“A Breve Vida das Flores” de Valérie Perrin
Na hora de almoço conversava com uma colega que, de olhos a brilhar, falava desta obra de Valérie Perrin. Já tinha lido outro livro da autora, que me tinha deixado muito feliz, por isso foi de coração aberto que entrei em A Breve Vida das Flores.
Não sabia bem ao que ia, mas bastaram as primeiras páginas para ficar imediatamente rendido.
A narrativa é profundamente poética, apesar de contar uma história pesada, que aborda temas como a morte, o luto e a perda.
O livro tornou‑se um verdadeiro sucesso comercial e, sempre que falo com quem já o leu, a opinião é unânime: A Breve Vida das Flores é um grande livro.
A história gira em torno de Violette Toussaint, zeladora de um cemitério. Cuida dos túmulos, trata do seu jardim e acolhe os visitantes com chá, café e confidências, transformando a sua casa num refúgio para quem sofre.
No enredo surge também Julien Seul, um polícia decidido a cumprir o último desejo da mãe: ser enterrada junto ao túmulo de um desconhecido, Gabriel Prudent, naquele mesmo cemitério.
Há várias histórias paralelas que enriquecem a narrativa com uma beleza poética singular, sempre com a perda como pano de fundo.
É um livro muito fácil de ler, com capítulos curtos, que nos prendem sem esforço.
Apesar da presença constante da morte, é, acima de tudo, uma celebração da vida.
Devorei este livro, mas, ainda assim, continuo a não conseguir olhar para a morte sem sentir, inevitavelmente, o peso da perda.


