Coisas Boas em Alta
  • Histórias em Alta

    As gorilas

    As gorilas Quem nunca tentou fazer o maior balão de sempre com um Super Gorila? A histórica marca portuguesa continua a ser fabricada nos arredores de Lisboa na fábrica Lusiteca. Pasme-se mas são feitas 5 toneladas de pastilhas por dia na fábrica com cerca de 40% que vai para exportação. Eu gostava de saber como é feita a Gorila, mas só consegui saber que a receita é um segredo que nunca saiu de portas e nunca foi alterada. “É muito simples: é juntar glicose com açúcar, goma, essência e um ou outro segredo”, brinca o dono da fábrica. Em 1975 nasce a Gorila, sucesso que em 1981 dá origem às famosas Super-Gorila, vendidas em embalagens de cinco unidades e muito maiores. Com as Super Gorilas foram batidos todos os recordes de tamanho de balões. Não havia criança que não tentasse mascar mais do que uma pastilha ao mesmo tempo. Em…

  • Produtos em Alta

    Enlatados

    Quando se vai fazer compras metade delas estão metidas em latas. São os enlatados e muitas pessoas torcem o nariz pois não acham de confiança o que está lá dentro. Mas rendem-se. Durante quase 100 anos, as latas foram feitas à mão. Com a revolução industrial, a procura aumentou, fazendo com que as mãos fossem substituídas por máquinas. Hoje, estima-se que sejam produzidos 200 mil milhões de recipientes. Portugal tem longa tradição na preparação de conservas e de enlatados. Na década de 1940, foi mesmo o maior exportador de conservas do Mundo. Porque este é um setor que nasceu e cresceu alimentado pela guerra. As tropas de Napoleão estavam a morrer. Mais de fome e de sede do que dos ferimentos de combate. A crise foi tal que, em 1795, o Governo francês ofereceu um prémio de 12 mil francos a quem apresentasse uma forma eficiente de preservar os alimentos…

  • Histórias em Alta

    Jardim das Pichas Murchas

    Muitas gargalhadas e fotografias já teve a Placa do Jardim das Pichas Murchas que está fica localizada no Bairro do Castelo. Os turistas ficam deliciados quantos os guias traduzem o nome da placa e parece que é uma romaria para verem a placa. Não é um jardim e é um espaço pequeno, não tem nada de murcho ou que possa murchar. Mas em tempos este pequeno largo na Rua de São Tomé, juntava a terceira idade do bairro em tertúlias. Um calceteiro, chamado Carlos Vinagre, começou a chamar aquele sítio o jardim das pichas murchas, dada a quantidade de velhos que não tinham actividade sexual e por isso ficavam por ali sentados a jogar à sueca e a contar as duas recordações de aventuras de quando eram novos. O nome pegou, e todos homens e mulheres estão de acordo ,e nem mesmo uma tentativa da Junta de Freguesia de mudar…

  • Histórias em Alta

    Green Hill

    Quem dançou no Green Hill levante o dedo. A discoteca Green Hill, que fica na Foz do Arelho marcou gerações, e hoje é uma autêntica ruína. De Lisboa saíam carros e motos rumo ao Green Hill. Fazia parte da romaria dos anos 80, que não tinha medo de fazer quilómetros até às discotecas, nem de soprar o balão da policia. Hoje não passa de um esqueleto de betão. Foi em 1980 que o Green Hill abriu portas, num sítio ermo, mas numa colina perto do mar. Um projecto que viria a ser um sucesso. O filho do dono , Ricardo Romão, também era DJ destacado. O episódio mais trágico desta história ocorreu numa madrugada de Setembro de 1996 quando Luís Romão foi baleado num assalto a saída do Green Hill com as receitas da noite, tendo ficado incapacitado. Os donos costumavam dizer que durante 30 anos só houve um fim-de-semana…

  • Histórias em Alta

    O Banco

    Tinha lido sobre um Banco onde ninguém se senta no Viaduto Pacheco Pereira e lá fui investigar e a pergunta impõe-se: O que faz um banco no meio do nada, entre uma arriba e uma das estradas mais movimentadas de Lisboa? Quem passa pelo Viaduto Duarte Pacheco, antes de chegar às bombas de gasolina das Amoreiras, já teve ter feito essa pergunta várias vezes, a olhar para este mobiliário urbano, virado para a parede como estivesse de castigo. Para que serve o banco afinal? É simples: para sentar. Quem? As pessoas que vieram passear para esta zona semi-ajardinada entre uma estrada de seis faixas e uma escarpa. E por que raio alguém há de querer vir passear para uma zona verde entre uma via rápida e um calhau? Por causa do calhau. E temos de recuar 97 milhões de anos atrás, altura em que o mar chegava ali. Vivia-se no…

  • Notícias em Alta

    Pense, reflita e…escape!

