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Mania do Peixe
A caminho da praia do Moinho de Baixo na Aldeia do Meco, deparamo-nos com uma grande vivenda toda em madeira com um 1. Andar onde está escrito Mania do Peixe e Gula do Peixe. Passei inúmeras vezes a porta mas havia sempre qualquer coisa que não me fazia entrar no estacionamento privativo é entrar.Mas nestes feriados foi a escolha certa. A reserva foi feita por intermédio de um amigo o Dr. João Freitas, pois é difícil marcar mesa. Saboreei um caipirinha comodamente sentada a olhar para o por de sol que descia lentamente. A musica muito bem escolhida fazia pandan com o ambiente. Já sentada então a mesa, optamos por uma entrada de Lapas na grelha, com muito bom aspecto e regadas com sumo de limão. Sabiam a mar e estavam fresquíssimas. Mesmo sendo jantar lá veio a feijoada de búzios e camarão com um molho delicioso bem refogado e…
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Dom Ricardo
Entrando em Alfarim a caminho da Aldeia do Meco, encontramos uma bela surpresa. O Restaurante Dom Ricardo. Simpaticamente atendidos, o restaurante localiza-se numa bonita vivenda. Fiquei numa sala arejada a dar ares de esplanada. O menu é extenso e tem muito por onde se escolher. Escolhi como entrada umas gambas a aguillo: temperadas a preceito com coentros e alho e o picante estava no ponto. A seguir veio um panelão a fumegar que tirando a tampa fiquei a saber que era um arroz de gambas e tamboril farto e bem cozinhado com o arroz solto e tudo o que la puseram era magnífico. A sensação que tive é que eles cozinham com amor, com um toque personalizado e gostam de ver os sorrisos dos clientes. Depois deste jantar tive de fazer uma caminhada pela Praia do Meco pois estava completamente atestada de boa comida. Sobremesas? Não sei não pedi e…
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O melhor croissant, O Careca
Feitos de massa folhada, chegam a mesa quentes e polvilhados de açúcar cristalizado. Açucarados e mal cozidos uma perfeita delícia. Ultra calóricos mas comer uma vez, não faz mal. A receita é mantida em segredo há mais de 30 anos e a fama traz muita gente ao Restelo. Estou a falar da Pastelaria do Restelo vulgarmente conhecida por Careca. Também fazem um óptimo pão, há salgados e folhados e não faltam outras opções doces, incluindo miniaturas e biscoitos, que podem comprar-se ao quilo. Os duchesses quase conseguem rivalizar com os croissants. Mas eu gosto é mesmo dos croissants. Há quem atravesse a cidade de uma ponta à outra só por causa destes croissants. A pastelaria está sempre cheia e já vi filas para entrar e a mistura dos cheiros a bolos anda no ar. A esplanada é barulhenta mas qual o problema? Ouço dizer que esta maravilha já foi…
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Da Covanca a Lisboa são aprox 255 kms.
Este foi o percurso feito por muitos e bons empresários da restauração, alguns deles ligados à AHRESP (Associação da hotelaria, restauração e similares de Portugal).Deste concelho, saíram casas famosas como as do Grupo Alfredo de Jesus, que aos 10 anos rumou a Lisboa vindo da aldeia de Covanca (Concelho de Pampilhosa da Serra). Comecou por trabalhar na Leitaria Pátria, uma casa centenária no Campo dos Mártires da Pátria, da qual se tornou sócio. Na senda do saudoso Alfredo de Jesus, e muito impulsionadas por este, abriram inúmeras casas de renome de gente daquele concelho na Região de Lisboa: O Verde Gaio, a Cervejaria Europa, O Solar dos Duques, O Magano, o Novo Coelho da Rocha, o Sem Nome, o Restaurante Altoceira, A Churrasqueira da Bela Vista, agora na Rebelva, a Eira, o Dom Bacalhau na expo, o Miudinho em Carnide e muitos mais….. A Dona Célia Semanas, uma cozinheira de…
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Matchamama Restaurante
Não ia para os lados do LX Factory há anos. Fui lá jantar uma destas 6fs de muito calor em Lisboa. A noite estava quente e com aquela humidade tropical que me trouxe memórias das noites em Maputo. Saudades boas! Fui jantar ao Matchamama. Um espaço fantástico no LX Factory. Decoração acolhedora e muito bom ambiente, tanto no interior como no exterior do restaurante. Destaco a ampla zona de esplanada, colorida com verdes limoeiros e outras árvores, que proporcionam um ambiente único. Matchamama é um restaurante que une a gastronomia peruana com a asiática. O conceito de fusão está presente em todos os detalhes deste restaurante, permitindo-nos viver várias experiências numa só refeição. Iniciei a refeição com o clássico pisco sour. Esta é uma bebida peruana à base de pisco (aguardente de uva) com o sour do limão e clara de ovo batida. Para entrada deliciei-me com uns estaladiços spring…
