O Pátio da Saudade de 2025
Que fim de semana horrível de chuva e mau tempo.
Ainda por cima, com uma lesão no braço que me deixou sem grande possibilidade de me mexer muito, acabei por ficar em casa a ver filmes.
E, no fim de contas, até foi divertido. A cidade estava um caos: estradas bloqueadas, muita água por todo o lado. O melhor mesmo foi ficar em casa.
A manhã de sábado começou com algo leve, que me deixou de sorriso aberto.
O Pátio da Saudade não é um grande filme, mas cumpre a sua missão: divertir e entreter. Faz um piscar de olho aos clássicos do Estado Novo, como O Pátio das Cantigas ou A Canção de Lisboa.
Leonel Vieira decidiu convidar gente conhecida para interpretar os vários papéis, mas gente conhecida não quer dizer, necessariamente, grandes atores. Encher o elenco de caras familiares pode trazer mais audiência, mas não garante qualidade.
A trama é simples: uma comédia onde a protagonista recebe uma herança, um teatro onde, no passado, se fazia revista. A ideia da tia era que um edifício em ruínas voltasse a funcionar com uma programação regular.
O problema é que a herdeira não tem dinheiro para a reconstrução… e tem apenas um mês para o fazer.
Será que consegue?
Pelo caminho, acontecem inúmeras peripécias.
Não fica na história do cinema português, mas serve perfeitamente como entretenimento leve para uma manhã chuvosa.


