alguma dificuldade em fazer uma leitura séria do que vi. Será que existe, sequer, uma leitura séria? Canina conta a história de uma família: mãe, pai e um recém-nascido. A mãe interrompe a sua vida de artista para ficar em casa a cuidar do filho. Como é óbvio, há um grande desgaste nesta relação: o pai está ausente e a mãe faz tudo para tomar conta da criança. A meio do processo, a protagonista começa a acreditar que se está a transformar num cão. Talvez seja uma metáfora sobre a vida das famílias mais jovens, por vezes, sai mais barato um dos elementos do casal ficar em casa do que pagar a uma ama para cuidar do filho. Não é um grande filme, mas ganha outra dimensão quando entra no plano da fantasia, com a protagonista a desenvolver características físicas…
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Niwohom, lampada de Mesa de Cabeceira Tátil
Durante anos usei um candeeiro de sal na minha mesa de cabeceira.Dava uma luz agradável e, ao que parecia, ajudava a “limpar as energias”. Para ser sincero, eu usava-o simplesmente como luz ambiente. Todos os dias, antes de dormir, deixava-o ligado e fazia-me muito bem. Há uns dias descobri que este candeeiro estava a danificar a mesa de cabeceira e até o chão, porque deixava cair pequenos pedaços de sal por todo o lado. Com muita tristeza, acabei por o guardar na arrecadação. Mas senti um vazio enorme, faltava-me aquela luz de presença que me transmitia uma certa paz. Comecei então a procurar algo que pudesse substituir o meu candeeiro de sal. Foi aí que descobri online, na Amazon, o Niwohom, uma lâmpada de mesa tátil e regulável, com 256 cores RGB, 5 modos de iluminação e recarregável por USB, com função de temporizador. Ao início parecia que estava numa…
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Camarada Cunhal
O chamado cinema de autor português tem um ritmo muito diferente do “outro” cinema. Há uma forma quase poética de contar a história: há quem goste e há quem ache demasiado lento. “Camarada Cunhal” é um filme de 2025, mas parece pertencer a outra época. Não chega a ser panfletário, nem carrega a narrativa com excesso de política. Limita-se a contar a história de Álvaro Cunhal aquando da sua chegada ao Forte de Peniche, em 1956, a sua permanência na prisão e, por fim, o famoso plano de fuga. Os guardas prisionais são retratados como figuras brutais. Álvaro é colocado na zona mais vigiada do forte, mas acaba por criar uma pequena comunidade com os seus camaradas de luta. Juntos, planeiam uma fuga, e conseguem-na. O filme é muito lento; demora uma eternidade a passar de um ponto ao outro.Realizado por Sérgio Graciano, está disponível nos canais TVCine. Vale a…
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Coutada Velha 2024 um vinho da Ravasqueira
Tropecei nesta garrafa num escaparate: estava em promoção, pouco mais de 5€, e o rótulo chamou-me logo a atenção por se assemelhar ao de uma garrafa da Casa Ferreirinha. Só em casa, ao abrir, percebi que não era. Ainda assim, a entrada que preparei para acompanhar o vinho combinou lindamente e não perdi o entusiasmo pelo meu “erro”. Trata-se de um vinho alentejano produzido no Monte da Ravasqueira, com uma forte presença de madeira e notas de baunilha. O Coutada Velha 2024 revela-se intenso, com a dose certa de acidez. A cor apresenta já traços de envelhecimento e mostra-se muito equilibrado no conjunto. Apesar dos 13,5% de álcool, o equilíbrio é tão bem conseguido que praticamente não se sente. Em resumo: uma agradável surpresa, que quero certamente repetir, ainda por cima a um preço muito simpático.
