Coisas Boas em Alta
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    Lenda do Verão de S. Martinho

    Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França. Montado no seu cavalo estava a passar num caminho para atravessar uma serra muito alta, chamada Alpes e, lá no alto, fazia muito, muito frio, vento e mau tempo. Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam.De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola.Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar. Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao pobre.Nesse momento, de repente, as nuvens e o mau tempo desapareceram. Parecia que era Verão! Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom. É por isso que todos os anos, nesta altura do ano,…

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    A Capulana

    Quando o Presidente Mandela da África do Sul vestia-se com camisas coloridas, berrantes o mundo começou a interrogar-se o que era aquilo. Pois eram camisas muito bem feitas mas de pano de Capulana. Uma capulana é um pano retangular de algodão, com motivos estampados e cores fortes. Normalmente, o estampado representa cenas da flora e fauna das savanas de África e os desenhos geométricos a forte influência árabe. Este pedaço de tecido colorido, que gera encanto e curiosidade por onde passa teve a sua origem, há alguns séculos, no continente asiático e chega a África por intermédio das trocas comerciais que, pouco a pouco, aportam à costa do Índico. A história diz que a capulana chegou a África pela primeira vez nos Séculos IX a X, no âmbito das trocas comerciais entres árabes persas e povos que viviam ao longo do litoral.   A capulana é usada nos países africanos de diferentes maneiras. Em…

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    O meu ano com Salinger

    Hoje foi dia de ir ao cinema. Escolhi “O meu ano com Salinger” passado na década de 1990. A jovem Joana, cheia de vontade em tornar-se escritora e poetisa, deixa a sua terra natal e tenta a sorte na cidade de Nova Iorque. Ali, enquanto a oportunidade não chega, arranja trabalho numa das mais importantes editoras da cidade. A sua principal tarefa é tratar da correspondência de escritores reconhecidos, em particular de J. D. Salinger, autor do extraordinário “À Espera no Centeio”. Apesar da fama de eremita que ele cultivou e do seu pouco ou nenhum contacto com o exterior, Joanna e Salinger criam uma relação de proximidade. Estreado no Festival de Cinema de Berlim, um filme dramático realizado por Philippe Falardeau e centrado na figura da jovem Joana. História bem contada, sóbrio e emotivo. Gostei.

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    A Cantarinha

    Fui passar uns dias à Figueira da Foz. Não conheço bem a cidade mas tem algumas coisas que me cativam. Chegada a hora do almoço o restaurante que conheço e era uma referência, o famoso Teimoso, em Buarcos fechou definitivamente. O condutor do táxi muito amável aconselhou-nos o Cantarinha também em Buarcos. Sentámo-nos e começámos logo a gostar do espaço. O  Empregado nascido em São Tomé, educado e simpático trouxe-nos umas entradas com bom aspeto. Uns camarões frescos e gostosos. Um excelente patê e uma salada de polvo bem temperada.   Depois veio o peixe assado no ponto,  acompanhado de vários legumes. Optámos pelo robalo escalado e pela posta de peixe espada preto muito bem assados. As sobremesas todas caseiras caíram muito bem. O restaurante estava cheio e nós ficamos numa espécie de marquise com sol e bom ambiente. Tudo perfeito. Aconselho!

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    A Castanha

    Em Portugal apanham-se por ano, cerca de 40 mil toneladas de castanha. Muita castanha. Nas palavras do nosso escritor Aquilo Ribeiro o castanheiro é “o nosso derradeiro gigante da flora” ou mesmo“o rei da vegetação lusitana”. Considerada como a “árvore-do-pão” nas regiões a norte do Tejo, a castanha foi a base da alimentação antes da chegada da batata e a principal fonte de hidratos de carbono no norte da Península Ibérica. Esta árvore de folha caduca consegue crescer até aos 30 a 35 metros de altura e atingir diâmetros até 12 metros. É um fruto que lembra o Outono. Quando os dias começam a arrefecer, as ruas são invadidas pelo cheiro das castanhas assadas no carvão.  Todos as apreciam  quentes, boas, assadas, cozidas ou fritas. A Castanha e o São Martinho fazem parte do Outono português, marcam festas e Magustos de norte a sul do País. Em Portugal, a empresa…