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Tico Tico, a cervejaria à beira mar
Quem está na Quarteira de férias e quer comer marisco e peixe, é aconselhado de imediato a ir ao Tico Tico. Fica à frente da praia no calçadão e parece “fora da caixa“, pois a maioria onde se come é tudo para turista, como os fishs and chips são reis. A atmosfera do Tico tico é boa tudo em tons de branco e cinzento que gostei. Começámos com umas amêijoas que sabiam a mar e muito frescas. O molho onde molhei o pão muito saboroso e sem complicações. A seguir veio a sapateira que foi apresentada e arranjada de modo a não se precisar de utilizar o martelo e salpicar tudo e todos. Fresquíssima e acompanhada com umas torradas sem manteiga que me soube divinalmente. O recheio do casco talvez lhe faltasse um pouco de piri-piri, mas marchou rapidamente e o petisco foi acompanhado por umas belas imperiais que estavam no…
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No bairro das colónias há algo Especial!
Há dias, em que sem sabermos bem porquê, vêm-nos à memória as lembranças do passado. Se as algarvias me são muito frequentes, as lisboetas não são menos marcantes e, desta vez, recordei com saudade Adélia da Glória Jorge Castela, a minha avó paterna, cujo aniversário se celebrava a 15 de outubro (faria este ano 124 anos). Movido pela vontade de reviver momentos de infância, rumei ao bairro das colónias, zona onde ela viveu por largos anos, mais propriamente na Rua Angola, 18, 2º andar. Na realidade, o meu passeio também incluía uma visita gastronómica a um pequeno restaurante de bairro que me tinham indicado. Percorridas a pé várias daquelas ruas labirínticas, cheguei ao meu destino situado na Rua Poeta Milton. Casa simples e sem qualquer pretensão decorativa, ostentava, todavia, no pequeno toldo o nome ESPECIAL.Tomado o lugar à mesa, consultei a lista dos pratos, manuscrita numa toalha de mesa e…
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Solar dos Nunes
Um clássico nunca compromete. Antigamente, as pessoas torciam o nariz quando ouviam falar de Alcântara, agora já não o fazem porque a qualidade de vida mudou muito. O comércio foi renovado e há muitos prédios de elite, apesar de ainda existirem resquícios da vida fabril ali prevalecente até meados do século XX. Esta parte da cidade, outrora ocupada por fábricas, sofreu uma profunda transformação. Hoje, é constituída também por novas zonas residenciais, diversos espaços de restauração e um pólo de lazer irreverente, o Lx Factory. A proximidade com o rio Tejo, juntamente com estas características, tem levado alguns jovens a escolherem Alcântara para viver. Mas há casas que prevalecem no tempo e na memória dos comensais de Lisboa, o Solar dos Nunes, é o exemplo vivo da boa mesa e da arte de bem servir, uma casa onde os pratos vêm com dedicatória. Em 1988 a família Nunes abriu portas…
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De Tendinha a Grande Casa
Horácio Miranda oriundo de Arcossó, Trás-os-Montes, ao regressar de França na década de 70, abriu em Mem Martins, Sintra, o pequeno restaurante “A Tendinha” que ainda hoje conserva o nome e a gerência familiar do negócio. Com grande espírito de sacrifício, dedicação e trabalho árduo, registados no desenho nas colunas que sustentam a sala de refeições, o antigo dono do café “Paris” e do Restaurante “Cruzeiro” foi, ao longo dos anos, construindo uma grande casa que se afirma como referência da restauração na área da Grande Lisboa, nomeadamente no serviço de marisco numa zona onde a carne é rainha. Nem os tempos conturbados do Covid-19 foram suficientes para abalar a garra desta família que soube reinventar o negócio através do serviço de take-away e o recurso às aplicações de distribuição ao domicílio.Foi, então, nesta grande tenda de sabores que degustei umas apetitosas azeitonas temperadas e uma saladinha de polvo de…