Coisas Boas em Alta
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    “AMO Brewery” a Raposinha

    Tinha comprado bilhete para o dia de apresentação do novo disco do Capitão Fausto. Mas nesse dia jogava-se o Benfica/Sporting na Luz. Decidi ir ao futebol e vender o bilhete para o concerto. Anúncio feito, fui contactado pela Catarina que me ficava com o bilhete. Feita a entrega do bilhete fiquei convencido que não voltaria a ver a compradora do bilhete. Havia uma comissão de 3€ por ter comprado na Ticketline, que não cobrei à Catarina. Uns dias depois, quando chegava ao trabalho, tinha um pacote com duas cervejas da marca AMO. Foi uma surpresa para mim, o gesto da Catarina e a marca AMO que nunca tinha ouvido falar. Neste fim de semana decidi abrir a Raposinha Um travo a café, com fruta fresca pelo meio. Adorei a experiência. Tem 4,8% álcool. Muito fácil de beber. Fiquei com muita vontade de conhecer a produtora e o espaço onde mora…

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    “Barca Velha” 2011

    Nem acredito que estou a escrever este artigo, tudo o que vos conto é muito emocional! Eu e o “nosso” amigo Mário, editor do “coisas boas em alta” tínhamos um desejo: Beber um “Barca Velha“, conhecido por ser o melhor vinho português. Investigámos, mas as garrafas mais baratas custavam 800€, um enorme investimento para nós. Fomos adiando esse projeto ao longo dos anos, mas sempre com a promessa de num aniversário o fazermos. O Mário deixou-nos sem nunca termos tido essa experiência. Há cerca de um ano inscrevi-me numa escola de Padel, o “Vive Padel” onde acabei por criar laços afetivos com os outros alunos, professores e coordenador da escola. A nossa relação estendesse para além dos jogos, há um ambiente familiar que me deixa muito confortável. Num primeiro jantar do Padel em minha casa, contei a história da perda do Mário e a tristeza que sentia por não ter…

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    “Martha’s” Aguardente Velha

    Nem sei como foi que comecei a ser fã de aguardente. Pode não ser uma bebida fácil porque é intensa. Mas há de facto produtores que conseguem fazer algo de intenso sem ser pesado e com um paladar maravilhoso. Mais uma vez atravessei a cidade para comer uma feijoada e no fim da refeição perguntei ao funcionário: “Então, e agora!?” Sorriu e brindou-me com uma “Martha’s” Aguardente Velha. Amadurecida em cascos de carvalho onde antes já envelheceu vinho do Porto. Não sabe a madeira e tem um claro paladar a caramelo, especiarias e frutas. Tudo feito de uma forma delicada. São 40% de álcool a 19€ a garrafa. Há quem aconselhe a beber em balão aquecido, mas eu não sou grande fã desta técnica porque sinto que se perdem as características. Para beber devagar e desfrutar!

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    Roquette & Cazes Tinto 2021

    Há dias recebi uma garrafa da Roquette & Cazes: a Roquette & Cazes tinto 2021. A garrafa é bonita e mostra logo o que é. Um vinho de classe, bem feito. Delicado, é a melhor expressão que posso usar para este vinho. Com notas de fruta vermelha e balsâmico. Um vinho que resulta de um encontro feliz de dois amigos: Jorge Roquette da Quinta do Crasto e Jean-Michel Cazes do Château Lynch-Bages. O resultado é um vinho elegante, muito delicado. Chega ao mercado com o valor de 20€. São 14,5% de álcool, mas está tão redondo que não se sente. É um grande vinho que adorei provar!

