-
A Chanfana do Restaurante “O Tacho” no Bairro Azul, Lisboa. A importância de escolher um prato típico das origens dos proprietários.
No coração de Lisboa, no pitoresco Bairro Azul, encontra-se o Restaurante “O Tacho“, um verdadeiro refúgio da autêntica gastronomia portuguesa. Entre os pratos mais emblemáticos e deliciosos da sua ementa de hoje encontrava-se a divinal chanfana de cabra, uma iguaria que tem raízes profundas na história e na tradição culinária. A chanfana, um prato típico da região Beirã, remonta a tempos antigos, mais precisamente à terceira invasão francesa. Conta a lenda que foram as freiras locais que, em resposta à necessidade de proteger as suas cabras e ovelhas dos soldados invasores, conceberam esta fórmula gastronómica brilhante. A carne das cabras velhas, lentamente assada em vinho tinto, adquiria uma textura tenra à medida que o molho gorduroso solidificava, mantendo-a preservada durante meses. Este método engenhoso não só protegia o precioso gado da célere podrefação, mas também resultava numa iguaria de sabor incomparável. Outra versão conta que no início do ano de…
-
Carvoeiro do bairro da Palma
Domingo é o dia de almoço em família. Há espaços onde vamos com uma certa regularidade. Mas no domingo passado o tempo estava maravilhoso, solarengo e “quase” com uma temperatura de Primavera, a convidar a uma mudança na rotina. A vontade era comer algo tradicional. A escolha recaiu sobre o “Carvoeiro”, no Bairro da Palma. Um espaço bem português! Paredes frias, demorei um pouco a despir o casaco, mas chegou o vinho tinto em jarro, senti um calor tão bom. “Carvoeiro de Palma” tem sobretudo pratos feitos no carvão. Decidi comer uma posta de carne. Escolhi sem ver a lista, já que posta de carne era a senha do wifi do estabelecimento. A posta era gigante, mal passada como eu tinha pedido. A acompanhar arroz e batatas. Estava muito bem temperado, com alho e pimenta. Há outras opções dentro do mesmo género, com peixe fresco. Como cheguei cedo, não precisei…
-
Restaurante da Quinta do Alqueidão
O Hangar da Excelência Gastronómica na Fronteira da Extremadura e Ribatejo Sete comensais reuniram-se no restaurante da Quinta do Alqueidão, situado na fronteira da Extremadura e Ribatejo, para uma experiência gastronómica única. O ambiente tranquilo, rodeado pela beleza da natureza, prometia uma viagem sensorial através dos sabores e aromas marcantes da região da lezíria Ribatejana. Como tripulantes de um voo gastronómico, embarcamos no Hangar do restaurante situado no campo de voo de Alqueidão, prontos para explorar as delícias culinárias da lezíria. A jornada começou com a açorda de camarão, uma explosão de frescura marinha que transportou os comensais para os aromas Maritimos, enquanto os Jaquinzinhos com açorda evocavam memórias de dias ensolarados à beira-rio. Em seguida, as bochechas de porco na telha e o ensopado de borrego surgiram à mesa, revelando a mestria culinária da região. Os sabores profundos e reconfortantes dos pratos aqueceram os corações dos comensais, envolvidos pelo…
-
O Cabrito no Eliseu dos Leitões
Há cerca de um mês que tinha combinado provar o cabrito no Eliseu dos Leitões. Já tinha estado neste espaço em Carnide e tinha ficado surpreendido com o leitão, que segundo consta é o melhor de Lisboa. O jantar estava marcado para as 8 da noite, mas como foi com colegas da rádio, sabemos todos a importância dos horários. Uma hora antes já estávamos na esplanada do Eliseu dos Leitões a provar a cerveja Topázio. Bem feita, produzida em Coimbra, parecendo uma verdadeira cerveja artesanal. Ainda estávamos a desfrutar da nossa cerveja e já o competente empregado, preparava a nossa mesa. Fomos logo brindados com uns maravilhosos croquetes de Leitão Depois veio o rei da noite o Cabrito. Segundo entendi, o “bicho” esteve no forno umas cinco horas e estava divinal. Foi acompanhado por batatas a murro, grelos e um arroz de miúdos. O arroz de miúdos segundos os especialistas…
-
Pampilhos
