Os One Vision a banda de tributo aos Queen
A minha mãe adora ir a concertos. Só não vai mais vezes porque já não tem grande paciência para passar horas em pé. Mas sempre que surge um espetáculo onde pode estar sentada, aproveita a oportunidade.
Quando foi anunciado o concerto dos One Vision, banda de tributo aos Queen, comprou logo dois bilhetes. A ideia era ir com a irmã, mas ela acabou por não poder comparecer e lá fui eu.
Nunca tinha ouvido falar dos One Vision, até porque também não sou propriamente um grande fã dos Queen. Na hora que antecedeu o espetáculo, passei algum tempo ao telefone a tentar perceber quem eram. Descobri então que são apontados por muitos como um dos melhores tributos à banda britânica.
Com cerca de 20 anos de carreira, os One Vision mostram em palco toda a experiência acumulada. A rodagem é evidente, quer na forma como interpretam os temas, quer na maneira como comunicam com o público.
O espetáculo começou pouco depois das 21 horas. Confesso que os primeiros minutos me deixaram algo apreensivo, porque parecia existir uma tentativa de reproduzir o visual dos Queen. Felizmente, à medida que o concerto avançava, percebi que a proposta da banda ia muito além da simples imitação. As interpretações têm personalidade própria e não são uma mera cópia dos originais, algo que apreciei bastante.
Durante cerca de hora e meia desfilaram muitos dos grandes êxitos dos Queen. O ponto alto chegou já perto do final, com uma excelente versão de Bohemian Rhapsody, uma das canções mais icónicas da história da música popular.
A banda sabe também tirar partido da componente visual. Ao longo do concerto houve uma presença constante de vídeo, com imagens emblemáticas dos Queen e da carreira de Freddie Mercury. Ficou-me particularmente na memória a interpretação de We Are the Champions, acompanhada por imagens de alguns dos maiores campeões do desporto nacional.
O público esteve rendido do princípio ao fim. Cantou, dançou e viveu intensamente cada canção.
Pelas 22h30, o espetáculo chegou ao fim. Saí do Tivoli satisfeito com a experiência e com aquela hora e meia de viagem pelo universo dos Queen, proporcionada por uma banda que conseguiu homenagear os originais sem perder a sua própria identidade.


