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The Apprentice – A História de Trump
Foi realmente um fim de semana para descansar: fazer desporto, ler e ver filmes. Tive curiosidade em ver o filme que conta a história de Donald Trump.The Apprentice – A História de Trump, a verdadeira história, não é algo encomendado pelo atual presidente americano. Fica-se de boca aberta. Como é possível que, depois de tantos escândalos, a nação tenha votado neste homem? Tudo começa com uma acusação de discriminação: Trump é acusado de apenas alugar os seus apartamentos a pessoas brancas, criando uma clara diferença racial. Mais tarde, quando constrói um megaprojeto hoteleiro em Nova Iorque, consegue, através de meios duvidosos, evitar o pagamento de imposto imobiliário, recorrendo a fotografias comprometedoras de um juiz. Enfim, um homem polémico que acaba por assumir a presidência da nação mais poderosa do mundo. Trump fica muito mal visto neste filme; tudo o que o envolve é negativo.Gostei imenso do filme: tem ritmo e…
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Jurado #2
Conversava com a minha mãe, uma grande espetadora de cinema, que vai às salas pelo menos duas vezes por semana. Quando lhe perguntei a opinião sobre o novo filme de Clint Eastwood, respondeu-me de imediato que só podia ser bom, porque tudo o que este realizador faz é sinónimo de qualidade. E foi nesse espírito que comecei a ver Jurado #2. É, de facto, um grande filme, feito por um mestre que gere o ritmo da narrativa de forma absolutamente genial. O filme viaja constantemente no tempo, recuperando momentos do passado de forma inteligente e sempre ao serviço da história. A narrativa acompanha Justin Kemp, um homem que serve como jurado número dois num caso de homicídio.A inquietação instala-se quando, durante o julgamento, ele começa a perceber que pode ter sido o verdadeiro responsável pela morte da vítima, ainda que de forma acidental. Surge então o dilema moral: influenciar o…
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O Melhor dos Mundos
Adoro o cinema português e, sempre que vejo imagens da minha cidade, Lisboa, fico verdadeiramente encantado. O Melhor dos Mundos, realizado por Rita Nunes em 2024, conta a história de um grupo de cientistas que prevê um grande sismo para a cidade, tão devastador como o de 1755. É aqui que entra a vertente filosófica: não sendo a informação totalmente rigorosa, devemos ou não comunicá‑la à população? O filme segue a linha de pensamento de que, mesmo sem certezas absolutas, devemos avisar. O resultado dessa decisão é um verdadeiro caos, com uma massa de pessoas a fugir de Lisboa. Para mim, o melhor do filme são as imagens captadas a bordo do carro, mostrando locais por onde passo habitualmente. É claro que, para quem conhece bem a cidade, o percurso entre a casa da protagonista, no Chiado, e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera não está correto, mas…
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Gritos 6
Não sei explicar como comecei a ver este filme… mas a verdade é que acabei por ficar e ver até ao fim! Tinha achado muita graça à primeira aventura e, com surpresa, descobri que esta saga “Gritos” já vai no seu sexto capítulo. Gritos 6 não tem um enredo muito elaborado, mas as cenas de ação garantem bons momentos de entretenimento. E é curioso observar como o tempo passou para alguns atores que estão no elenco desde o início, nota-se bem o envelhecimento ao longo dos filmes. Após os últimos assassinatos em Woodsboro, os quatro sobreviventes, as irmãs Carpenter e os gémeos Meeks‑Martin, mudam‑se para Nova Iorque. O objetivo é começar uma nova vida sem sobressaltos, mas o Ghostface volta a atacar, desta vez com ainda mais violência. O mais estranho é que, passado tanto tempo, estas personagens continuam presas ao ambiente estudantil e universitário. Parece que nunca mais acabam…
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O Match Perfeito
