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Gilsons
Todas as semanas, desde 2019, converso em direto na rádio com Ricardo Castanheira. O Ricardo é jurista especializado em direito internacional, provavelmente um dos maiores na sua área. Domina todos os dossiês, com especial destaque para os direitos de autor. Por isso, não foi surpresa a Sony Music tê-lo recrutado para a sua equipa. Um dia, decidimos que as nossas conversas poderiam ganhar uma nova dimensão se o Ricardo me apresentasse uma canção. Sei que faz um grande esforço para surpreender os nossos ouvintes com escolhas inesperadas. Recentemente, apresentou um projeto que desconhecia: os Gilsons. Um trio formado por José Gil, Francisco Gil e João Gil — respetivamente, filho e netos de Gilberto Gil. Fiquei rendido. No dia seguinte, durante a minha rotina matinal (barbear e duche), pus o disco a tocar. Que maravilha! Uma riqueza musical extraordinária. A estreia foi com Várias Queixas (2019), um trabalho maduro que mistura…
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Dyvonics Bolas de padel
Sou um grande fã de padel. Estudos indicam que esta é a modalidade com maior crescimento em Portugal, prevendo-se que este ano cresça ainda mais do que o futebol. Estou sempre à procura de algo que me ajude a melhorar o meu jogo e mantenho-me atento ao mercado. Recentemente, durante uma aula de padel, reparei que, no campo ao lado, jogavam duplas estrangeiras com bolas cor-de-rosa! Intrigado com a diferença na cor, perguntei onde as tinham comprado. A resposta não me convenceu, pois disseram-me que tinham vindo do Dubai. Curioso, fiz uma pesquisa e descobri estas bolas numa plataforma de vendas online. As bolas de padel Dyvonics são vendidas em packs de 3 tubos, cada um contendo 3 bolas, pelo preço total de 29€. No dia em que chegaram, decidi experimentá-las. O tempo estava húmedo devido à chuva intensa dos últimos dias, o campo estava ligeiramente molhado e as condições…
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Castelinho 2023
Tinha ido buscar comida chinesa: gambas agridoce e um chow mein de vaca. Admito que a comida tinha um pouco mais de gordura do que o ideal, algo comum na comida chinesa feita em Portugal, mas não é disso que vos quero falar hoje. Para acompanhar um prato algo gorduroso, precisava de um vinho que não fosse demasiado intenso, mas sim suave, e que, de alguma forma, realçasse os sabores sem os sobrecarregar. Optei por um vinho novo do Douro. Abri um Castelinho 2023, com notas de madeira e chocolate. A presença da madeira faz todo o sentido, já que estagia durante nove meses em barricas de carvalho. É um vinho muito agradável, sem excessos no paladar, exatamente o que procurava. Apresenta uma cor rubi, sendo um vinho bastante leve. Não acredito que ganhe muito com o envelhecimento, mas, ainda assim, comprei duas garrafas para abrir dentro de cinco anos.…
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“Tudo é possível” de Elizabeth Strout
Já tinha lido outras obras desta autora multipremiada e, quando assim é, temos quase a garantia de que o que vamos ler terá qualidade. Elizabeth Strout escreve com emoção, criando histórias reais sobre pessoas que parecem verdadeiramente existir. Cada personagem tem profundidade, e sinto que a autora escreve muito sobre si própria, pois há referências recorrentes a outras obras onde a protagonista é claramente inspirada nela. Neste livro, encontramos várias histórias que se cruzam. Lucy Barton, uma escritora famosa que cresceu numa família muito humilde, parece ser um reflexo da própria autora, ganhando aqui uma nova vida. Um dia, esta escritora regressa à casa da família (um momento já referido em obras anteriores), e daí surgem inúmeras histórias que resgatam emoções do passado. Gostei desta obra, que li rapidamente num fim de semana. Elizabeth Strout tem uma escrita fluida e emotiva, com parágrafos curtos e muitos diálogos, tornando a leitura…
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Ponte Morgada tinto 2022
No outro dia, fui ao Mercadona e nem passei pela zona do ananás. A minha experiência foi divertida! O objetivo era experimentar produtos que não conheço e que não costumo consumir. Na secção dos vinhos, decidi levar o Ponte Morgada Reserva Tinto 2022. Admito que a curiosidade surgiu pelo rótulo, que me encantou—sóbrio, com tons escuros. Não é um grande vinho, mas revelou-se uma boa escolha para acompanhar o que tinha acabado de cozinhar: bifes no forno com vinho, servidos com batata-doce. É um vinho leve e suave, com um aroma a canela e frutos vermelhos. Apresenta uma cor intensa e um excelente equilíbrio, sem que o álcool se imponha demasiado. Tem 13% de teor alcoólico e é muito fácil de beber. Está disponível no mercado por cerca de 3€. Não é nada extraordinário, mas foi um pequeno prazer que tornou o meu jantar ainda melhor.