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    A vida no céu – José Eduardo Agualusa

    José Eduardo Agualusa nasceu em Angola e já viveu em vários locais tal como Rio de Janeiro, Berlim e Lisboa. Romancista, contista a autor de livros juvenis. Muitos prémios internacionais, mostram que escreve bem e muito.  Agora , a Quetzal volta a editar o romance para jovens e outros sonhadores de José Eduardo Agualusa. Com nova capa, «A Vida no Céu» regressou às livrarias numa altura em que o escritor se prepara para lançar um novo romance e acaba de ser distinguido com o Prémio PEN pelo livro Os Vivos e os Outros, publicado durante a pandemia. Misto de história de aventuras e de alegoria ecológica, A Vida no Céu é uma visitação à humanidade entre as nuvens, em pleno céu, onde uma nova vida, depois de um desastre de proporções bíblicas, pode ser possível. Com o mundo coberto de água, o Homem subiu aos céus, formou aldeia e cidades flutuantes…

  • Histórias em Alta

    Ronronar!

    O meu gato ronrona que se farta! Este ronronar é indiscutivelmente uma maneira deliciosa que ele tem de comunicar os seus sentimentos para comigo. Penso eu. Embora o ronronar tenda a acontecer com mais frequência quando ele está a ser mimado, satisfeito e contente, há outras razões que explicam esse fenômeno específico dos felinos.  Além do mais, é a sua anatomia especial que lhes permite fazer esse som agradável! Os gatos têm uma série de ossos na garganta chamados de aparelho hióide. Responsáveis ​​pelo suporte da laringe e da língua, o gato tem componentes ósseos e flexíveis.  Os felinos domésticos têm um hioide mais rígida o que lhes permite ronronar em vez de rugir.  O meu gato ronrona a uma frequência de cerca de 26 Hertz e os analistas descobriram que o ronronar pode variar dependendo de cada situação. Há evidências científicas que dizem que este ronronar, pode ser benéfico para…

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    Talheres – Cutipol

    Até o século XI, as pessoas utilizavam as mãos para comer. Domenico Selva, membro da corte de Veneza, aparece com um objeto pontiagudo, com dois dentes, que usava para espetar os alimentos e levá–los a boca. Esse primeiro garfo foi considerado uma heresia: o alimento, fornecido por Deus, era sagrado, e tinha de ser comido com as mãos. Pouco a pouco, a nobreza e o clero foram adoptando a faça mas o garfo foi mais difícil de se introduzir. Por isso a faca é o mais antigo dos talheres, pois foi o homo erectus quem criou o primeiro objeto cortante, feito de pedra, para caçar e para se defender. O primeiro a sugerir que cada homem deveria ter um talher para ser usado exclusivamente à mesa foi o cardeal francês Richelieu, um fervoroso defensor das boas maneiras, por volta de 1630. Mas agora a história é outra! A imaginação não tem limites! Talheres de design…

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    Começar – Teatro Aberto

    O Teatro Aberto sempre foi um espaço onde eu vou ver Teatro. Agora fazem sessões a 4a.e 5a. feira as 19 horas o que me agrada ainda mais. “Começar “ é uma peça que conta uma história de amor nos nossos dias. Sobre solidão e pessoas solitárias mesmo rodeadas de muita gente. Tem um final feliz? Eu acho que não mas o encenador deixa em aberto esta questão. Pedro Laginha o bonitão do nosso teatro, e Cleia Almeida, muito seguros carregam a solidão no corpo e vão contando as suas vidas. A encenação do João Lourenço muito cuidada e adequada, enche os olhos ao espectador. A iluminação perfeita e o palco com características técnicas excelentes que o encenador aproveita bem. Aconselho a quem gosta de teatro que vá e confortavelmente sentado veja como se procura ansiosamente o amor, um filho, uma família nestes tempos difíceis. O autor da peça  é…