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Pasta de frutos do mar do Mercadona
Ir ao Mercadona é sempre uma alegria. Não há dúvida de que os espanhóis sabem mesmo tratar bem os clientes. E, claro, sempre que lá vou acabo por deixar um rim, porque compro tantas coisas que nem preciso… mas que adoro. Desta vez quero falar-vos deste patê delicioso. É uma pasta de delícias do mar, e admito que só a expressão “delícias do mar” já me deixa de nariz torcido, mas este produto é realmente especial. Segundo a embalagem, não tem glúten. Antes do jantar, sirvo um copo generoso de vinho tinto e, com umas tostas, vou desfrutando deste patê. Um verdadeiro mimo. É também um produto barato: uma embalagem de 150 gramas custa cerca de 1,50 €. Fiz uma pesquisa rápida pelos outros supermercados e este é, de facto, o preço mais baixo. O Pingo Doce apresenta um produto semelhante a 2,89 €, e o Continente tem outro a…
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Respira (Breathe)
Admito que é com entusiasmo que, depois do jantar, me sento no sofá e escolho um filme para ver. Plataformas de cinema há muitas, mas decidi experimentar os canais TVCine para ver como eram. Acabei por descobrir que oferecem um pouco de tudo. Como já não vou a uma sala de cinema há anos, o que realmente me interessa são os filmes mais recentes. E cheguei à conclusão de que estamos numa fase cheia de filmes sobre a destruição do planeta, muito provavelmente inspirados pelos tempos da pandemia. O filme que vi ontem chama-se Respira, Breathe no original. Mostra uma Terra onde já não existe oxigénio respirável para os humanos, obrigando as sociedades a viver em bunkers, longe da superfície, onde a vida se tornou impossível. Maya e a filha, Zora, vivem escondidas num bunker subterrâneo e usam um fato especial com oxigénio para pequenas saídas à superfície. Tudo começa…
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Caminho Touriga Nacional
Há muito tempo que tinha este vinho guardado para uma ocasião especial, e foi na passada sexta‑feira que decidi abri‑lo num jantar de família. Caminho Touriga Nacional é um vinho tinto monovarietal produzido na região do Dão, pela produtora Cas’Amaro. Apresenta uma cor intensa, próxima do grená, e um paladar surpreendentemente suave. É um vinho floral, elegante e fresco. Com 13,5% de teor alcoólico, revelou-se perfeito como vinho de entrada. Foi acompanhado por pão com chouriço e uma pizza de cogumelos, combinações que potenciaram ainda mais a prova deste Caminho. É certificado como um vinho vegan, o que reforça a sua identidade moderna e consciente. Chega ao mercado por cerca de 12 €. Caracterizo-o, sem dúvida, como um vinho muito elegante e requintado.
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28 Anos Depois
Nunca tinha ouvido falar desta sequela e, quando comecei a ver, estava convencido de que se tratava de um filme isolado. “28 Anos Depois” é o terceiro filme da saga, e admito que gostei imenso. A realização de Danny Boyle é extremamente eficaz, mantendo o espectador preso ao ecrã do início ao fim. O filme está bem construído e apresenta vários momentos verdadeiramente arrepiantes. Quase três décadas após o surto inicial de raiva, a sociedade sobrevive em comunidades isoladas. A história acompanha um jovem, Spike, que atravessa o território infestado da “ilha principal” para procurar tratamento médico para a mãe gravemente doente. O perigo pode surgir a qualquer instante. A atmosfera de “28 Anos Depois” fez-me lembrar, em vários momentos, a série The Last of Us. Curiosamente, algumas cenas foram filmadas com um iPhone, o que lhes confere uma estética mais crua e intensa. Adorei o filme e recomendo vivamente.…
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Saturday Night
Tão bom que é, depois do jantar, sentar-me no sofá e ver um filme. Admito que não estou particularmente encantado com os canais TVCine. A organização da aplicação deixa a desejar e, quando anunciam que os filmes são recentes… bem, nem sempre corresponde totalmente à verdade. Mas isso não me tira o entusiasmo.E ontem voltei a ser muito feliz com a escolha que fiz para a minha noite. Decidi ver o filme “Saturday Night”. A história decorre em tempo real, durante os 90 minutos que antecederam a primeira emissão em direto do Saturday Night Live. Viajamos até 11 de outubro de 1975, o dia em que o programa estreou e marcou uma mudança no humor televisivo, um verdadeiro marco na comédia americana. O foco central é a luta de Lorne Michaels para colocar o programa no ar, enquanto enfrenta problemas técnicos, egos de comediantes e a descrença dos executivos da…