Não sou grande fã de comédias românticas, raramente as vejo. Sinto que seguem sempre a mesma fórmula e acabam invariavelmente bem. Claro que fazem sentido dentro do género: alimentam a ideia do amor ideal e da “gata borralheira” que encontra o príncipe encantado. Mas O Match Perfeito não é nada disso. No final, fiquei com a sensação de que o filme retrata o amor como um negócio e pouco mais. A história acompanha uma organizadora de encontros de elite que se vê envolvida num triângulo amoroso tóxico. A protagonista trabalha numa empresa que promete encontrar casais perfeitos, uma espécie de Tinder com arbitragem, até que uma cliente é agredida por um dos homens inscritos. Pelo meio, a protagonista envolve-se com um cliente… e reaparece um ex-namorado. Confusos? O filme também. O que acaba por transparecer é a fragilidade das relações modernas. E, para quem procura comédia ou romance, aviso: não…
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Canina
Não sei bem como encontrei este filme e também tenho alguma dificuldade em fazer uma leitura séria do que vi. Será que existe, sequer, uma leitura séria? Canina conta a história de uma família: mãe, pai e um recém-nascido. A mãe interrompe a sua vida de artista para ficar em casa a cuidar do filho. Como é óbvio, há um grande desgaste nesta relação: o pai está ausente e a mãe faz tudo para tomar conta da criança. A meio do processo, a protagonista começa a acreditar que se está a transformar num cão. Talvez seja uma metáfora sobre a vida das famílias mais jovens, por vezes, sai mais barato um dos elementos do casal ficar em casa do que pagar a uma ama para cuidar do filho. Não é um grande filme, mas ganha outra dimensão quando entra no plano da fantasia, com a protagonista a desenvolver características físicas…
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Camarada Cunhal
O chamado cinema de autor português tem um ritmo muito diferente do “outro” cinema. Há uma forma quase poética de contar a história: há quem goste e há quem ache demasiado lento. “Camarada Cunhal” é um filme de 2025, mas parece pertencer a outra época. Não chega a ser panfletário, nem carrega a narrativa com excesso de política. Limita-se a contar a história de Álvaro Cunhal aquando da sua chegada ao Forte de Peniche, em 1956, a sua permanência na prisão e, por fim, o famoso plano de fuga. Os guardas prisionais são retratados como figuras brutais. Álvaro é colocado na zona mais vigiada do forte, mas acaba por criar uma pequena comunidade com os seus camaradas de luta. Juntos, planeiam uma fuga, e conseguem-na. O filme é muito lento; demora uma eternidade a passar de um ponto ao outro.Realizado por Sérgio Graciano, está disponível nos canais TVCine. Vale a…
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Respira (Breathe)
Admito que é com entusiasmo que, depois do jantar, me sento no sofá e escolho um filme para ver. Plataformas de cinema há muitas, mas decidi experimentar os canais TVCine para ver como eram. Acabei por descobrir que oferecem um pouco de tudo. Como já não vou a uma sala de cinema há anos, o que realmente me interessa são os filmes mais recentes. E cheguei à conclusão de que estamos numa fase cheia de filmes sobre a destruição do planeta, muito provavelmente inspirados pelos tempos da pandemia. O filme que vi ontem chama-se Respira, Breathe no original. Mostra uma Terra onde já não existe oxigénio respirável para os humanos, obrigando as sociedades a viver em bunkers, longe da superfície, onde a vida se tornou impossível. Maya e a filha, Zora, vivem escondidas num bunker subterrâneo e usam um fato especial com oxigénio para pequenas saídas à superfície. Tudo começa…
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28 Anos Depois
Nunca tinha ouvido falar desta sequela e, quando comecei a ver, estava convencido de que se tratava de um filme isolado. “28 Anos Depois” é o terceiro filme da saga, e admito que gostei imenso. A realização de Danny Boyle é extremamente eficaz, mantendo o espectador preso ao ecrã do início ao fim. O filme está bem construído e apresenta vários momentos verdadeiramente arrepiantes. Quase três décadas após o surto inicial de raiva, a sociedade sobrevive em comunidades isoladas. A história acompanha um jovem, Spike, que atravessa o território infestado da “ilha principal” para procurar tratamento médico para a mãe gravemente doente. O perigo pode surgir a qualquer instante. A atmosfera de “28 Anos Depois” fez-me lembrar, em vários momentos, a série The Last of Us. Curiosamente, algumas cenas foram filmadas com um iPhone, o que lhes confere uma estética mais crua e intensa. Adorei o filme e recomendo vivamente.…