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Asoka – Talho sem carne
O projeto é de Diogo Borges e o primo, Frederico Neves. O primeiro trabalhava na área do turismo, o segundo é piloto. Aproveitaram a pandemia, em que tinham mais tempo livre, para montar este negócio. Querem mostrar às pessoas que há alternativas para tudo. Diogo tem 1,90 metros e para ficar saciado comia dois hambúrgueres de carne, e com estes come apenas um e fica bem. No Asoka trabalham quatro cozinheiros que criam todos os produtos, que são depois congelados num abatedor de temperatura, e terminados na casa dos clientes. Há hambúrgueres, almôndegas, salgados (como croquetes, chamuças ou falafel), e molhos (maionese de castanhas, e ajvar — um molho típico dos Balcãs). Os salgados, por exemplo, podem ser comprados já fritos e ultracongelados, ou por fritar. Podemos fazer as nossas compras no número 267B, da Avenida Comandante Gilberto Duarte e Duarte, na Parede, ou comprar através do site e receber em casa.…
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Tacho
Precisei urgentemente de ir ao Ikea fazer uma compra ao postigo! Andava a namorar há muito um tacho que me parecia resistente mas eu não sabia que este que comprei tem a garantia de 25 anos! Vai passar para o filho o para os netos! É um tacho de tampa fechada, mas dá ideia que tem algo bonito a esconder e a vontade é imediata: levantar a tampa para ver o que está dentro. Ponham um tacho na mesa com tampa e vejam qual a reação dos mais curiosos. Levantar É essa a beleza de um tacho no centro de qualquer mesa. As vezes até queimamos os dedos! Também podemos dizer que aquele tem um “belo tacho”, que em poucas palavras tem um belo emprego que não faz nada. Ou então que cozinha bem, e que “é bom nos tachos”. Mas o tacho que fui comprar afinal não é um tacho qualquer! É da gama VARDAGEN…
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As bifanas do Afonso
Ao comando de uma enorme frigideira cheia de molho e carne de porco já não está o Sr. Afonso. Agora quem trata do assunto é José Rodrigues, mas a receita não tem segredo: é “vinho branco e um bocado de banha”, igual a receita do Afonso. Para além de servirem as bifanas cheias de molho, que escorrem pelos nossos dedos dentro de um carcaça fofinha, ainda servem umas sandes de couratos e torresmos, tudo para se comer ao balcão, com uma imperial, e toca a andar. Pode parecer fácil, mas fazer bifanas é uma arte que nem todos dominam. A carne de porco não pode ter muita gordura e o molho é muito importante e depois e só ferrar o dente. Não é por acaso que muitas vezes há fila para se entrar mas vale a espera. Perguntando ao homem da frigideira José Rodrigues, o motivo deste sucesso ele responde com…
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Chocolate com banana – Quinta das Tílias
Tive contacto com o Rui Andrade um dos responsáveis da Quinta das Tílias que trabalham a partir de Benavente! Confesso que fiquei fascinada com aquilo que eles fazem com o mel e com o pólen. Tudo artesanal e eles trabalham o cacau que vem da América do Sul com banana seca e fazem uma mistura excelente. Não fica muito doce mas é um sabor inusitado que não é igual aos outros chocolates que tenho comido. Eles são produtores de mel e o segredo é ser um trabalho artesanal feito com amor e muito delicado. A tablete deste de banana que provei, custa 3.50. Tem outras variedades, como o chocolate com mel e pólen, que me pareceu que era o mais vendido. Depois há o de coco e por aí fora. Estes chocolates são vendidos em pequenas lojas tradicionais onde desaparecem rapidamente. Rui Andrade contou-me ainda que logo que esta pandemia…
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Os Travesseiros de Sintra, Piriquita
