O Conclave
Ando muito entusiasmado com o cinema, depois de muitos anos sem ver um único filme.
E não há fome que não dê em fartura: já vou no quarto filme esta semana.
Estou a adorar esta nova fase, acordo a pensar “que filme vou ver hoje?”.
Obviamente, por estar com uma lesão no braço e não poder treinar, fico com pelo menos mais duas horas de tempo para mim.
Ontem, depois do jantar, sentei‑me no sofá, abri a aplicação da Prime Video e decidi ver “O Conclave”.
O filme, de 2024, é realizado por Edward Berger e trata‑se de um thriller político que mostra os bastidores do processo de votação para a escolha de um novo Papa.
Após a morte inesperada do Sumo Pontífice, o Cardeal Lawrence (Ralph Fiennes) é encarregado de gerir todo o processo de seleção.
Fechados no Conclave, começam a surgir segredos e conspirações que põem em causa os fundamentos da Igreja Católica.
À medida que a história avança, torna‑se claro que praticamente todos os cardeais querem ser Papa, dando origem a uma luta de poder pouco transparente e moralmente duvidosa.
Os responsáveis pela Igreja ficam muito mal vistos: o filme é uma crítica feroz a quem detém o poder, mostrando intrigas, ambição e jogos políticos no coração da instituição.
Adorei o filme, que culmina num final surpreendente.
Além de Ralph Fiennes, o elenco conta ainda com Stanley Tucci, John Lithgow, Isabella Rossellini e Carlos Diehz.
O Conclave esteve nomeado para os Óscares de 2025, embora não tenha vencido.


