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A Quinta
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Pastelaria Cister
Gosto de ir lanchar na confeitaria ou Pastelaria Cister, na Rua da Politécnica. Ao entrar vemos logo várias imagens de um dos maiores escritores portugueses Eça de Queiroz. Eça ao se formar em Direito, começa a criar a sua rotina, e uma das paragens era nesta pastelaria, para tomar uma bica e um pastel de nata. Fundada em 1838, a pastelaria do Príncipe Real era famosa por causa da marmelada feita em formas de bronze, segundo a receita dos monges da Ordem de Cister que geriram a casa desde o princípio do século XX até meados dos anos 40. Os tempos mudaram mas tomar um café e um queque fofinho ao fim da tarde torna-se muito agradável. Sempre cheia tanto com gente sentada como ao balcão há muito por onde escolher. O pão vendido também é óptimo e as tostas são uma maravilha
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Lume, um cozido com classe
Já tinha ouvido falar no Restaurante Lume, mas nunca tinha ido. Fiz a reserva para as 12h30. Fui recebido pelo Rodolfo, que acima de tudo é muito competente e tenta mostrar o que de melhor tem para oferecer. Como tinha ouvido dizer que os petiscos ali eram de facto especiais, comecei a minha refeição com croquetes e um pastel de massa tenra. Tinham sido acabados de fazer, carne verdadeira, o pastel tinha um ligeiro paladar a marisco. acompanhados por mostarda e maionese. Estavam mesmo deliciosos. Depois veio o cozido à Portuguesa, era o prato especial de domingo. Nunca tinha visto uma bandeja tão organizada, com todos os enchidos e carnes de primeira. O prato estava bonito e a meu pedido sem as cartilagem que nada gosto. Para terminar a refeição pedi umas farófias, que tinham um ligeiro paladar a limão. Tenho de referir também o pão e o queijo que…
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Cinnamon – Restaurante Indiano Penha de França
Adoro explorar coisas novas.Ir a sítios que nunca fui.Por vezes a experiência acaba bem e volto.No fim de semana passado fui visitar um pequeno restaurante indiano na avenida Afonso III, o Cinnamon – Restaurante Indiano Penha de França Cheguei cedo e o espaço já estava bem composto!Deram-me uma mesa numa segunda sala, onde se ouvia bem alto música indiana. A simpatia do staff era maravilhosa, sorriso aberto e sempre pronto a ajudar. Entregaram-me a lista e indicaram-me quais os pratos mais picantes!Pedi um caril de camarão (bem temperado e picante q.b.) e um frango marinado num molho que levava lascas de amêndoa, este muito menos picante e intenso. Como entrada pedi as famosas chamuças indianas, pedi de frango. Não eram do outro mundo, mas de bom nível. Adoro pão indiano e por isso veio também um “Naan” de queijo que estava maravilhoso. A refeição foi simpática, senti conforto e vim…
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Leitão assado
Um dos pratos mais conhecidos, tendo sido nomeado para as 7 maravilhas da Gastronomia de Portugal , sendo por muitos amado e por outros detestado. Com a sua pele crocante e carne de sabor intenso eu gosto e muito. Meio húmido e carne macia. Pedi pela Uber/eats uma refeição de leitão do Zé do leitão do Colombo. Quando vi a embalagem fiquei admirada com a apresentação. Uma bonita caixa onde lá vinham as batatas fritas uma coca cola e um copinho com o saboroso molho. Estava estaladiço e soube-me optimamente. Uma curiosidade: ao contrário do leitão de Negrais que é assado aberto, o da Bairrada é enfiado no espete fechado com uma pasta de sal e pimenta no seu interior.
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Sopa de Cação
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A Chanfana do Restaurante “O Tacho” no Bairro Azul, Lisboa. A importância de escolher um prato típico das origens dos proprietários.
No coração de Lisboa, no pitoresco Bairro Azul, encontra-se o Restaurante “O Tacho“, um verdadeiro refúgio da autêntica gastronomia portuguesa. Entre os pratos mais emblemáticos e deliciosos da sua ementa de hoje encontrava-se a divinal chanfana de cabra, uma iguaria que tem raízes profundas na história e na tradição culinária. A chanfana, um prato típico da região Beirã, remonta a tempos antigos, mais precisamente à terceira invasão francesa. Conta a lenda que foram as freiras locais que, em resposta à necessidade de proteger as suas cabras e ovelhas dos soldados invasores, conceberam esta fórmula gastronómica brilhante. A carne das cabras velhas, lentamente assada em vinho tinto, adquiria uma textura tenra à medida que o molho gorduroso solidificava, mantendo-a preservada durante meses. Este método engenhoso não só protegia o precioso gado da célere podrefação, mas também resultava numa iguaria de sabor incomparável. Outra versão conta que no início do ano de…
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Carvoeiro do bairro da Palma
Domingo é o dia de almoço em família. Há espaços onde vamos com uma certa regularidade. Mas no domingo passado o tempo estava maravilhoso, solarengo e “quase” com uma temperatura de Primavera, a convidar a uma mudança na rotina. A vontade era comer algo tradicional. A escolha recaiu sobre o “Carvoeiro”, no Bairro da Palma. Um espaço bem português! Paredes frias, demorei um pouco a despir o casaco, mas chegou o vinho tinto em jarro, senti um calor tão bom. “Carvoeiro de Palma” tem sobretudo pratos feitos no carvão. Decidi comer uma posta de carne. Escolhi sem ver a lista, já que posta de carne era a senha do wifi do estabelecimento. A posta era gigante, mal passada como eu tinha pedido. A acompanhar arroz e batatas. Estava muito bem temperado, com alho e pimenta. Há outras opções dentro do mesmo género, com peixe fresco. Como cheguei cedo, não precisei…
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Restaurante da Quinta do Alqueidão
O Hangar da Excelência Gastronómica na Fronteira da Extremadura e Ribatejo Sete comensais reuniram-se no restaurante da Quinta do Alqueidão, situado na fronteira da Extremadura e Ribatejo, para uma experiência gastronómica única. O ambiente tranquilo, rodeado pela beleza da natureza, prometia uma viagem sensorial através dos sabores e aromas marcantes da região da lezíria Ribatejana. Como tripulantes de um voo gastronómico, embarcamos no Hangar do restaurante situado no campo de voo de Alqueidão, prontos para explorar as delícias culinárias da lezíria. A jornada começou com a açorda de camarão, uma explosão de frescura marinha que transportou os comensais para os aromas Maritimos, enquanto os Jaquinzinhos com açorda evocavam memórias de dias ensolarados à beira-rio. Em seguida, as bochechas de porco na telha e o ensopado de borrego surgiram à mesa, revelando a mestria culinária da região. Os sabores profundos e reconfortantes dos pratos aqueceram os corações dos comensais, envolvidos pelo…