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“Os Interessantes” de Meg Wolitzer
Nunca tinha ouvido falar nesta autora e por impulso decidi comprar “Os Interessantes“. O livro é gigante e eu sabia que teria de criar uma relação interior com a história para poder ler esta obra. É mesmo isso, carga interior, os personagens são dotados de sentimento. Senti a dimensão emocional de cada um com o avançar da história. Podemos não aprovar, sentirmo-nos mais próximos de um comportamento ou sentir rejeição pelos personagens. Mas que há carga interior, há! Tudo começa na adolescência um grupo de miúdos vai passar o Verão num campo de férias. Logo ali conseguimos entender as diversas classes sociais. A história deste miúdos vai-se cruzando ao longo da vida. É uma obra obrigatória! Ri, chorei e fiquei muito ligado à história. Para ler e desfrutar!
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Pequenas Cartas Malvadas
A terceira longa-metragem de Thea Sharrock tem o título de “pequenas cartas malvadas” O texto é baseado em factos verídicos – um escândalo que assolou a pequena cidade de Littlehampton no condado de Sussex. A ação decorre em 1920, quando a Europa ainda recuperava da Primeira Grande Guerra e a pandemia de Gripe Espanhola, noções de morte e luto ainda muito presentes no quotidiano da gente. Em Inglaterra, o movimento sufragista ganhava terreno, levando a novas oportunidades para as mulheres. Destaco o papel da grande actriz Gemma Jones, Vê-se com algum interesse mas não é de ficar de boca aberta.
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Filipa Vieira no Teatro Maria Matos
Filipa Vieira mostrou a Lisboa o seu mais recente e bom álbum, ” Sabe Deus“, produzido por Tiago Pais Dias. E em palco mostrou o que se sabia e esperava: parte do fado, mas a sua música não se fica por convenções, cruza outras sonoridades, com letras que recorrentemente aborda temas como o do assédio sexual. Filipa Vieira mostrou ser uma bela intérprete, forte, confiante e segura em palco, com um “look” arrojado e a léguas dos cânones tradicionais, servida por uma banda de nível: Pedro Dias (guitarra portuguesa), Flávio César Cardoso (viola), Zé Ganchinho (baixo), Manuel Oliveira (piano) e Nuno José (bateria) – com Jonas como (único) convidado do espetáculo. No fim, saí naturalmente agradado, mas voltaram-me, de forma ainda mais vincada, as interrogações do porquê desta artista não ser mais conhecida e reconhecida e de canções como “Vai Dar Banho Ao Cão” e “Cortar Os Impulsos” não andarem…
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“Barry” na nova Max
Há muitos meses que não ligava a plataforma do HBO. No outro dia decidi ligar por causa da mudança de nome. Agora já não se chama HBO, é a Max. Acabei por perder algum tempo para saber das novidades e descobri uma série chamada “Barry“. Um assassino profissional a meio de um trabalho que decide mudar de rumo. Quer deixar a profissão de assassino para ser ator. O grande motivo desta mudança é uma paixão que o nosso “herói” acaba por sentir por uma aluna de teatro. São explorados os estereótipos do mundo da representação. Os encenadores, os futuros atores e o “método Stanislavski” (o ator não tem de parecer, tem de ser) Fiquei encantado e totalmente rendido! “Barry” tem um ritmo muito próprio e interpretações brilhantes. É uma comédia negra, feita de uma forma inteligente. Impossível de ver um episódio só. Vale mesmo a pena ver. Recomendo!
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Álvaro Siza Vieira
Álvaro Siza Vieira tem 90 anos e é uma figura grande da arquitetura portuguesa e mundial. É também figura de destaque na Gulbenkian em Lisboa, com a abertura de uma grande exposição que está aberta até 26 de Agosto. Centrada no papel do desenho na obra de Álvaro Siza Vieira, esta exposição reúne esboços, retratos, apontamentos de viagens, plantas de arquitetura, fotografias, peças de mobiliário e design, pondo-nos em contacto com referências pessoais, artísticas e profissionais de Siza. Dividida em duas salas, a Galeria Principal do Edifício Sede e a Sala de Exposições Temporárias do Museu. Siza permite-nos mergulhar no universo de um dos grandes nomes da arquitetura moderna do mundo. O público curioso encheu as salas muito interessado na obra de Siza. Não deixem de ir até lá!
