1984 (Versão de 1984)
Deu para tudo neste fim de semana de tempestade: ficar em casa, entre livros e filmes.
Há cerca de dois anos li 1984, de George Orwell. Já O Triunfo dos Porcos me tinha deixado encantado, mas 1984 revelou‑se uma leitura muito mais penosa. É um livro denso, pesado, mas que acabei por gostar e ler de um fôlego.
No sábado tropecei na versão cinematográfica e decidi ver o filme.
Desde o início, a cor chama a atenção: tudo muito cinzento, quase sem vida, o que acaba por representar na perfeição o universo da obra. Um Estado altamente controlador, onde não existe liberdade e o cidadão é totalmente vigiado. Para exercer esse controlo, a realidade é constantemente ocultada e manipulada.
É um ataque claro à sociedade comunista e aos regimes totalitários.
1984 centra‑se na vigilância constante do Grande Irmão (Big Brother), na manipulação da verdade pelo Ministério da Verdade e na repressão do amor e das relações humanas.
O filme é uma verdadeira patada emocional, difícil de digerir.
Sendo baseado num clássico da literatura, é um filme obrigatório.