    Tenho pena que Portugal não pense igual. A Bélgica declara livrarias como lugar de “primeira necessidade”, por isso não fecharão durante a pandemia. Além das farmácias, supermercados e hospitais, o país da Europa Ocidental tem declarado que as livrarias são também um espaço de primeira necessidade para que se mantenham em funcionamento face a quarentena. Há países onde os livros são considerados um produto vital em tempos de lockdown. E a Bélgica, deixa-me feliz e até cheia de esperança, porque as livrarias permanecem abertas, para quem quer sonhar acordado. A dona da livraria Toutes Directions, no centro de Liège, na Bélgica, diz: “Quero ter itens que sejam populares agora”. “As pessoas não podem viajar e eu vendo livros de viagens”. “Vendo também outras coisas: livros de receitas, histórias de viagens que permitem que as pessoas viagem através do olhar de outra pessoa. Dada a orientação da livraria, o atendimento é…

  • Bebidas em Alta

    Ginjinha

    Muito doce ou apenas doce, está na moda beber uma ginjinha antes ou depois do jantar, ou até pela noite fora. Ginjinha ou simplesmente ginja, é um licor obtido a partir da maceração da fruta da ginja, similar à cereja, muito popular em Portugal, especialmente em Lisboa, em Óbidos, em Alcobaça e no Algarve. Foi um espanhol de sobrenome Espinheira que criou a ginjinha.. A ideia era deixar ginjas a fermentar na aguardente com açúcar, água e canela. O sucesso foi tanto, que Espinheira abriu um estabelecimento no Largo São Domingos. Hoje a Ginjinha é paragem obrigatória para turistas e lisboetas e há filas de gente para se comprar um copinho de ginjinha. Mas por toda a Lisboa há quiosques, tabernas a vender e parece que é um bom negócio. Antigamente muitas mães davam uma colher de ginjinha ou seja um gole para as crianças curarem doenças infantis. Não sei…

  • Histórias em Alta

    Excursões da Pandeireta

    Quem não tem dinheiro para viajar de avião e fazer férias “a larga”, há um conceito de viajar em autocarros, económico e onde as pessoas passam rapidamente de desconhecidos a quase amigos. Eu já experimentei e fiquei logo com a ideia que o que era preciso é aproveitar tudo. Temos de acordar cedo, dorme-se por isso pouco e visita-se tudo. Desde um pelourinho que ninguém ouviu falar, até umas árvores que são centenárias temos de ver tudo e sair e entrar da camioneta uma série de vezes. As refeições são sagradas e aí passa-se pelo menos, 2 horas a mesa. Depois do almoço são kms a andar de camioneta e quase toda a gente faz uma sesta, até que chega a altura das cantorias onde saem dos sacos umas pandeiretas e então é cantar até fartar. Segue-se o Jantar e ainda há um passeio pela cidade para quem tem pernas.…

  • Notícias em Alta

    Etiqueta

    Eunice Gaspar resolveu e bem, escrever um manual a definir comportamentos adequados. Nasceu em Coimbra e é jornalista há 15 anos. Trabalha na Revista Nova Gente onde faz entrevistas e artigos. Teve um blogue e nunca parou a sua formação. Diz ela neste “Livro de Etiqueta”, que ele ajuda a viver melhor em sociedade. Respeitando a etiqueta tradicional o livro entra pela etiqueta nas redes sociais, no trânsito e da conselhos para termos uma boa vizinhança. Li-o de ponta a ponta e confesso que aprendi imenso. O livro aconselha a não atirar beatas pela janela! Acho muito bem pois no meu prédio atiraram e queimaram o toldo do restaurante e houve discussão brava. Parabéns!