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“Vemo-nos em Agosto” Gabriel García Márquez
Todos os anos, a 16 de agosto, Ana Magdalena Bach apanha o ferry que a leva até à ilha onde está enterrada a sua mãe. Leva-lhe flores e aproveita a noite para tentar encontrar alguma felicidade. Por isso, espera ansiosamente por este dia. Um ano de sonhos e expectativas. No fundo, vive uma existência miserável, marcada pelo desgaste do casamento. É este o ponto de partida para o maravilhoso livro de Gabriel García Márquez, “Vemo-nos em Agosto” . Quando o autor começou a escrever este conto, já se encontrava no final da sua vida, mas, mesmo assim, sinto toda a sua genialidade. É Gabriel García Márquez no seu melhor, com uma escrita profundamente emotiva e carregada do seu estilo inconfundível. O livro foi lançado dez anos após a sua morte, precisamente no dia em que completaria 97 anos. Na verdade, é o seu último livro. Li-o numa tarde, com uma…
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“O desaparecimento de Stephanie Mailer” de Joël Dicker
Joël Dicker é atualmente um dos escritores mais populares, com vendas impressionantes. A sua escrita é cativante: parágrafos curtos e diálogos abundantes que incentivam o leitor a virar a página. Este estilo, simples e envolvente, revela-se uma fórmula vencedora, especialmente para os novos leitores. Já li outros livros de Joël Dicker e este padrão de escrita é inconfundível. Em “O Desaparecimento de Stephanie Mailer“, a experiência de leitura faz-me sentir como se estivesse a jogar Cluedo: as pistas vão surgindo e tentamos adivinhar quem é o assassino. No entanto, sinto que este livro se alonga desnecessariamente; parece ter 100 páginas a mais, e a trama poderia ser resolvida de forma mais rápida. A história decorre numa pequena cidade nos arredores de Nova Iorque, onde ocorre um quádruplo homicídio. O presidente da câmara, a sua mulher, o filho e uma residente local são brutalmente assassinados. Apesar de extenso, o livro mantém…
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Herdade Aldeia de Cima Alyantiju
Convidado para jantar em casa do meu primo, o prato principal era uma galinha frita picante. A minha única tarefa era levar os vinhos. Decidi optar pelo Herdade Aldeia de Cima Alyantiju, uma verdadeira pérola oferecida pela Enoteca Clube do Vinho. Sem saber ao certo o que esperar, abrimos este magnífico néctar. Bastou sentir o aroma para perceber que não estávamos perante um vinho comum, mas sim algo de grande caráter. De cor vermelha intensa, revela-se complexo, com aromas a frutos vermelhos. Na boca, é extremamente elegante, com um final persistente. Com 14% de teor alcoólico, trata-se de um vinho muito especial. De origem alentejana, apresenta leves notas de madeira que o tornam ainda mais interessante. Como o prato tinha um toque picante, a escolha revelou-se acertada. Com um preço a rondar os 60€, não é certamente um vinho para todos os dias, mas para ocasiões especiais. Fiquei completamente rendido.…
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Quinta do Boição Reserva
Estou encantado por me ter tornado sócio da Enoteca Clube de Vinhos. Tenho provado vinhos muito interessantes a preços bastante simpáticos. Hoje gostaria de partilhar a minha experiência com o Quinta do Boição Reserva. Trata-se de um vinho produzido na região de Lisboa, mas o seu toque amadeirado transportou-me para o Alentejo. É um vinho de cor intensa, com um aroma a fruta madura. Ao provar, senti a delicadeza de um vinho macio, mas com um final prolongado. O Quinta do Boição Reserva é ideal para ser consumido com pratos intensos, como uma carne bem temperada, por exemplo. É um vinho com estrutura, apresentando 14,0% de álcool. Está disponível no mercado por 12€. Segundo li, este vinho só tem a ganhar com o envelhecimento; se o abrir daqui a 5 anos, terei certamente uma agradável surpresa. É um tinto perfeito para o verão, devido à sua frescura. Vale mesmo a…
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Ventozelo Reserva tinto 2021
Tornei-me sócio do clube de vinhos Enoteca. Este clube tem-me surpreendido pela qualidade dos vinhos que oferece a um preço muito razoável. O primeiro vinho que encomendei foi o Ventozelo Reserva Tinto 2021, um vinho do Douro de cor intensa. No paladar, destaca-se o sabor a frutos silvestres, com nuances doces e especiarias que não consegui identificar. É um vinho equilibrado, com um final prolongado. Abrimo-lo para acompanhar uma carne bem temperada, o que talvez não tenha sido a melhor escolha, já que este vinho é bastante suave. Com 13,5% de teor alcoólico, surpreende pela sua suavidade, não aparentando a potência que possui. O preço de mercado ronda os 12€, mas em alguns locais pode ser adquirido por um valor ligeiramente inferior.