A padaria que mais tarde viria a ser conhecida por Piriquita foi fundada em 1862, há cerca de 160 anos. Trabalhavam lá Amaro dos Santos, padeiro de profissão e sua mulher Constância Gomes. O nome Piriquita advém da alcunha que o rei D. Carlos I deu a Constância Gomes, por causa da sua baixa estatura. Foi o Rei D. Carlos I que encorajou o casal a confeccionarem os famosos Travesseiros, um doce que desfrutava durante os seus verões em Sintra. O sucesso foi imediato e depressa a padaria se transformou em Pastelaria. Ao longo dos anos muito mudou mas também muita coisa ficou na mesma, tal como a qualidade dos produtos confeccionados e a própria família que se dedica a servir os seus clientes de todo o Mundo. Na década de 40 enquanto grande parte do Mundo se destroçava, em Sintra nascia um novo tesouro. a filha da fundadora, desenvolveu…
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Chumaçaria
Uma boa chamusa sabe-me muito bem. Até porque eu tenho sangue indiano e estou habituada a comer este género de comida. Quanto mais picantes e com boa carne são as minhas preferidas, mas os tempos estão a mudar e agora vejam isto: Um pequeno espaço que abriu em Lisboa é dedicado a chamuças e o nome diz logo tudo: A Chamuçaria. Abriu em Telheiras e tem várias sugestões doces e salgadas, cada uma com uma cor diferente. Encontramos os recheios mais tradicionais, mas também versões alternativas, como choco,lulas, cabrito, batata ou de peixe. O menu fica completo com as propostas de frango, vegetais, camarão ou lentilhas. As massas apresentam cores tão distintas como preto, vermelho, amarelo, verde, castanho e rosa . As chamusas podem ser pedida em formato individual ou numa tábua de 6. Há para queira levar para casa, um caixa de 18 que custam 18€. Tambem servem refeição…
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Dom Rodrigo
São doces especiais e magníficos, considerados conventuais e parecem agradar a toda a gente, incluindo aos turistas que viajam até ao Algarve. O Dom Rodrigo é um dos doces mais tradicionais da região e muito associado à cidade de Lagos. Apesar de usar miolo da amêndoa, destacam-se os ovos na sua envolvência. Tanto com ovos moles como fios de ovos, tal como são caracterizados os doces conventuais. Uma das características dos Dom Rodrigo é serem servidos em forma de rebuçados, mas em ponto grande envolvidos ou embrulhados em papel metalizado de várias e lindas cores. Parecem pequenas pirâmides. Também podem vir servidos em taças de porcelana, ou vidro, e são comidos com a ajuda de uma colher. São mesmo muito doces. Sem certezas absolutas na sua história, acredita-se que o Dom Rodrigo tenha surgido no Convento de Nossa Senhora do Carmo, em 1754, daí a sua natureza de doce…
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Folar da Páscoa
Estamos a chegar a Páscoa e já vemos algumas pastelarias a vender o Folar. O folar é tradicionalmente o pão da Páscoa em Portugal, confeccionado com base em água, sal, ovos e farinha de trigo. A forma, o conteúdo e a confecção varia conforme as regiões de Portugal e vai desde o doce ao salgado.Geralmente é posto um ovo cozido com casca em cima e fina bem bonito . A erva doce e a canela tornam esta massa especial. O folar simboliza a fartura depois do período de jejum na Quaresma, para quem segue a tradição católica, mas também é uma forma de partilha e de manter viva a tradição. Segundo a tradição, muitas crianças vão à casa dos padrinhos para receber o folar na Páscoa, hábito que quase deixou de existir. Folar significa davida ou presente, sempre na altura da Páscoa significando a reconcializacao entre todos . Eu gosto de comer uma…
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Queijo com Porco!
Hoje conto-vos uma bela surpresa que me proporcionou um produto da Empresa Quinta do Fumeiro em Ponte Lima. Fui convidada para um jantar e fui avisada, que ia comer algo que nunca tinha experimentado. Torci o nariz pois tenho medo das surpresas, ainda mais a frente de amigos. Puseram me a frente num prato, uma fatia de queijo recheado com cachaço de porco com aspecto vivo e bonito. Comecei a comer e o que é certo é que senti logo uma empatia entre mim e o que estava no prato, fazendo uma conjugação deliciosa de produtos que talvez duvidasse que combinariam tão bem. Uma sensação do inusitado! Nem precisei de ajuda de qualquer tostinha para acompanhar. Comi de garfo e faca e foi um sabor de bom queijo e boa carne sem gordura que engoli devagar para saborear. Repeti mais uma fatia e fiquei jantada. Nada do que viesse me…