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Milhanas no Teatro Maria Matos
Só agora, Milhanas apresentou em Lisboa o seu álbum de estreia, “De Sombra A Sombra.” Primeira surpresa, a abertura do espetáculo: à frente de um palco escuro e com o chão iluminado com luzes de Natal, na penumbra, sentado, Ricardo Ribeiro oferece-nos “As Mondadeiras”, antes mesmo da entrada da estrela da noite. E que estrela! De entre a nova geração, Milhanas é um caso à parte, que nos entranha, derrota e arrebata. Depois, as outras surpresas, os convidados, um a um e de seguida: Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), Luísa Sobral, Agir, Samuel Úria e Van Zee. Como ela disse, músicos e cantores que a inspiram. No fim, e sempre: Milhanas, enorme Carolina Milhanas, com a sua banda. E provou tudo o que dela esperava: é uma abençoada miúda, uma intérprete de excelência, uma voz incrível e grave, um timbre único que nos deixa ouvir e sentir todas as palavras. Um talento, sem paralelo por cá. Parece que…
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Somos caviar, Dave Matthews Band em Lisboa
A primeira vez que a Dave Matthews Band visitou Portugal foi num começo de uma digressão na Europa. A base de fãs em Portugal é grande e por isso fazia sentido começar aqui. Desta vez Dave Matthews pediu para acabar em Portugal: o público é tão intenso, tão vibrante que somos “Caviar, tudo o que virá depois não será igual” Foi assim que a Dave Matthews Band abordou o concerto de domingo passado. Claramente, somos conhecedores da obra da banda, sabemos as canções e passamos isso para o palco. A banda sente essa energia e quer retribuir. As canções ao vivo ganham uma outra dimensão, passam a ser longos improvisos, onde se sente quanto prazer estão a ter. No espetáculo de domingo senti um Dave Matthews com consciência politica, com um discurso que mostra a sua tristeza com os políticos americanos. O alinhamento do concerto começou pelos temas novos, mas…
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Challengers
O filme Challengers nome dado aos jogos do circuito secundário profissional do ténis. Um filme sobre uma paixão assolapada de dois amigos e parceiros por Tashi uma tenista que sofre uma lesão e torna-se treinadora e aproveitando-se da paixão dos dois amigos por ela, consegue manipulá-los a seu belo prazer. As ambições, os sonhos e as frustrações de Tashi, Art e Patrick vão acabar por leva-los para o court onde os dois antigos amigos e parceiros disputam a final, com a mulher que ambos amam a assistir. O diretor do fotografia Sayombhu Mukdeeprom transporta a câmara para sítios inusitados e inesperados durante os jogos. A banda sonora é assinada por Trent Reznor e Atticus Ross, e o antigo tenista e actual treinador Brad Gilbert foi o consultor técnico da fita e fez os três intérpretes passar por três duros meses de treino nos courts, para que o ténis jogado em Challengers fosse muito realista. Para…
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Gisela João canta Abril no Teatro Tivoli
Alguém que pegue num dicionário de sinónimos e poste aqui tudo o que corresponda a sublime, fantástico, divinal e por aí fora que ainda estou de queixo caído e pele de galinha com o espetáculo de Gisela João na noite de 25 de Abril. Num cenário todo branco, ela própria qual anjo com pés descalços num baloiço rodeado de cravos vermelhos, assim cantou, muitas vezes sentada no chão ou deitada, com aquele vozeirão e com o que lhe vinha do fundo da alma, acompanhada por apenas dois músicos (um, em viola e guitarra elétrica e outro a manobrar as teclas e os sintetizadores.) A verdade é que esta mulher é do caraças!! Abençoada! E sorte a nossa que ela é nossa! Apetece muito agradecer-lhe por uma noite linda: obrigado, Gisela João por quereres sempre ir mais além e fazer diferente nesse misto de génio com saudável loucura, que nos torna privilegiados em…