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The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy – uma Montanha-Russa Cósmica
Prepara-te para uma viagem espacial que te vai deixar tonto! O “Hitchhiker’s Guide to the Galaxy” de Douglas Adams é uma montanha-russa deliciosamente absurda pelo espaço, tempo e pela condição humana (e não humana). Este clássico da ficção científica combina humor e sátira, oferecendo reflexões existenciais cósmicas ao leitor. Adams tece uma narrativa que é tão profunda quanto engraçada. Tudo começa com o nosso amigo terráqueo, Arthur Dent, escapando por um triz da destruição do seu próprio planeta. A partir daí, agarra-te bem, porque as aventuras intergalácticas desenrolam-se numa cascata de situações malucas, personagens hilariantes como o ex-presidente da Galáxia Zaphod Beeblebrox, a última mulher humana no universo, Trillian (ai Zooey Deschanel…), e até o robô deprimido de serviço, Marvin. Se estás à procura de uma leitura que te vai fazer soltar gargalhadas enquanto exploras novos mundos, esta é uma paragem obrigatória na tua viagem literária. Quer sejas um veterano…
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Concertos e Festivais de Verão
Está certo e sabido que os festivais de verão não são para todos os gostos. Concertos em geral, tirando exceções muito comedidas, são uma tarefa exigente. Eu, pessoalmente, sou fã de concertos, festivais, espetáculos de todo o género. Levem-me para o epicentro de algum caos cultural e certamente estarei no melhor humor possível. Estamos em Agosto, aquilo a que poderia chamar “o 2º semestre de época de festividades”, sendo que o verão é, claro está, o epicentro de concertos e festivais por Portugal. Este ano foram vários os concertos a que fui, desde Roger Waters, a DZRT e Harry Styles. A diversidade foi valorizada em 2023. O meu foco de destaque para este texto são, efetivamente, os festivais de verão. Até à data estive presente em duas edições de 2023: Nos Alive e SuperBock SuperRock, experiências totalmente diferentes, mas com pontos em comum que me fazem querer recomendar os festivais…
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A Rapariga da Rosa de Leslie Wolfe
Reencontrei há pouco tempo uma pessoa com quem tenho falado imenso. Descoberto um universo que desconhecia, o bizarro! Há pessoas com graves patologias que acabam por ter vidas paralelas. Porque cometem os seus crimes? o que os motiva? Tenho ouvido alguns podcasts que me deixaram de boca aberta. Por isso não foi de estranhar que encontrei Leslie Wolfe, uma escritora norte-americana. Escreve thrillers caracterizados por uma compreensão especial da natureza humana, e pela forma invulgar como retratam os ambientes, as situações e as personagens. “A Rapariga da Rosa” relata três histórias diferentes, tendo em comum assassinos em série e uma detetive que vai resolvendo os casos. Tem uma leitura muito fácil, e uma narrativa perceptível sem grandes invenções. Li o livro na praia em duas tardes. Aconselho para quem está de férias e gosta deste universo dos assassinos em série.
