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Pouca Roupa
No jantar da passada quinta feira tropecei num vinho que me deixou, pelo nome, com vontade de provar. “Pouca Roupa”, um tinto de 2021. Produzido por João Portugal Ramos, uma verdadeira surpresa. Um alentejano, com um final a madeira suave. Destaco como nota de prova o sabor a fruta vermelha, talvez morango. No odor, destaco a cheiro a baunilha. É um vinho simples, para usar no dia a dia. Chega ao mercado por 5€ e vale mesmo a pena ter uns quantas garrafas em casa. Acompanhei este vinho com umas plumas de porco preto, acabando por ser uma escolha certa. Um vinho muito fácil de beber!
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Tapada de Chaves
Há dias, fiz aniversário. E fui surpreendido com várias festas. Uma delas foi bem regada com um maravilhoso Tapada de Chaves 2015. Uma reserva especial, será exagerado da minha parte, mas sem dúvida um dos melhores vinhos que bebi nos últimos tempos. Um vinho fácil, com boa estrutura, onde a fruta vermelha sobressai. Como grande parte dos vinhos do Alentejo, este tem um aroma leve a madeira. Elegância é a melhor forma de definir este Tapada de Chaves 2015.
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De um grande produtor de vinho do Douro, Atalaya Talaya r Rspda Cinta de Rui R. Madeira
Dois grandes vinhos tintos Para quem tem a paciência de ler as minhas crónicas já sabe, que em matéria de vinhos, acho que o país vinícola é a região do Douro. Eu sei que o país tem outros bons vinhos, mas esta é uma questão de gosto e este meu inclina-se para a região do Douro. Sendo que, em bom rigor, estes dois vinhos que vos trago não são bem do Douro, ou melhor um deles não o é. Mas é de lá perto, muito perto. Em comum têm, porém, a mão de um especialista (que não conheço) chamado Rui Reboredo Madeira. Estou a falar-vos de um Atalaya de 2021 (designação Beira Interior) e um Espada Cinta de 2019, ambos com o dedo deste enólogo e com uma característica em comum: o facto de serem vinhos de uvas de altitude (acima dos 500 metros), algo que o meu palato aprecia,…
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Granja Amareleja
Disseram-me que era um vinho muito bom e a preço muito razoável. Num destes dias tropecei no Granja Amareleja num corredor de vinho de uma grande superfície. Por cerca de 7 € levei para casa, esperando por uma ocasião com amigos para abrir a garrafa. Um amigo decidiu cozinhar lá em casa um prato marroquino e em boa hora abri a garrafa. Vinho intenso, com aroma a madeira e chocolate. É equilibrado na boca com sabor a fruta madura. Uma escolha certa para um prato meio apimentado. Vinho de 14 graus, mas não se sente nada o peso do álcool. O Granja Amareleja é um puro vinho alentejano, um vinho com o sabor tradicional da zona, onde a madeira é bem vincada. Adorei e vou repetir a experiência.
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Vincentes
Sexta feira, tinha recebido a notícia que a Dois Corvos tinha uma cerveja nova. Uma cerveja recheada de cultura, inspirada nos painéis de São Vincente. Obra imperdível que está atribuída a Nuno Gonçalves, mas nem isso é certo. A nota de prova dizia que era uma cerveja para 14 graus! Sem duvida que é poderosa, com notas de café, chocolate e gemada de ovo. Adorei e não resisti, tomei duas. São 4,5€ mas vale bem o preço, e é compreensível, isto porque estamos a falar de um produto superior que terá dado muito trabalho produzir. É mesmo imperdível, é a Vincentes
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Lacrau
Este Natal a minha tia Ana brindou-me com duas garrafas de tinto. Lacrau do Douro. Nunca tinha ouvido falar, mas os vinhos do Douro estão nesta altura a agradar-me muito. Fiz um petisco e decidi abrir uma das garrafas. Fiquei logo muito impressionado com a cor deste vinho: vermelho espesso. Um odor maravilhoso, com notas de fruta vermelha. Amora predomina, mas há também um toque de especiarias, talvez pimenta. Na boca domina a baunilha e um ligeiro toque a madeira. É um vinho limpo, muito bem conseguido e equilibrado. Num supermercado pode chegar a 6€, é um preço bem razoável. Gostei mesmo muito!
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Comenda Grande
Acabaram os vinhos maus na minha vida! Não volto a beber coisas duvidosas, a vida é muito curta para não desfrutar do melhor: Se não presta nem vale a pena tentar. Já tinha provado este “Comenda grande“, um vinho alentejano equilibrado. Há um claro aroma a baunilha, característico dos vinhos do Alentejo. Isto porque terá estagiado em madeira. Ainda distingo um ligeiro a fruta vermelha, onde o morango tem o papel principal. É um vinho forte com 15% de álcool, saboroso. Recomendo com carnes, foi o que fiz. Comi uma bela picanha a acompanhar este Comenda Grande. É vendido a 30€, mas vale bem o preço.
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Callabriga douro 2019, um vinho de festa
A nossa seleção jogava. Havia um bom motivo para abrir um vinho muito acima da média. E foi isso que fiz. Jantar de festa com amigos, boa comida, mas sem dúvida que o protagonista da noite foi esta bela garrafa da casa Ferreirinha. São os mesmos que produzem o famoso Barca Velha (o mais popular vinho português) Callabriga douro 2019 é um vinho especial. Intenso, com notas de baunilha, carvalho e muita fruta preta. Para acompanhar, escolhi uma massa Carbonara. Paladar intenso, para tomar um vinho intenso! A garrafa custa 18€ num supermercado, mas vale o preço pedido.
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Tinto 2019 da Quinta Vale Santa Luzia, outro grande vinho do Douro
O rótulo até pode induzir em erro: um design retro alguns dirão, ou muito kitsch, dirão outros. Porém, quem vê caras não vê corações e, assim, o que interessa é o que está dentro da garrafa: mais um bom vinho do Douro, pois claro. Já o disse e, repito: pouco percebo de vinhos, mas sei que é muito raro não gostar de um tinto daquela região (os brancos e os rosé também se recomendam). Aliás, deixem-me contar aqui uma história: um dia estava num hipermercado a escolher um vinho e, peguei numa garrafa da região e ao meu lado perguntam-me se era bom. Respondi, olhe para mim é mas os gostos são todos diferentes. Diz-me o sujeito: “sabe desde que tenha sido feito com casta Touriga Nacional eu gosto”. Virei a garrafa e, segundo o rotulo lá estava a Touriga Nacional, entre as três castas usadas no vinho em questão.…