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Aprovado por Bob Trevino

Quando a Família Surge por Acaso

Na minha tentativa de ver mais cinema, tropecei há dias em “Aprovado por Bob Trevino“. Não sabia bem ao que ia, mas nos primeiros minutos percebi que estava prestes a ver algo emocionalmente muito intenso.

Admito: chorei várias vezes.

O filme conta a história de Lily Trevino (interpretada por Barbie Ferreira), uma jovem de 20 anos, solitária e carente de afeto, que procura desesperadamente a aprovação e a atenção do pai biológico.

Esse pai é, sem exagero, uma personagem detestável: manipulador, egoísta e incapaz de demonstrar qualquer empatia. É difícil encontrar qualidades numa figura tão tóxica.

Depois de perder o contacto com ele, Lily tenta encontrá-lo no Facebook e acaba por enviar, por engano, uma mensagem a um desconhecido com exatamente o mesmo nome.

É aí que surge o outro Bob Trevino (interpretado por John Leguizamo), um homem generoso que vive o seu próprio luto e que nunca teve filhos. Em vez de ignorar a mensagem, responde-lhe e estende-lhe a mão.

A partir deste acaso digital nasce uma amizade improvável, mas profundamente tocante. Aos poucos, os dois constroem uma relação que acaba por preencher vazios emocionais de ambos e que funciona como a figura paternal que Lily sempre procurou.

O filme é assumidamente sentimental e, por vezes, até algo melodramático, mas resulta graças à sinceridade da história e à autenticidade das interpretações. Barbie Ferreira e John Leguizamo entregam desempenhos muito humanos e convincentes.

Lançado em 2024, o filme foi muito bem recebido pela crítica. Vi-o na HBO Max e, apesar de ser um filme emocionalmente exigente, recomendo-o a quem aprecia histórias sobre afetos, perda, empatia e as famílias que vamos encontrando pelo caminho.

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