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    “Mosca” uma aguardente vínica

    Sou grande fã de uma boa feijoada!Cheia de enchidos e tudo o que faz mal.No outro dia atravessei a cidade porque me tinham falado numa feijoada à transmontana do outro mundo. De facto era muito boa, mas não é isso que quero partilhar. No final desta bela refeição sentia aquela boa satisfação de ter comido bem e precisava de algo para ajudar a fazer a digestão.Pedi uma CRF, o proprietário do local decidiu que me devia brindar com algo de diferente, mas que tivesse o mesmo efeito. “Amigo, deixe-me dar-lhe a provar a Mosca” Nunca tinha ouvido falar e para dizer a verdade não sou grande fã do inseto! A Mosca é uma aguardente vínica feita a partir do moscatel de Setúbal. Adorei a experiência! Não cheira a álcool, tem um paladar suave, não é uma bomba é muito delicada. Fiquei fã! Tentei encontrar nos supermercados e não foi fácil!…

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    Pacheca reserva branco 2020

    Fui convidado para um jantar e decidi levar um mimo. Não tinha a noção do que estavam a fazer na nova Quinta da Pacheca, mas arrisquei. A noite não estava quente, a convidar um tinto, mas eu tinha levado um branco. O jantar era arroz de pato à antiga, muito bem confecionado (horas na cozinha). Abri a garrafa, cheirei e o aroma a fruta era predominante. Frutos brancos, frutos tropicais e ligeiramente a limão. Quando o bebi senti o sabor intenso a baunilha. Começámos a olhar para a garrafa e a tentar descobrir as castas usadas. Facilmente entendi que este vinho esteve a estagiar em barricas de madeira por isso este paladar a baunilha. Este vinho chega ao mercado a 15€. É equilibrado, com 13,5% de álcool. Foi sem dúvida uma boa experiencia!

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    Dark Arts

    Continuo a explorar o universo das cervejas e, desta vez, decidi comprar a Dark Arts. Uma cerveja preta do Reino Unido com 6% de alcool. Tem sabor a café, com notas de gemada de ovo. Foi uma surpresa quando provei. Tem uma espuma suave, é muito rica, nada a ver com as cervejas industriais que estamos habituados a beber. Uma sensação na boca luxuosamente suave é seguida por notas picantes. Talvez com um ligeiro toque a chocolate. Fiquei encantado. Já tinha comprado há algum tempo mas ainda não tinha metido na máquina. Ao consultar a fatura, verifiquei que paguei 19€ pelo barril, o que acho exagerado, mas vendo bem as coisas é um preço justo, já que é de facto uma bela cerveja.

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    Hapkin

    O tempo começa a aquecer e a minha vontade de beber cervejas leves aumenta também. Descobri esta rica cerveja Belga, a Hapkin. Gostei e comprei um barril para consumo próprio. A Hapkin é loira e tem um corpo bastante cheio e cremoso. É uma cerveja muito fresca e florida, sabor frutado e perfumado. Não tinha ideia que as cervejas Belgas fossem assim, achava que tinham um corpo mais intenso, mas a Hapkin é muito leve, nem parece uma cerveja artesanal. São 8.5% de álcool que não se sente, tal é a leveza. Tem uma cor limpa, de um dourado translúcido. Segundo investiguei, começou a ser feita com uma receita que data de 1877. Originalmente produzida pela cervejaria Louwaege, mas que agora terá mudado de dono. Dou-lhe um claro 7, numa escala que vai até aos 10. É bem feita, ótima para uma conversa, acompanhada por uns amendoins.

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    “Murder Banana”

    Sou grande fã de cervejas diferentes. Vou mais longe: gosto de coisas diferentes, fora da caixa. A “Murder Banana” da Dois Corvos é de facto muito diferente. Uma bebida envelhecida em barricas de bourbon, dando-lhe um corpo maravilhoso. Fiquei totalmente fã da série “Murder”, já tinha provado a “Murder Porto”. Chegou a vez de provar a de banana. Que bela cerveja! O paladar a madeira é o que se destaca. Há também notas de fruta, com banana no topo. Não é um produto para ser consumido com comida, nem mesmo com amendoim. A experiência é para ser feita sem mais nada. É pesada com um alto valor alcoólico! Adorei, recomendo!