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Zé Vargas no Auditório Carlos Paredes
O talento é proporcional à dimensão física deste ex-basquetebolista que mesmo com a voz doente (que pouco se notou) mostrou os seus dotes de guitarrista e, sobretudo, de um belo compositor que sabe jogar com as palavras nas histórias que conta. No fundo, são as canções, sempre as canções que são o foco. E as de Zé Vargas são ótimas. No Auditório Carlos Paredes, na noite sábado, este foi assim o seu primeiro concerto mais a sério, testemunhado pela família, amigos, a professora de canto, o João Só e quem quis ir à descoberta de um jovem músico. Acompanhado por Johnny Barbosa (viola) e João Pestana (baixo), Zé Vargas mostrou os seus singles, os EPs “Palpites, Lado A” e “Mais Que Marias” (incluindo uma pequena homenagem à querida Sara Tavares), canções que sairão no “Palpites, Lado B” (a lançar ainda este ano), outras que talvez surjam mais tarde num LP…
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“3” de Valerie Perrin
Nunca tinha ouvido falar de Valerie Perrin, mas descobri é uma das mais importantes autoras francesas do momento. São 1700 paginas, mas não se sente tal é a qualidade desta obra. Conta a história de 3 amigos, dois meninos e uma menina. Tudo começa na escola, com 6 anos, mas a narrativa anda para trás e para a frente. “3” é uma obra inquietante, que me aproxima das várias fase das história, vivi algum daqueles momentos. Apesar de ser um livro grosso e ter demorado umas 3 semanas para concluir, sinto uma ligação gigante às personagens. Chegar a casa e entrar no universo deste livro é algo que vou sentir falta. De olhos brilhantes conversava com uma amiga sobre o “3“. Ela perguntava, “é leve de ler?” Não sei responder a a isso! Adorei e acaba bem! Diria que é um livro obrigatório para conhecer o que de novo se…
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Lázaro ao vivo no Moche
O pequeno Espaço Moche no Cais do Sodré tem sido palco para showcases de artistas da nova geração ainda a fazerem-se à vida, como é o caso de Lázaro, que dava primeiro concerto em Lisboa. Ontem à noite fui lá porque aposto muitas fichas neste jovem. E, de facto, ao vivo, acompanhado apenas à viola, Lázaro mostrou-me, neste espetáculo “em família”, que estou a apostar bem.Boa voz, boas canções, boa onda, boa alma. Levou as suas canções conhecidas, como “Saltei Fora”, “Tudo Bem” e “Camolila” estreou outras, como “Rotunda” e “Agora” (provavelmente, o próximo single), fez versões (por ex. de The Weeknd) e convidou Mallina (para ” Chaga” dos Ornatos Violeta) e Rita Rocha para o já conhecido “Flores”. Lázaro Menino ficou conhecido do grande público depois de participar no “The Voice Portugal” em 2020. Estudou Produção e Direção Musical na ETIC. Neto de um trompetista e maestro da banda…
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Quim Roscas & Zeca Estacionâncio
Em 20 anos de carreira, já esgotaram centenas de espetáculos com direito a um filme próprio. A dupla de sucesso conheceu-se em 2000, quando João Paulo Rodrigues se preparava para subir ao palco sozinho. Na altura, o colega Pedro Alves estava sentado no público e fazia questão de terminar as anedotas antes do tempo previsto. Foi neste encontro que nasceram as personagens Quim e Zeca que esgotam espetáculos e até tiveram direito a uma produção no cinema. O “Curral de Moinas: Os Banqueiros do Povo” foi um dos filmes mais vistos do ano um sucesso de bilheteira, já que rendeu cerca de 1,6 milhões de euros. A vida das personagens tão acarinhadas pelo público “é abalada quando Quim descobre que herdou um banco. Comprei bilhete para o espetáculo que prometia muito humor e diversão. Esta dupla está já muito rodada e o público logo que um deles começa a falar há aplausos sem…
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João Caetano no Maria Matos