Há meio ano que entrei na escola de Padel, “Vive Padel” nas instalações da Decathlon Oriente. Fui criando lanços afectivos com a turma e por isso decidi organizar um jantar de Natal. Mandei fazer um bacalhau e cada um dos convidados brindou com algo de especial. O António Pinheiro, um dos mais talentosos professores de Padel da escola decidiu brindar-nos com os famosos Pampilhos. Doce tradicional de Santarém.Nunca tinha provado, apesar de ter passado algum tempo da minha infância no Cartaxo, já que o meu avô era notário na vila ribatejana. O Pampilho é uma massa enrolada num doce de ovo, com canela e parece que o que provei tinha amendoim.Tem uma forma comprida para homenagear os campinos, parecendo a vara que é usada para guiar o gado. Vale a pena ir a Santarém para provar esta bomba calórica!Os pampilhos que provei foram feitos na Pastelaria Bijou, segundo li, uma…
-
Café Restaurante “Altinho”
Fomos em grupo até Palmela a um local de nome Lau ao Restaurante Altinho. Íamos experimentar a tao falada massada de Sapateira. Quando entrei, as minhas suspeitas confirmaram-se. É, de facto, um espaço simples, arejado, com ambiente familiar e decoração sem pretensões. Estava cheio uma vez que se come bem por um preço muito acessível. De facto, há muito tempo que não me recordo de ter comido tanto. A massada tem de ser encomendada e lá aparece o empregado com um panelao cheio de boa comida. Para além da sapateira, vem coberta de camarão, sendo a coinfecção esmeralda, muito apurada, levemente picante, e finalizada como eu gosto com coentros picados, que lhe dão um aroma irresistível. Escusado será dizer que o almoço durou mais de duas horas, já que foi necessário ganhar fôlego para repetirmos três e quatro vezes. E serviço em pratos de sopa e foi uma belíssima surpresa.…
-
A Caçarola 2
Na Figueira da Foz come-se bem. Há muita variedade e bons cozinheiros. Desta vez fui ao Caçarola 2, que fica em frente do Casino. A sala é confortável e o atendimento profissional e competente. Como entrada vieram umas Amêijoas à Bulhão Pato com um molho para molhar o pão bem bom. A dose veio bem servida. Juntamente pedimos uma concha gratinada pequena mas deliciosa. Como prato principal houve uma hesitação mas fomos para o bacalhau à Brás muito suave e bem temperado. As sobremesas eram diversas e escolhi uma tarde com gelado que me caiu no estômago lindamente. Tudo muito bem confecionado, bem apresentado e muito saboroso. Com vinho e cerveja ficou perto de 30€ por pessoa. A voltar.
-
Eliseu dos Leitões
Estava há muito tempo com vontade de comer um leitão. Dizem que em Lisboa não se serve bom leitão. Quem bom mesmo, é na Bairrada! Li algumas críticas positivas do Eliseu dos Leitões, e arrisquei. O GPS dizia que ficava em Carnide velha, por isso decidi estacionar perto do Largo da Luz. Foi um verdadeiro disparate, já que o Eliseu dos Leitões, fica no novo Condomínio Parque Colombo, muito longe para ir a pé do Largo da Luz até ao espaço. Mas até me fez bem o passeio a pé, cheguei ao Eliseu dos Leitões cheio de fome! O sitio é simpático, há garrafas de vinho por todo o lado e não cheira nada a comida (90% dos restaurante de leitão cheiram muito a comida) Comecei a refeição com croquetes de leitão, que estavam um pouco salgados, mas cheios de carne. Devorei num abrir e fechar de olhos. Estava tentado…
-
Show Cooking
Quando vou a Figueira da Foz nunca deixo de ir ao Mercado. Respira-se uma atmosfera especial misto de alegria e descontração. Desta vez estava com curiosidade em assistir a um Show Cooking fazendo comida sustentada com a abóbora. Tudo se aproveita e provei um arroz cremoso de abóbora e barriga de porco salgada. A chef da cozinha estava a cargo de Filipa Sotto Mayor do restaurante o Pifo. A abóbora é um legume rico em pigmentos. Por ter ótimas qualidades a abóbora também protege os olhos contra os raios UV emitidos pelo sol e contra a luz azul emitida por computadores e telefones celulares, prevenindo a formação de cataratas. Provei o prato e estava divinal. Bem saboroso e requintado. Que bela ideia está do Show Cooking no Mercado.