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O Banco

Tinha lido sobre um Banco onde ninguém se senta no Viaduto Pacheco Pereira e lá fui investigar e a pergunta impõe-se:

O que faz um banco no meio do nada, entre uma arriba e uma das estradas mais movimentadas de Lisboa?

Quem passa pelo Viaduto Duarte Pacheco, antes de chegar às bombas de gasolina das Amoreiras, já teve ter feito essa pergunta várias vezes, a olhar para este mobiliário urbano, virado para a parede como estivesse de castigo. Para que serve o banco afinal?

É simples: para sentar. Quem? As pessoas que vieram passear para esta zona semi-ajardinada entre uma estrada de seis faixas e uma escarpa.

E por que raio alguém há de querer vir passear para uma zona verde entre uma via rápida e um calhau?

Por causa do calhau. E temos de recuar 97 milhões de anos atrás, altura em que o mar chegava ali. Vivia-se no entusiasmante Cretáceo Superior, antes do alcatrão, das ervas daninhas e do nosso querido banco de jardim.

É que naquele preciso local fica um dos 15 Geo-Monumentos de Lisboa . Para assinalar este geomonumento junto ao Viaduto Duarte Pacheco foi colocado ali ao lado um marco e… um banco.

É verdade que ninguém se senta nele mas, afinal, tem uma razão de ser. Está desvendado o mistério.

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