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Ruffles flamin’hot
Adoro sabores picantes. Durante as compras para as férias, deparei-me com a secção de batatas fritas da Ruffles e descobri algo novo: as Ruffles Flamin’ Hot. A embalagem chamou-me logo à atenção. Cores vibrantes que prometiam uma experiência intensa. Decidi levar um pacote para experimentar. No dia seguinte, depois de uma tarde de praia e um banho refrescante, sentei-me com uma cerveja bem gelada e abri as Ruffles Flamin’ Hot. Confirmou-se: as cores do pacote não mentem. São mesmo picantes! Tão intensas que deixam a boca a arder. Um sabor forte e vibrante, que fez o meu coração acelerar. Se gostam de emoções fortes, este produto é imperdível. Mas aviso: não é para acompanhar uma refeição, porque altera completamente o paladar. A combinação perfeita? Uma cerveja bem gelada e o verão em alta!
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“Sempre” uma série sobre o 25 de abril
Tenho assistido cada vez menos televisão. No meu tempo livre, dedico-me a ler ou a praticar desporto. Quando vejo televisão, procuro apenas conteúdos de elevada qualidade. Chamaram-me a atenção para a série “Sempre”, da RTP. Trata-se de uma produção de Manuel Pureza, que narra seis histórias interligadas, passadas entre a noite de 24 e a manhã de 26 de abril de 1974. A série está bem produzida, mas o que mais me cativou foram os testemunhos no final de cada episódio. São relatos de pessoas que viveram durante o Estado Novo e sentiram aqueles dias de perto. Sendo um admirador do ponto de vista histórico desta fase da vida em Portugal, assisti a esta minissérie com muito prazer. Os episódios estão disponíveis na RTP Play ou no Prime Video. Se gostam de história, não devem perder!
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So Good Padel Sesimbra Country Club
De férias na Aldeia do Meco. Sou jogador de padel, ainda não muito experiente, mas com muita vontade de evoluir. Um colega de trabalho tinha-me mencionado que na Lagoa de Albufeira havia uns campos de padel. Por isso, quando fiz as malas para as férias, decidi levar o meu equipamento. Dois dias após a chegada, fui investigar. Fui recebido pelo Bruno, o proprietário, que me contou que fez um grande investimento ao construir três campos. Os campos são ao ar livre, o que pode dificultar o jogo durante o dia devido ao calor e ao sol, que em certas horas do dia incide diretamente nos olhos. No entanto, a vontade de jogar era tanta que acabei por comprar um boné. O So Good Padel teve o mérito de trazer este desporto para uma zona onde antes não havia nada. A comunidade está muito empenhada em aprender e jogar. O clube…
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“No País das Últimas Coisas” de Paul Auster
Cada vez que leio algo de Paul Auster, fico com a sensação de estar a ler o mais genial autor desta era. Criativo e inovador, não consigo parar de ler, como se fosse um sopro. “No País das Últimas Coisas” conta a história de Anna Blume e da sua busca pelo irmão desaparecido numa cidade sem nome. É uma cidade que vive uma realidade muito diferente da nossa, mas que me remeteu para uma ditadura em algum lugar do mundo. Vive-se numa miséria total onde o governo cria regras que me fazem lembrar o Estado Novo. O livro é extenso, mas cativou-me de tal forma que o li rapidamente. Aqui, as personagens têm uma dimensão humana. Paul Auster não nos transporta para um mundo imaginário, mas para algo que reflete os nossos dias. A cada capítulo que lia, sentia um aperto no peito. É uma obra imperdível, para ler e…