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Afinal há sitios perfeitos, “Lugar ao sul” é o saber receber e a excelente cozinha alentejana
Há lugares assim onde vamos e temos vontade de voltar: A decoração pode não ser a melhor, o espaço pode ser pequeno, a espera da mesa marcada pode demorar, sim é tudo verdade. Mas depois chega o queijo alentejano de Sousel (um espectáculo), a linguiça frita (soberba) e o pão alentejano (de se tirar o chapéu) tudo “regado” com um bom vinho (já revelo a proveniência). Se esta descrição está incompleta é porque falta revelar, que estas e as outras iguarias nos chegam acompanhadas pelo sorriso e a boa disposição do dono (o Rui) com o seu sotaque alentejano (apesar de ter deixado a Amareleja há 25 anos) e, como se isso não bastasse a sua mulher (a Filipa) rivaliza com ele em simpatia. Chegados aqui vale por dizer uma coisa: sou filho de alentejanos, é verdade. Vivi no Alentejo, é verdade. Mas dum ponto de vista objectivo tenho a…
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Churrasqueira Afonso’s
Domingo procurava um restaurante de comida tipicamente Portuguesa na zona da avenida de Roma. Por surpresa, tinha fechado. Agora é um espaço que vende vinhos, há um ano era uma tasca onde ao domingo se comia o famoso cozido. Já com o carro estacionado, numa zona tão complicada de estacionar, decidi ficar por ali e entrei na churrasqueira Afonso’s. O espaço com uma pequena esplanada abriu há pouco tempo, no passado era um antigo café de bairro. Tudo é muito simples, mas caseiro e bom. Churrasco é o que se come. Decidi pedir picanha tradicional. Veio com tudo o que tinha direito, feijão, batata frita(verdadeira) e arroz. Quem me acompanhou pediu salsicha, que também estava deliciosa. Obvio que é um restaurante de bairro, sem qualquer luxo, que vive sobretudo do take-away, mas vale pela simpatia e por serem genuínos. Gostei de ter ido, mas não atravesso a cidade para lá…
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Restaurante Chinês em Chelas
GENUÍNO SIM, MAS CARO Há um ponto prévio a esta critica, já que como diz o ditado: “quem não sabe é como quem não vê”. Vamos lá a explicar. Chegados ao Restaurante Chinês (não há engano porque é assim mesmo que se chama), em Chelas não muito longe de um entreposto de mercadorias chinesas foi-nos, quase de imediato, servido um prato com sementes, que pareciam ser de uma espécie de abobora. E, como seria de esperar dois de nós começamos, imediatamente, a comer as ditas (com casca e tudo). Só que as sementes seriam de outra coisa, que não de abobora, já que apenas o recheio era comestível. Bem avisado andou o terceiro elemento da equipa, que esperou (para ver como faziam os restantes chineses das mesas em volta) para as comer. Nada de grave para quem já comeu espetada de gafanhotos. Ligado a esta cena vem o segundo ponto…
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Direto ao…Rêgo!
Não se iluda caro leitor com o título do artigo, mas é mesmo o destino a incluir no seu roteiro se quer comer bem. Apesar deste restaurante estar há 40 anos no mesmo sítio nunca tinha ouvido falar dele. Foi através das redes sociais que hoje o descobri e resolvi ir experimentar. Chama-se Lucimar, que deve ser de certeza a junção do nome dos proprietários tipo Lúcia e Mário (ou outros que a vossa imaginação conseguir conjugar). Chegada ao restaurante muito cedo (pelas 19h00), abro a pequena porta que dá para o interior deste restaurante que deve ter uma lotação máxima de 40 lugares e pasme-se, tudo cheio! Simpaticamente recebido por um elemento do staff, de resto todo muito disponível e atencioso, foi-me proposta uma mesa reservada, mas que poderia utilizar se saísse até ás 20h00. Desafio aceite e sentei-me a ver o menu. Com bastantes propostas, logo me chamou…
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Frente à Assembleia em Sâo Bento, Jardim do Senhor Lisboa é um achado
Há restaurantes assim: decoração agradável, atendimento de bom nível, comida óptima apresentação e (sobretudo) de qualidade. Não ficámos no jardim, porque era um dia frio (no Verão deve ser extremamente agradável). A sala é espaçosa e bem decorada. Como éramos várias pessoas, o empregado sugeriu que escolhêssemos diversos petiscos para partilhar, já que este é um conceito do restaurante. Sugestão aceite, avançou-se para um Lírio (trata-se de um cocktail de apresentação) a acompanhar como entradas umas azeitonas do Douro marinadas, pão de fermentação natural, manteiga de levedura e pica-pão. Muito bom. Seguiram-se umas tarteletes de cogumelos, manteiga castanha, pimenta rosa e ervas de jardim (o Pede-me Isto), depois uns croquetes de Beringela, Queijo de S. Jorge, molho de gemas fumado e whisky (venham mais cinco, mas não paga o Zeca), em seguida Couve-flor frita, molho de gochujang e óleo de sésamo (Esta flor não se cheira, frita-se) e para terminar…