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Lagoalva espumante Pet Nat, o vinho para um domingo de sushi
Tive a oportunidade de conversar com o produtor deste Lagoalva e, por simpatia, acabou por me oferecer uma garrafa. Não sou grande apreciador de espumantes, mas é sempre bom alargar horizontes e experimentar coisas novas. Este espumante combina na perfeição com sushi bem fresco – aliás, acho que acompanha bem quase tudo. No domingo, entre amigos, decidi abrir o Lagoalva Espumante Pet Nat. Apresenta uma cor turva e um aroma cítrico. Um dos amigos com quem o provei comentou que sentia um toque azedo na boca, resultado das notas de limão e toranja. De facto, tem uma acidez marcante e um perfil fresco, algo característico da casta Arinto, que lhe confere este paladar vibrante. Com 11,5% de álcool, acompanhado de um sushi fresco, ganha uma nova dimensão. É um espumante bem conseguido, com um preço acessível de 10€. Recordo que, em Portugal, a tradição de espumantes não é tão forte,…
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Um leitão que cresceu por causa do vinho
Quase em março, finalmente aconteceu um dos muitos jantares de Natal. Estava marcado para dezembro, mas só se concretizou bastante tempo depois. A ideia era comer leitão, e, como um dos convivas é especialista e exigente, a responsabilidade de escolher o restaurante recaiu sobre mim. Já aqui tínhamos falado do restaurante O Beira, localizado na zona oriental de Lisboa. No coração dos Olivais, este magnífico espaço serve um leitão de excelente qualidade. Chegado o momento de escolher o vinho, seguimos a sugestão do empregado e optámos pelo Quinta dos Castelares, um Douro Reserva de 2019. Trata-se de um vinho encorpado e poderoso, com 14,5% de álcool, um teor bastante elevado para um vinho do Douro. Apresenta notas de madeira, baunilha e um leve toque de chocolate. No nariz, destacam-se aromas a fruta vermelha, talvez amora e ameixa, com uma frescura agradável e sem qualquer sensação alcoólica. Foi uma excelente escolha…
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“O Homem das Cavernas” de Jørn Lier Horst
Voltei a autor escandinavo. Jørn Lier Horst escreve de forma crua. Se há sangue ou cadáveres em decomposição, quase consigo sentir o cheiro. A sua narrativa é acessível, com capítulos curtos e repletos de diálogo. Os parágrafos são breves, conduzindo-me habilmente pela descrição dos cenários. Uma Noruega gelada, onde a neve e o frio imperam. Em O Homem das Cavernas, acompanhamos a perseguição de um serial killer. Uma jornalista decide investigar a história de um idoso encontrado morto quatro meses após o seu falecimento. O foco da peça jornalística é a solidão. Como é possível alguém morrer e só quatro meses depois se dar pela sua ausência? A investigação acaba por nos levar ao assassino. O livro é extenso – diria que ronda as 16 horas de leitura –, mas desfrutei cada momento, apesar do peso das descrições.
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Quinta de S. José
Há muito tempo que não recebia em minha casa um velho amigo. Para a ocasião, decidi cozinhar e experimentar algo novo. O resultado? Um peru bem condimentado! Quando o meu amigo chegou, perguntei-lhe que zona preferia para o vinho. A resposta foi imediata: “Gosto do Douro.” Foi exatamente o que abri. Escolhi uma garrafa de Quinta de S. José, tinto 2021. Um vinho seco, intenso na boca, com notas de chocolate, baunilha e madeira.Senti também alguma fruta vermelha, num vinho jovem, com uma acidez equilibrada. No nariz, destaca-se um aroma forte, onde a madeira sobressai.Sendo um vinho recente, valerá a pena guardar uma garrafa para ver a sua evolução. Com 14% de álcool, chega ao mercado por 13€. Este vinho foi-me enviado pela Enoteca Clube de Vinhos, que mais uma vez me surpreendeu pela qualidade das suas escolhas. Sem dúvida, um vinho memorável, não apenas pela sua qualidade, mas também…