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Green Hill

Quem dançou no Green Hill levante o dedo.

A discoteca Green Hill, que fica na Foz do Arelho marcou gerações, e hoje é uma autêntica ruína.

De Lisboa saíam carros e motos rumo ao Green Hill. Fazia parte da romaria dos anos 80, que não tinha medo de fazer quilómetros até às discotecas, nem de soprar o balão da policia.

Hoje não passa de um esqueleto de betão. Foi em 1980 que o Green Hill abriu portas, num sítio ermo, mas numa colina perto do mar.

Um projecto que viria a ser um sucesso. O filho do dono , Ricardo Romão, também era DJ destacado.

O episódio mais trágico desta história ocorreu numa madrugada de Setembro de 1996 quando Luís Romão foi baleado num assalto a saída do Green Hill com as receitas da noite, tendo ficado incapacitado.

Os donos costumavam dizer que durante 30 anos só houve um fim-de-semana em que a discoteca não abriu ,em 2000 devido a obras de remodelação. E que pelas suas pistas de dança passaram avós, pais e netos. O Green Hill foi um estabelecimento ícone que é hoje citado frequentemente nas redes sociais, sobretudo nos blogues nostálgicos dos anos 80 e 90.

Mas hoje é uma exposta ruína, um edifício para o qual se entra sem qualquer protecção e do qual já não resta um único fio de cobre ou quadro elétrico, e o interior é uma montanha de lixo, no qual se amontoam mesas, cadeiras, restos dos bares e objectos de decoração.

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