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Os Courenses
Sexta-feira, dia de ir jantar fora. Nada melhor que usar o serviço Gira, as bicicletas partilhadas. Sem ficar com a consciência pesada se consumir um pouco mais que o normal. Adoro o bairro de Alvalade, há uma energia boa, fazendo lembrar um pouco os bairros típicos, onde as pessoas se encontravam para tomar café e conversar. Acabei por entrar no único restaurante com mesa disponível, Os Courenses. Que boa escolha, cheirava a comida tradicional Portuguesa e era mesmo isso que tinha vontade de comer. A ementa é gigante e toda ela de fazer crescer água na boca. Começámos com as miniaturas de salgados (1.40€ cada). Estavam ótimos, acabados de fazer, ainda quentes. Para acompanhar decidi pedir o vinho da casa, tinha lido a nota de prova e deixou-me cheio de vontade. Um vinho da região de Alpedrinha (8€), uma verdadeira surpresa, agradável, acabando por ser a melhor escolha para o…
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Grelha da Barra
A “Carne Mirandesa” é o expoente máximo da produção da Raça Bovina Mirandesa, que em harmonia com as condições edafo-climáticas, aliado ao saber fazer de quem a produz, resulta num produto de referência nacional e internacional. A Raça Bovina Mirandesa possui características genéticas próprias que associadas a um sistema de alimentação natural conferem à carne qualidades organoléticas ímpares. Destaca-se, a excecional tenrura e suculência, aromas e sabores que a diferenciam de qualquer outra carne de bovino. A “carne Mirandesa” deu origem a um prato que é um dos ex líbris da gastronomia portuguesa, em particular da transmontana, a famosa “Posta Mirandesa”. Ontem, por terras Oeirenses na GRELHA DA BARRA, uma das muitas embaixadas da boa comida transmontana, não me debati com uma posta, mas sim com uma morcela assada de entrada e uma divinal espetada de carne Mirandesa. O fantástico repasto fora confecionado pela Dona Helena, uma transmontana de Mogadouro,…
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Restaurante Toledo – Reino de D. Henrique no Lumiar
Tal como Lisboa, Toledo é de facto uma aula de história. A cidade, fundada em 192 a.c pelos romanos, foi capital do Reino Visigótico e do Reino de CASTELA, e durante séculos era povoada pacificamente por cristãos, judeus e mulçumanos. o que a fez ficar conhecida como “A cidade das três culturas”. Por força de uma sugestiva recomendação, eu, CASTELA de apelido, fui à descoberta do RESTAURANTE TOLEDO, um feudo de D. Henrique Teixeira, ” Conde” de Valpaços, que tão bem soube conquistar este ” quartel gastronómico” no Lumiar em meados de 2017. Aqui, o idioma mais falado é a Lingua de Bacalhau num fabuloso arroz de coentros, muito, mas muito bem confeccionado. A frescura e textura dos coentros, confere-lhe um sabor e aroma, que em nada fica atrás da excelência das melhores casas Alentejanas, que tão bem confecionam esta erva aromática. O peixe Galo frito com arroz de tomate,…
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Talvez sim, talvez não
O “À Parte” Será um bom restaurante? Não é a primeira vez que vou a este restaurante situado na Av. Defensores de Chaves, em Lisboa. E, mesmo assim continuo na dúvida se será, ou não, um bom restaurante. Não é problema da decoração: todas as salas são diferentes, existe até um agradável espaço exterior. É verdade que a comida é bem confeccionada e a apresentação cuidada. Mas falta-lhe ali qualquer coisa, que ainda não sei bem o que seja. Não foi problema do couvert, nem do (razoável) mojito de maracujá. Vindos os pratos, entre os convivas saudou-se a picanha no ponto ou os filetes de robalo com o risoto de camarão (quase no ponto). Já o meu polvo poderia estar mais bem acompanhado, porque os legumes se apresentaram demasiado cozidos. A acompanhar um vinho tinto do Douro e cerveja preta. Para sobremesa uma falha: apenas havia um exemplar de cheasecake…