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“O Caso Alaska Sanders” de Joël Dicker

Provavelmente, este será o último livro que leio de Joël Dicker.

O autor suíço domina a técnica: sabe prender o leitor, cria boas histórias cheias de reviravoltas e tem uma escrita muito fluida e fácil de acompanhar. Li O Caso Alaska Sanders num abrir e fechar de olhos, apesar das quase 500 páginas.

Ainda assim, admito que o livro me deixou com alguma tristeza. É uma história sombria e perturbadora, que me deprimiu um pouco.

Além disso, fiquei com a sensação de que o romance tem cerca de 100 páginas a mais do que precisava. Joël Dicker perde-se frequentemente em pormenores que pouco ou nada acrescentam à narrativa e que parecem servir apenas para aumentar o número de páginas.

O Caso Alaska Sanders é a sequela de A Verdade sobre o Caso Harry Quebert, livro que não li. Voltamos a acompanhar Marcus Goldman e o sargento Perry Gahalowood na investigação de um crime cometido em abril de 1999.

Tudo começa quando o corpo de Alaska Sanders é encontrado na margem de um lago, em Mount Pleasant, New Hampshire. As autoridades dão rapidamente o caso como resolvido, mas novas pistas levam os investigadores a questionar a versão oficial. A narrativa vai acumulando reviravoltas até revelar o verdadeiro responsável pelo crime.

É um livro muito fácil de ler e consegue manter o interesse do princípio ao fim. No entanto, pareceu-me demasiado longo. Com menos páginas e menos desvios narrativos, teria sido uma leitura muito mais eficaz.

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