Confesso ter chegado tarde a João Caetano e ao seu universo muito pessoal e original, esta espécie de música tradicional-pop-fado por um homem com um currículo invejável que se apresenta na frente do palco com a voz e os seus dois bombos e acompanhado por músicos do melhor que há, com guitarra portuguesa (Rui Poço), acordeão (Inês Vaz), viola (Bernardo Viana) e baixo elétrico (Rui Pedro Pitty), a que juntou outra guitarra portuguesa (André Dias) e trompete (Gileno Santana). Na sua primeira vez no Teatro Maria Matos, com o pretexto de promover o novo EP “Cada Vez Mais”, cantou originais, muitos com letra do malogrado amigo Paulo Abreu de Lima, passou por José Afonso e Vitorino, foi ao Brasil de Vinícius & Toquinho e não esqueceu clássicos como “Loucura (Sou do Fado)”. Uma plateia repleta de familiares, amigos e artistas (por exemplo, Dino d’Santiago, Rui Veloso, Diana Castro, Latte, Luar,…
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Back to Blake
Um filme sobre a vida e a carreira musical de Amy Winehouse, com argumento na primeira pessoa, ‘Back to Black’ não me agradou mas, ainda assim, é um filme bem feito. Relata a história de Amy com alguma sensibilidade procurando não entrar nos momentos obscuros. Back to Blake tem como realizador Sam Taylor Johnson. Se compararmos com Amy de 2015 um documentario sobre a cantora aquilo que Sam Taylor-Johnson nos mostra parece uma versão branqueada de uma história conhecida. A interpretação de Marisa Abela é boa mas há qualquer coisa no filme que não bate certo. O pai que a explorou aparece muito bonzinho. A sala vazia do cinema mostra que o filme não foi aceite pelo público.
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A minha primeira noite de Black Metal
Há mais de um mês que esta noite estava marcada. Ia assistir um concerto de Black Metal. Um primo, muito fã da sonoridade, e a viver há muito tempo fora de Portugal, perguntava-me “onde se ouve Black Metal em Lisboa?” Sabia que para os lados de Alvalade existe um clube de rock (RCA), mas não tinha a noção de como funcionava. Lá encontrámos uma data com duas bandas, uma de Leiria e outra do Porto. Uma noite com Dallian, death metal melódico progressivo.E os ANZV, black/death metal. Nunca tinha ouvido falar de nenhuma das bandas. Estava em grande expectativa, que começou muito antes do concerto. O que vestir num evento destes? Fui aconselhado a ir de preto! Fui, mas com uma tshirt de surf. A fila quando chegámos já era generosa, e fui reconhecido porque durante muitos anos trabalhei em rádios Rock. Na fila ouvi a malta do metal explicar…
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Velasquez na Gulbenkian
A nova obra visitante do Museu Calouste Gulbenkian vem da The Frick Collection, Nova Iorque. Trata-se do retrato do monarca espanhol Filipe IV, da autoria de Diego Velázquez, considerada uma das obras mais representativas da relação próxima entre Filipe IV e Velázquez, pintor da corte espanhola. A obra, datada de 1644, foi concebida num estúdio improvisado durante a batalha pela recuperação de Lérida. Está é a quinta obra visitante do Museu Calouste Gulbenkian e tento ir, sempre que há estas belas iniciativas. Nesta nova edição da Obra Visitante, o Museu Calouste Gulbenkian recebe uma das mais importantes pinturas de Velasquez. Na pintura de 1644, o rei é representado em traje militar, comemorando a vitória do exército espanhol sobre as tropas francesas, na altura da reconquista da cidade catalã de Lérida. Diego Velázquez (1599-1660) foi um pintor espanhol, um dos maiores nomes do Barroco europeu. O pintor destaca-se não só pelo domínio…
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Há fado no cais com Ricardo Ribeiro
No CCB há sempre motivos para uma noite bem passada e enriquecedora.Foi o que aconteceu com o concerto do fadista Ricardo Ribeiro. Acompanhado pelos seus guitarristas e na segunda parte por jovens violinistas agarrou o público que enchia a sala do princípio ao fim da atuação. Homem carismático, com uma voz poderosa, empático com o público sempre em colóquio com este. Por vezes comovido. Por vezes brincalhão. Voz com influência cigana , do cantar alentejano e principalmente um grande cantor. Interpretou letras de Fernando Tordo, Amélia Muge e Ary dos Santos e de tantos outros e encantou os presentes com aplausos demorados. Grande concerto! Grande Ricardo Ribeiro.