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Sequestro no Ar
Acabei de ver a série da Apple Tv “Sequestro no Ar”. Muita ação passada a bordo. Imaginem apanhar um avião e a meio da viagem há um grupo de mafeitores que tomam conta do aparelho. O que vai acontecer? vão todos morrer? A trama ganha pelos momentos de intensidade emocional e física. Estreou a 28 de junho, na Apple TV+ e chegou ao fim na passada terça feira e parece-me impossivel ter uma segunda temporada. Criada por George Kay (“Lupin”) e Jim Field Smith (“Criminal”). A série não é aconselhada para que vai fazer uma viagem de avião ou trabalha para uma companhia de aviação. São muitos os erros detectados na trama, que esperamos que nunca aconteçam num voo regular
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“Memórias de uma Gueixa” de Arthur Golden
“Memórias de uma Gueixa” de Arthur Golden convida-nos a explorar um mundo totalmente diferente. Uma realidade tão distante da nossa que até é tentador pôr este livro na estante da “fantasia”. No entanto, neste romance não há nada de fantástico. A prosa evocativa de Golden transporta o leitor para o vibrante mundo de Kyoto, imergindo-o na beleza fascinante das casas de chá, dos espetáculos de dança e da delicada arte das gueixas do Japão pré Segunda Guerra Mundial. Chiyo é aos 9 anos vendida ao distrito de Gion, onde uma vida de criada a espera. O romance acompanha a sua metamorfose, emergindo do casulo como uma gueixa de sucesso. É uma aventura comovente de autodescoberta, resiliência e sacrifício. Enquanto estamos de livro na mão, é fácil perder-nos na beleza pitoresca do Japão. No entanto é importante afastarmo-nos o suficiente para termos total perspectiva desta realidade. No final de contas, este…
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No Meio da Multidão
A nova série de Tom Holland é um verdadeiro soco no estomago. No Meio da Multidão esta disponível na plataforma Apple TV+. Conta a história de Danny Sullivan, um jovem que se envolve num tiroteio na cidade de Nova York. Mas é muito mais que isso, a série é sobre saúde mental, o nosso personagem central vai desenvolvendo vários álter egos. O jovem protagonista faz assim vários papeis, revelando um desempenho genial. Ontem acabei de ver e fiquei inquieto com o final. Relações humanas complicadas, famílias disfuncionais, um bom retrato da vida moderna. A ver com toda a atenção.
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Mission Impossible – Dead Reckoning.
Depois do mais recente filme de Wes Anderson, o meu radar tinha apenas outros dois alvos em vista para o verão. Aguardando o fim de semana de estreias que irá trazer Oppenheimer e Barbie, o novo episódio da saga de Ethan Hunt enquanto agente secreto não me dizia muito. “Pronto, é mais um filme de ação e espiões” dizia eu. No entanto, um amigo, fã de longa data da saga, tanto elogiou os filmes de Tom Cruise, que acabei por, no último mês, ver todas as 6 Missões Impossíveis. A par das aventuras, achei então que não era tonto ver o mais recente filme, Mission Impossible: Dead Reckoning. Tenho que admitir que fui surpreendido pela positiva. Tom Cruise, já com 61 anos, depois de ressuscitar as salas de cinema pós pandemia com a sequela de Top Gun, apresenta-se com um filme ação com uma cinematografia sem paralelo. Enquanto a história…
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Pôr do sol com os Motherflutters
Uma agradável surpresa! É assim que começo por descrever o meu último sábado. Quando ouvi falar da iniciativa “Pôr do sol no Castelo”, fiquei logo com vontade de ir, mas o tempo foi passando, e como boa portuguesa, fui procrastinando. Este ano, estava determinada a não perder a quarta edição. A proposta é simples: um pôr-do-sol descontraído, com uma das melhores vistas da cidade de Lisboa, e com a presença de alguns dos nomes da música jazz, pop/rock, hip-hop e house. Fui, sem grandes planos ou expectativas, e fui premiada com música dos MotherFlutters. Uma banda com uma sonoridade mais pop, em que o instrumento mais distintivo é a flauta. E que maravilhosa combinação! Um final de tarde lindíssimo, com uma força renovadora a espreitar no horizonte e a música ideal para nos fazer sentir leves. A melodia rasgava positividade. A flauta surgia como um ar fresco, e a poderosa guitarra…
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Les Misérables
Podendo recomendar uma pequena seleção de livros para qualquer pessoa do planeta ler, um título que incluiria sem qualquer dúvida seria Les Misérables, de Victor Hugo. Esta obra-prima passa-se na França do século XIX e detalha profundamente a condição humana, explorando temáticas da justiça, amor, redenção e luta pela igualdade social. É um romance instigante que cativa os leitores do começo ao fim. Um dos aspectos mais notáveis de Les Misérables é a complexidade dos seus personagens. Desde a busca incansável por justiça do Inspetor Javert até a compaixão inabalável de Jean Valjean, cada personagem é meticulosamente elaborado, revelando suas motivações intrincadas e conflitos internos. A Revolução Francesa e as suas consequências são o pano de fundo em Les Misérables. A revolução, que ocorreu entre 1789 e 1799, marcou um período de mudanças sociais e políticas radicais na França. O romance captura os efeitos posteriores dessa revolução, retratando o contraste…